O movimento "Escola sem Partido" defende a "neutralidade do ensino" por meio da proibição de suposta "doutrinação ideológica" nas escolas

  • Miguel Nagib: "Ainda que não houvesse uma prova cabal, a mera insistência de indícios nos serve para mostrar que o sistema de ensino está servindo para fins políticos e partidários"

  • "Pais devem processar doutrinadores", diz idealizador do Escola sem Partido


  • Miguel Nagib: "Ainda que não houvesse uma prova cabal, a mera insistência de indícios nos serve para mostrar que o sistema de ensino está servindo para fins políticos e partidários"
O movimento "Escola sem Partido" defende a "neutralidade do ensino" por meio da proibição de suposta "doutrinação ideológica" nas escolas -- a qual, segundo o advogado Miguel Nagib, 55, "tem todo um conjunto de evidências que faz acender uma luz amarela de que pode ser que estejam ocorrendo abusos na sala de aula."
Para Nagib, vídeos, depoimentos em redes sociais, livros didáticos e uma pesquisa de 2008 publicada pela revista Veja são o conjunto de evidências que subsidia o movimento, nascido em 2004 e do qual ele é idealizador. Nagib é membro da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo – órgão subordinado ao governo paulista – no escritório de Brasília e, em entrevista ao UOL, afirmou que consegue conciliar as agendas de servidor público e de principal nome de uma iniciativa que, hoje, subsidia projetos de lei em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e no Senado.
O procurador falou com a reportagem em meio a um cenário de acirramento do debate sobre o assunto – manifestado não apenas nas redes sociais, como no resultado parcial de uma consulta pública aberta pelo Senado, na última segunda-feira (18), já que o Escola sem Partido é base do projeto de lei de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), integrante da bancada evangélica da Casa.
Leia, a seguir, os principais pontos da entrevista.
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UOL - O debate sobre o Escola sem Partido tem hoje um campo bastante acirrado de discussão nas redes e mesmo no resultado parcial da consulta pública do Senado. Isso o surpreende?
MIGUEL NAGIB - Surpreende em certo sentido, porque me pergunto: como alguém pode votar contra esse projeto? Quem é contra, reivindica os direitos que o programa nega ao professor – o de se aproveitar da presença obrigatória dos alunos em sala para promover seus próprios direitos, opiniões, preferencias ideológicas ou políticas. Em suma, o direito de fazer propaganda política dentro da sala de aula.

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