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PROJETO REVIVER : O OUTRO LADO DA RUA

fonte:Jornal da Manhã Marília



A população de rua em Marília passa a contar com o projeto municipal Reviver, que vai remodelar os serviços públicos de Assistência a esse público. Além de propor ações conjuntas com os voluntários que atuam em prol dessas pessoas. As palavras de ordem são cidadania e humanização. No sábado uma tenda será montada na praça da Emdurb para uma roda de conversa com os andarilhos. 

Na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social os andarilhos são chamados de população em situação de rua e a pasta frisa a importância de serem tratados como cidadãos.
“É preciso conhecer o outro lado da rua. O que gera a violência não é a pobreza, é a exclusão social. Daí a importância de um trabalho de retirada das ruas feito com humanização e respeito à cidadania”, enfatizou a gestora da pasta, Wania Lombari, durante coletiva de imprensa concedida ontem.
A secretária destacou que a equipe da secretaria conhece essas pessoas que se encontram nas ruas pelo nome, conhecem sua história, mas precisam respeitar seu livre-arbítrio. “Estruturamos nossa equipe de abordagem social dentro dessa proposta de humanização”. 
De acordo com a secretária, as pessoas em situação de rua que precisam voltar para sua cidade e não conseguem receberão passagens, mas não haverá manipulação para forçar a saída delas de Marília. E o encaminhamento para o Centro Pop e a Fumares (de Recuperação Social) será intensificado. 
Ao invés de pedir para que os voluntários não repassem refeições e doações em geral a esse público, tentando desmotivá-lo a permanecer nas ruas, a secretaria vai abrir caminhos para ações conjuntas. 
Como marco de uma mudança de visão sobre a população de rua, uma tenda será montada na praça da Emdurb neste sábado, entre 8h e 16 horas. Os moradores de rua estão sendo convidados pessoalmente pela equipe de abordagem social, que vai realizar rodas de conversas com o público-alvo sobre assuntos pertinentes à sua condição. 
O convite é parte da técnica para conseguir a adesão dos moradores de rua e quebrar as barreiras da desconfiança e rejeição ao trabalho da secretaria. “Entregamos convites a eles para a participação no projeto Vim, Vi e Venci que desenvolvemos no Centro Pop. Como a adesão é baixa, voltamos a convidá-los e pedimos licença para trazer o projeto para a rua, onde eles estão, como quem pede licença para entrar na casa de alguém”, explicou o educador social e intervencionista Jurandir Gelmi Junior, da equipe de abordagem social, que antes de ser contratado pela secretaria atuava como voluntários nesse trabalho. 
Na tenda que será montada no sábado as rodas de conversa também serão embasadas por técnicas que não afastem o público-alvo, com frases para serem sorteadas pelos próprios moradores de rua. Essas frases vão originar os assuntos sem que sejam impostos pela equipe de trabalho.

FONTE:http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/exibe.php?id=6233

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