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Artigos Imparcialistas: Segunda fase do Imparcialismo

Artigos Imparcialistas: Segunda fase do Imparcialismo: Passamos pelo inferno da leitura Desse tempo contemporâneo, Vivenciamos esse tempo... Passou a fase de leitura do mundo, De ...

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EQUIPES INSCRITAS

EQUIPES INSCRITAS SERIE OURO


  • ÁGUIA DE OURO

  • CRAQUINHO J.K. / UNIMAR - CRISTO REI

  • GRÊMIO J.K.

  • CORITIBA - COXA - MARÍLIA

  • CLUBE RECREATIVO ALTO SUMARÉ

  • ORIENTE

  • PALMEIRINHA / INTER

  • PASSE CERTO

  • QUINTANA

  • STADIUM - ACADEMIA

  • STADIUM - BR

Futebol várzea

EQUIPES INSCRITAS

COPA MARÍLIA 1ª e 2ª DIVISÃO - 2016

GRUPOS 

GRUPO – A
GRUPO – B
UNIDOS DA VILA
AZALEIA V.R.
F.C. TEOTONIO CORINTHIANS
C.D.H.U.
AUTO CAFEZAL
          GRÊMIO ELDORADO
FIGUEIRINHA (Desistiu)
ATLÉTICO MARÍLIA

GRUPO – C
GRUPO – D
PORTUGUESA DO MORRO
COSTA E SILVA
MARAJÓ
CONSTRUTORA TOCHA
PARMA MARÍLIA
GRÊMIO TEOTONIO YPÊ
PRIMEIRO DA SUL (Desistiu)
SMT. NOVA MARÍLIA



Águas de São Pedro: cidade de 3.000 habitantes conquistou o maior IDH de educação do Brasil

Se a interiorana Águas de São Pedro recebesse a Maratona Internacional de São Paulo, os atletas teriam de percorrer o município inteiro seis vezes para completar a prova. A cidade, um balneário turístico de águas medicinais, é a segunda menor em extensão territorial do país, com 3,6 quilômetros quadrados, atrás apenas de Santa Cruz de Minas, em Minas Gerais. Com cerca de 3.000 habitantes, grande parte de aposentados, Águas de São Pedro figura um outro dado, no mínimo, curioso. É o município com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na área da educação do país, indicador apurado pela Organização das Nações Unidas (ONU): 0,825 (em uma escala de zero a um). O IDH de educação mede a quantidade de anos de estudo dos adultos e a expectativa de anos de escolaridade das crianças. Não é apenas nesse quesito que a cidade se destaca, contudo. No ranking geral da ONU, a cidade tem o segundo maior IDH do país (incluindo índices de saúde, educação e renda). Águas de São Pedro perde somente para São Caetano do Sul (SP) em IDH municipal.
Na cidade, que no passado era só um bairro do vizinho São Pedro, é possível encontrar mais ônibus escolar do que municipal. Aliás, literalmente só existe um ônibus circular para os água-pedrenses. E ele é gratuito. Todos se conhecem, e é esta é uma das maiores vantagens de gerenciar a única escola da cidade, a Emef Maria Luiza Fornasier Franzin, segundo João Paulo Pontes, coordenador pedagógico. “Se o aluno falta, vamos buscá-lo em casa, vamos onde os pais trabalham, vamos em qualquer lugar que a criança possa estar - e geralmente já sabemos onde seria”, conta. Ele garante que, graças a isso, o índice de evasão escolar é nulo.

