O rolo da secretaria municipal da Saúde, com a compra de 450 tablets por R$ 1 milhão (valor pago à vista!) e preço dobrado (R$ 2.350,00) em relação ao mercado para cada equipamento, pode respingar na campanha de Danilo Bigeschi, coordenador da secretaria e vereador eleito com a maior votação este ano (3.831 votos). Isso porque um dos doadores da campanha de Danilo foi a esposa dele, Ana Paula Fakhouri, irmã do proprietário da empresa que forneceu os tablets à secretaria e funcionária da secretaria. Pode haver, neste caso, algo tipo as fraudes detectadas pela Operação Lava Jato, em termos de doações de empresas para campanhas eleitorais. Já há movimentação para representação nesse sentido junto à Justiça Eleitoral. O prazo final para prestação de contas dos candidatos é domingo (30) e na semana que vem o haverá julgamento das mesmas.
EMPRESA NÃO TEM NEM FACHADA
Os tablets, que seriam usados por agentes de campo da Rede Básica, foram comprados no dia 8 de setembro passado e fornecidos pela empresa Kao Sistemas de Telecomunicações, que é de propriedade de Fauzi Fakhouri Junior, cunhado de Danilo. O prédio onde funciona a empresa, na Rua XV de Novembro, área central da cidade, não tem fachada e foi detectado junto a um funcionário que a empresa não vende esse tipo de equipamento.
DISCURSO
O secretário municipal da Saúde, Hélio Benetti, concedeu entrevista e classificou a compra dos tablets como um grande avanço para o setor em Marília. Ele, como secretário, autorizou o processo licitatório, a compra e o pagamento superfaturado dos tablets.
JÁ CONDENADO
Hélio Benetti já tem condenação na Justiça Criminal. Quando exerceu o cargo de secretário municipal de Assistência Social, ele se envolveu em crimes de tortura contra moradores de rua em Marília, em 2013.
Benetti foi condenado pelo juiz de Direito Luiz Augusto Esteves De Mello à penas de 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, em regime inicialmente aberto. Também foi condenado ao pagamento de 35 (trinta e cinco) dias-multa e a inabilitação para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de 01 (um) ano e 02 (dois) meses. Ele e outros condenados no caso estão recorrendo da decisão.
Foto: Danilo da Saúde com o secretário Hélio Benetti
Fontehttp://jornaldopovomarilia.com/2016/10/fraude-na-compra-de-tablets-e-doacao-eleitoral-pode-complicar-danilo-da-saude/