Secretaria de Educação investe na formação de estudantes



Novas ações focam na ampliação do horário para o Ensino Médio


Jornal do Brasil
O secretário de Educação, Wagner Victer, que assumiu a pasta na segunda quinzena de maio, após presidir a Faetec e a Cedae, conversou com o D.O Notícias sobre sua gestão e as iniciativas para preparar o aluno da rede estadual de ensino para os desafios do século XXI.
D.O Notícias – Qual é o mote de sua gestão e quais são as propostas futuras?
Wagner Victer – Assumi a pasta da Educação na segunda quinzena de maio, após, na administração pública, presidir a Faetec, Cedae e Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, com a missão de fortalecer o diálogo com professores, funcionários e alunos. Em um momento de crise no país, é importante manter a rede estadual de ensino funcionando plenamente, mas sem perder de vista a responsabilidade com cada medida adotada. Estamos intensificando parcerias para que o trabalho seja melhorado sem gerar impactos financeiros.
D.O Notícias – Uma das grandes iniciativas da secretaria foi o programa de Educação Integral. Qual é o seu diferencial?
Victer – Além do conhecimento que adquire no Ensino Médio, nosso aluno precisa de qualificação, para saber lidar com os desafios e as necessidades do mercado profissional. Atenta a esse cenário, a Secretaria de Educação vem promovendo mudanças, especialmente no ensino em tempo integral, em dezenas de escolas de sua rede. Aqui no Rio, criamos um programa que oferece metodologia diferenciada, com ensino intercultural, profissionalizante ou com foco nas habilidades socioemocionais.
D.O Notícias – Quais os próximos passos deste modelo já consolidado na rede de ensino estadual?
Victer – A secretaria busca novas parcerias nos setores público e privado que ajudem a impulsionar na melhoria do Ensino Médio, visando à ampliação do horário integral, que hoje está presente em cerca de 10% das nossas escolas. O Ensino Médio tem sido um grande desafio para o país, tanto que o governo federal publicou, recentemente, Medida Provisória sobre o tema. Porém, a efetiva implementação de políticas nesse sentido vai requerer, certamente, a definição da Base Nacional Comum Curricular. Um novo modelo de Ensino Médio acontecerá de forma gradual, e será necessário criar condições de financiabilidade.
D.O Notícias – Como a rede estadual incentiva a preparação para o Enem e também a outros exames de acesso a universidades e cursos de qualificação?
Victer – As escolas estaduais tradicionalmente realizam projetos voltados ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) durante todo o ano letivo e estimulam a participação dos alunos. Contamos, ainda, com o projeto #Partiu Universidade, no qual são realizadas visitas a universidades públicas e privadas e outras atividades relacionadas ao Ensino Superior para que o estudante vivencie as experiências do meio acadêmico.
D.O Notícias – As escolas estaduais têm estimulado a participação dos alunos em projetos como as olimpíadas de Matemática, de Física e de Química. Que tipo de diferencial este estímulo pode gerar?
Victer – Projetos e competições, como as olimpíadas do conhecimento, têm a capacidade de integrar e fortalecer o aprendizado, valorizando o potencial de cada um.
D.O Notícias – O Estado publicou decreto que garante que alunos da rede estadual aprovados em vestibulares e concursos recebam o certificado de conclusão antecipadamente. Poderia explicar como funciona?
Victer – Se o estudante conseguir atingir as competências e habilidades necessárias exigidas nos exames, terá direito ao documento, que lhe permitirá fazer a matrícula no Ensino Superior ou em concurso público que exija a conclusão do Ensino Médio.
D.O Notícias – Qual é a sua opinião sobre a Medida Provisória, publicada em 23 de setembro no Diário Oficial da União, que reestrutura e flexibiliza o Ensino Médio no país?
Victer – É significativo o governo encarar politicamente a questão da necessidade de melhorar o Ensino Médio. Mas acho que há pontos controversos e dúvidas, apesar das muitas medidas positivas. A financiabilidade do projeto é uma das questões a serem colocadas. O valor disponibilizado pelo governo para os primeiros dois anos é baixo, cerca de R$ 1,5 bilhão para todos os estados. Além disso, considero contraditória a possibilidade de cortar disciplinas obrigatórias, especialmente no momento em que se anuncia a ampliação da carga horária do Ensino Médio. O ensino em tempo integral aponta exatamente na direção oposta. Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia são fundamentais para formar o cidadão.

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