A escola que possui o maior IDH de educação do país está longe de parecer uma instituição do futuro. Pelos corredores, não voam drones feitos pelos alunos, nem robôs. Acima de tudo, parece com uma escola pública tradicional, com carteiras enfileiradas e lousa. Mas o cenário engana. uma das apostas para se manter na liderança do ranking é o uso da tecnologia como ferramenta de ensino.
Claro que a estratégia não é aplicável nas grandes cidades, mas muitas das outras ações que a escola pratica, e que lhe garantem destaque no ranking educacional, podem servir de exemplo para realidades geográficas diferentes. A escola, por exemplo, trabalha com aulas em período integral, um sistema que é bastante difundido em colégios de primeiro mundo e amplamente defendido por movimentos ligados à educação no Brasil. De manhã, aulas do currículo padrão. À tarde, aulas de línguas, artes marciais, dança, pilates, futebol, robótica e até culinária - a favorita dos alunos, conforme destaca Pontes.
Os 767 alunos possuem um netbook para realizar as tarefas. “A tecnologia nos permite integrar conteúdos de disciplinas diferentes, de trabalhar aulas mais multidisciplinares, e a tornar o aprendizado um pouco mais interessante para os alunos, pois a forma como o conteúdo é apresentado conversa melhor com a realidade deles”, acredita Pontes.
Um exemplo está na aula de matemática do professor Victor Pereira, de 26 anos. Os alunos do quinto ano do fundamental, sentados em grupos, resolvem juntos no computador exercícios de fração e dízima periódica. Na plataforma gratuita do MIT, a Khan Academy, montam pizzas, trabalho que vai ficando mais difícil conforme forem resolvendo os desafios. “Cada grupo trabalha no seu ritmo e até ajuda os colegas que não conseguem passar de fase. Me chamam raramente para ajudar. Ainda que estejam no computador, estão concentrados, se divertindo. E ninguém para para ver o Facebook”, afirma. Para o professor, a vantagem da tecnologia está em deixar um conteúdo abstrato mais visível para o aluno. Também é possível trabalhar com crianças em estágios diferentes de conhecimento numa mesma sala. “A aprendizagem acaba se adaptando à necessidade do aluno, sem atropelá-lo”, complementa.
Aula de artes, que faz parte do projeto escola em tempo integral. 
O computador - ou o smartphone, dispositivo que a escola também utiliza como material de pesquisa em aula - pode ser levado para além dos muros do colégio. “Toda semana levo os alunos para o mini-horto da cidade, que fica ao lado da escola, para atividades ao ar livre. Na última atividade que fizeram, eles tinham que caçar QR Codes que eu espalhei pelas árvores para resolver equações”, complementa o professor.
Para o ano que vem, a escola pretende implementar um modelo de aprendizado por projeto, inspirada na Escola da Ponte, de Portugal, que, desde os anos 1970, tornou-se referência em educação com uma filosofia mais construtivista de ensino. “Hoje, falta muito as escolas perguntarem para os alunos o que eles querem aprender”, defende o coordenador pedagógico. Segundo ele, o ensino no Brasil ainda se pauta no tradicional modelo de explicar um conteúdo e, só depois, assimilá-lo à realidade. No aprendizado por projeto, inverte-se a lógica. “Partimos de um projeto prático para ensinar conceitos do currículo básico, o que faz com que o aluno entenda o porquê de estar aprendendo determinados assuntos”, destaca João Paulo Ponte.
Mas ser a única escola da cidade também tem o seu lado negativo. “Não há outra opção de escola para os filhos, então toda a estratégia pedagógica precisa ser muito mais cautelosa. As inovações precisam ser implantadas aos poucos”, afirma Ponte. O coordenador não informou números, mas garantiu que desde que passou a liderar o ranking de IDH educacional, em 2010, a escola está recebendo pedidos de matrículas de cidades ao redor, como São Pedro.

Do 61º ao pódio

Desde 1991, quando a ONU começou a divulgar o IDH municipal do Brasil, Águas de São Pedro passou do 61º lugar até o primeiro, em 2010. Foram três edições até hoje, uma a cada dez anos. Segundo a secretária de educação do município, Dalva Aparecida da Silva, o fato de ter 3.000 habitantes não justifica o ranking. Ainda assim, reconhece que não é em toda cidade que os pais podem bater na porta do prefeito - já que todos moram muito perto - e reclamar se tiver algum problema na escola. "A comunidade é muito ativa, sempre faz cobrança de melhorias, e isso faz toda a diferença na gestão do ensino", afirma Dalva. Sem detalhar valores, a secretária também atribui o desempenho da cidade a parcerias que faz com instituições privadas, como o Senac, o Instituto Tellus e a Fundação Telefônica. "Por meio dessas parcerias conseguimos equipar a escola com tecnologia e promover atividades diversas para os alunos na parte da tarde. Aula em tempo integral agora é obrigatória por lei municipal", explica.
Sem informar valores, Dalva afirma que os investimentos em educação levaram o índice de analfabetismo do município a zero. "Nenhuma criança está fora da escola. Temos vagas para todos e até para um contingente que vem dos municípios vizinhos, principalmente da área rural da cidade de São Pedro", diz. O água-pedrense pode estudar desde a creche até a pós-graduação no município, mas, conforme destaca Dalva, a cidade não oferece tantos atrativos assim para os jovens. "A escola tem esse papel de apresentar opções para eles. Aqui, ele pode se ocupar com muitas atividades, desde judô até robótica".

