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Professores de mais de 30 escolas particulares de SP paralisam atividades

Professores se manifestam em frente à escola Móbile 1 (Foto: Divulgação/Sinpro)


Professores de mais de 30 escolas particulares de SP paralisam atividades contra revisão de benefícios, diz sindicato

34 escolas da capital estão sem aula nesta quarta-feira (23). Sindicato não aceitou convenção que propõe, entre outras coisas, redução da licença-remunerada.




Professores do ensino básico de 34 escolas tradicionais da rede particular da cidade de São Paulo não deram aulas nesta quarta-feira (23) em protesto contra a revisão dos benefícios, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP). Ao todo, a cidade tem 2.500 escolas de educação básica na rede particular.


Dentre as escolas que aderiram à paralisação estão o Colégio Equipe, na região central de São Paulo, Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste, e a Escola Nossa Senhora das Graças - Gracinha, que fica no bairro do Itaim Bibi, Zona Sul da capital paulista.


Dentre as reivindicações dos professores, estão manter os 30 dias de recesso no final do ano (o sindicato patronal quer reduzir para 23 dias), manter o número de duas bolsas de estudo para os filhos dos professores (o sindicato quer reduzir de duas para uma em escolas com menos de 200 alunos, desde que o professor dê pelo menos 10 aulas na escola). Os professores também lutam contra o fim (ou a inviabilização ) da garantia semestral de salários (que regula o valor recebido em caso de demissão), das férias coletivas e a possibilidade de redução de salários por acordo.


O sindicato não aceitou propostas dos patrões na convenção coletiva, que segundo a entidade retiram direitos, e levou o caso ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Para a diretora do Sinpro Silvia Barbara, os patrões querem mudar as regras.


"Eles querem a redução do recesso da licença-remunerada, que normalmente é de 22 de dezembro a 21 de janeiro. Na prática, voltaríamos a trabalhar no começo de janeiro. Além disso, querem acabar com as férias coletivas. Como os professores geralmente dão aula em mais de uma escola, sem férias coletivas eles nunca terão férias de escolas diferentes em períodos que coincidam", explica Silvia.

Nova assembleia nesta quarta-feira deverá definir se os professores entrarão em greve.



Patronal


Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado), nega que queiram retirar benefícios dos professores. “É muito simples, não estamos querendo tirar direito nenhum. Antes tínhamos 180 dias de aula por ano e agora somos obrigados a dar 200 dias letivos. Não queremos acabar com as férias estamos querendo reduzir 7 dias do recesso. Pedimos 10 dias do recesso, mas chegamos a um acordo de 7”, explica ele.


“Este benefício de 3 meses de férias por ano tínhamos há 30 anos, e com a possibilidade de dar aula aos sábados existia a possibilidade dos professores ficarem mais dias em casa. As únicas categorias no Brasil que têm 60 dias de férias no Brasil são juiz, professor e deputado”, completa ele.


De acordo com Silvia Barbara, além das regras que o sindicato patronal quer mudar, outras reivindicações foram rejeitadas. São elas:



proibição de contrato intermitente e terceirização:
pagamento de hora-tecnológica;
licença maternidade de 180 dias gravidez e adoção;
licença paternidade de 10 dias;
plano de carreira (entrega de cópia ao sindicato) ;
isonomia salarial;
homologação da rescisão contratual no sindicato;
entrada do dirigente sindical na sala dos professores durante os intervalos.




Confira a lista das 32 escolas que estão sem aulas nesta quarta:



Alecrim
Alef Peretz/Renascença
Anglo21
Anima
Arraial das Cores
Beatíssima
Equipe
Escola da Vila
Estilo de Aprender
Giordano Bruno
Gracinha
Grão de Chão
Hugo Sarmento
Invenções
Lumiar
Madre Alix
Ofélia Fonseca
Oswald de Andrade
Pasteur (Vergueiro)
Politeia
Ponto de Partida
Recreio
Santa Clara
Santa Cruz
Santa Maria (médio)
Santi
São Domingos
Teia de Aprendizagens
Teia Multicultural
Vera Cruz
Viva
Viver

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