PENTE FINO NAS CONTAS

As contas de Águas de São Pedro foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo em 2013. Entre os motivos, dois ligados à educação: contratação de professores temporários e verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
De acordo com relatório do TCE, a prefeitura não teria gasto uma verba mínima determinada por lei, de 95% do Fundeb. Em 2013, o município gastou 94%. João Paulo Ponte, que na ocasião era conselheiro do Fundeb, explica que o problema está no que o TCE considera gastos com educação. Ao todo, 60% do fundo deve ir para o pagamento dos professores e 40% para manutenção da estrutura escolar. "O combustível do cortador de grama do campo de futebol dos alunos, por exemplo, veio desses 40%. Mas para o TCE, isso não é considerado gasto com manutenção escolar", afirma.
A escola também adquiriu um terreno no final da rua para construir o parquinho de atividades físicas dos alunos do fundamental 1. "Optamos por deixar aberto para a comunidade usar fora do período escolar também, então o TCE entendeu que não era para gastar verba do Fundeb", complementa Ponte.
No caso da contratação irregular de professores temporários, sem abertura de concurso público, a secretária de educação, Dalva Aparecida da Silva, justifica pela urgência. "Alguns professores pediram demissão e precisávamos de novos para terminar o ano letivo. Para abrir concurso, precisa de aprovação da Câmara, de edital. Demora muitos meses. Assim que tivemos o aval, abrimos o concurso para preencher aquelas vagas", diz.

Quitanda Mineirão : Hiper Saúde prêmio 31-07- 2016

Quitanda Mineirão : Hiper Saúde prêmio 31-07- 2016: Prêmio hiper saúde

Notícia: (AAVN) Associação Atlética Vila Nova

Professor desenvolve projeto social

 - 04/12/2015 - 01:51 
Formado em Ciências Sociais e Educação Física, o professor Alex Vasconcellos, ou simplesmente professor Alex desenvolve um projeto social que tem por objetivo tirar jovens carentes de situações de risco.
O projeto que teve início no final dos anos 90 na cidade de Guaimbê, onde um grupo de meninos monta um time, e como havia dois irmãos goianos na equipe( que torciam para o Vila Nova de Goiás) , decidiram que a equipe teria o mesmo nome do Vila Nova de Goiás, porém levou algum tempo até o time se estabelecer de forma jurídica legal e ater uma equipe de base, praticamente quinze anos, apesar de ter atletas de diversas cidades da região como: Álvaro de Carvalho, Júlio Mesquita, Garça, Herculândia, Guaimbê, Ourinhos, até em Eduardo Magalhães-BA, a sede administrativa atual é em Marília-SP, no Bairro Vila Nova.
Alex é um dos fundadores do projeto, juntamente com meninos (Ulisses e Whashington) de Goiás, que residem atualmente em São José dos Campos, ambos se formaram em direito e contabilidade e fundaram a Associação Atlética Vila Nova.
O grande objetivo do projeto ,segundo Alex, é afastar as crianças de situações de riscos, principalmente das drogas, além de estar de olho na base do futebol brasileiro, formando futuros atletas.
A faixa etária é ampla indo de 6 até 22 anos de idade, para o futuro já a partir do próximo ano eles estarão a frente da categorias  sub-11, sub-13 e sub-15 da paraguaçuense ,disputar o campeonato paulista e dar inicio a escolinha de iniciação esportiva a partir dos 6 até os 17 anos.
O professor salientou que recebeu o apoio da esteticista Dani Pontello (Galeria da Estação, loja 6,tel : 997 33 22 58 ou 997 75 82 83) e da LIFE Internet (14 3402-9700), Eder Pimentel de Álvaro de Carvalho e Toninho de Ourinhos, Cláudio Silva de Guaimbê que são colaboradores do projeto, e a Rádio Renascer FM para realizar a viagem para Bora, onde ocorreria uma ”peneira” Quem quiser participar, ou apoiar o projeto entrar em contato com o professor Alex pelo telefone: 14 981 21 77 17
fonte:http://www.conexaomarilia.com.br/04/12/2015/professor-desenvolve-projeto-social/

O Atlético Marília

Postado em 28/07/2016 às 15:03

Atlético Marília define parceria com Aranão Transportes para Taça Paulista

Empresa tem a marca estampada nas mangas da camisa do clube durante a temporada


O Atlético Marília, clube recém profissionalizado e que disputa a Taça Paulista Sub-18, promovida pela LFP (Liga de Futebol Paulista), definiu mais uma parceria para a temporada 2016. Trata-se da Aranão Transportes Rodoviários, que tem sede na rua Harry Beretta, 20, no distrito de Lácio.
O acerto da parceria aconteceu depois de reunião entre os diretores do Atlético Marília, representados pelo presidente José Geraldo Garla e pelo diretor de futebol Gustavo Garla, e da Aranão Transportes Rodoviários, Fábio Aranão, Alexandre Aranão e Laurindo Aranão. 
De acordo com a parceria, a Aranão Transportes ficará com a marca estampada nas mangas da camisa do Atlético Marília nas partidas da Taça Paulista Sub-18.
“Fomos procurados pelo marketing do Atlético Marília. Já conhecemos o projeto, a idoneidade das pessoas que participam e fechamos esta parceria, pois queríamos colaborar de alguma forma. Como o principal foco é o lado social, estamos felizes em fazer parte desse projeto do Atlético Marília. Só temos que desejar sucesso e que o projeto possa crescer cada vez mais”, afirmou Fábio Aranão.
O diretor do Atlético Marília, Gustavo Garla, agradeceu à Aranão Transportes Rodoviários pela parceria. “Para nós é uma alegria muito grande poder contar com pessoas idôneas da cidade de Marília nesse projeto. Agradecemos ao Fábio e ao Alexandre por esta confiança, que só vem fortalecer o Atlético Marília.”
ESTRUTURA
A Aranão Transportes Rodoviários foi fundada há 31 anos e está há dez anos em sua nova sede, contando atualmente com cerca de 200 colaboradores e uma frota de 150 caminhões, além de outros 20 agregados.
Além da sede em Marília no distrito de Lácio, a empresa conta também com outras três filiais, nas cidades de Salvador (BA), Fortaleza (CE) e São José dos Pinhais (PR).
A Aranão é especializada no transporte de granéis sólidos, como farinha, amido e açúcar, cobrindo todo o território nacional. Entre os principais parceiros da empresa estão Cargill, Bunge, Pepsico, Unilever e Marilan.

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA VILA NOVA




INFORMAÇÕES DA PÁGINA

Programa Escola Sem Partido: por que o PT e o Sindicato dos Professores são contra

DEVERES DO PROFESSOR- ESCOLA SEM PARTIDO





Entrevista de Miguel Nagib à revista Profissão Mestre


Entrevista de Miguel Nagib à revista Profissão Mestre

1 – Como, quando e por que surgiu o projeto Escola sem Partido?
O ESP surgiu em 2004 como reação ao fenômeno da instrumentalização do ensino para fins político-ideológicos, partidários e eleitorais.
2 – O senhor acredita que a doutrinação na educação é um problema grave na educação brasileira? Por quê?
É grave, em primeiro lugar, porque a doutrinação representa uma forma de cerceamento da liberdade de aprender do estudante, já que, numa de suas vertentes, essa liberdade – que é garantida expressamente pela Constituição Federal – compreende o direito do estudante de não ser doutrinado por seus professores. Trata-se, portanto, da violação a um direito fundamental, e isto, por si só, é muito grave.
É grave, em segundo lugar, porque as principais vítimas dessa prática são jovens inexperientes e imaturos, incapazes de reagir, intelectual e emocionalmente, a um professor que esteja determinado a “fazer a cabeça” dos alunos.
É grave, em terceiro lugar, devido à extensão do fenômeno: segundo pesquisa realizada pela CNT/Sensus e publicada pela revista Veja, a imensa maioria dos professores (78%) acredita que a principal missão da escola é “despertar a consciência crítica dos alunos”.
E é grave, por fim, porque esse “despertar da consciência crítica” consiste sempre na mesma coisa: martelar ideias de esquerda na cabeça dos alunos. Ou seja, os estudantes acabam não tendo acesso a versões, explicações e abordagens alternativas para os fatos e fenômenos estudados, uma vez que o mercado das ideias, no ambiente acadêmico, é praticamente monopolizado pela esquerda (eis aí, claramente demonstrado, o cerceamento da liberdade de aprender mencionado acima). Evidentemente, o problema não seria tão grave se várias perspectivas ideológicas pudessem “concorrer” pela preferência intelectual dos estudantes, num ambiente de livre circulação de ideias.
Resumindo: é grave, primeiro, porque cerceia uma liberdade assegurada pela Constituição; segundo, porque suas principais vítimas são pessoas imaturas e inexperientes; terceiro, porque é um fenômeno generalizado; e quarto, porque tem sempre o mesmo viés.
3 – Como o senhor avalia o poder de influência ideológica e/ou partidária do professor no desenvolvimento das ideias e na formação do aluno?
É um poder imenso, e todo professor sabe disso. O estudante, em sala de aula, se encontra numa situação especialíssima, pois, além de ser obrigado a escutar e aprender o conteúdo transmitido por seu professor, ele deve ser capaz de reproduzir esse conteúdo se quiser obter boas notas e ser aprovado. Intelectualmente, portanto, o aluno está submetido à autoridade do seu professor.
E o que faz o professor militante? Abusa dessa situação especialíssima para “fazer a cabeça” dos alunos. E ele faz isso de boa consciência, porque pensa estar colaborando para a “produzir uma realidade mais justa”. Na verdade, o que ele está produzindo é apenas mais um ignorante cheio de certezas, pronto para entregar os destinos da nação a políticos que pensam (ou fingem que pensam) como ele.
O prejuízo material e moral que essa prática acarreta para o estudante – lembre-se de que estamos falando de jovens imaturos, inexperientes e submetidos à autoridade do professor – não pode ser subestimado. Basta pensar, por um lado, no tempo de aula desperdiçado com o noticiário político, o “blá-blá-blá” ideológico e a propaganda partidária, principalmente em períodos eleitorais – o que compromete o próprio objeto do serviço que deveria ser prestado pelas escolas –; e, por outro, na influência de longo-prazo exercida pelos professores militantes sobre a visão de mundo desses jovens.
Bem sabem os doutrinadores que a reavaliação das idéias e convicções adquiridas durante a adolescência exige um investimento intelectual e emocional pesado demais para a maior parte das pessoas, de modo que a adesão a determinado credo ideológico, quando prestada durante essa fase crítica da vida, tende a prolongar-se por vários anos, quando não para sempre.
Sem dúvida nenhuma, boa parte do sofrimento moral experimentado na passagem da adolescência para a vida adulta poderia ser poupado se não tivéssemos de nos desembaraçar dos preconceitos ideológicos que nos são transmitidos por nossos mestres ativistas. Ao fim e ao cabo, lamentamos: quanto tempo perdido! Quanta energia desperdiçada!
4 – Os pais estão conscientes da influência que o professor pode exercer na formação do indivíduo em desenvolvimento que é a criança e o adolescente?
É triste dizer isto, mas acho que a maioria não está nem aí. Os próprios professores consideram – a meu ver com razão – que o principal problema da sala de aula é a ausência dos pais no processo educativo. Agora, por incrível que pareça, muitos pais aprovam que seus filhos sejam doutrinados. Ingenuamente, eles acreditam na balela do “pensamento crítico” (atenção: nós defendemos, com unhas e dentes, o pensamento crítico. Mas isso que está aí não tem nada de verdadeiramente crítico. É ideologia barata a serviço de interesses políticos, partidários e eleitorais).
5 – Na sua opinião, os professores nunca deveriam expressar suas opiniões em sala de aula? Ou poderiam fazê-lo se explicitassem que aquele conteúdo é um ponto de vista pessoal?
Jamais contestamos a liberdade do professor de expressar suas opiniões em sala de aula. Essa liberdade, contudo, não é absoluta. O professor não pode usá-la para “fazer a cabeça” dos alunos. A liberdade de ensinar do professor termina onde começa a liberdade de aprender do estudante.
Além disso, é preciso considerar, sempre, a idade e o nível de conhecimento do público ao qual o professor se dirige: quanto mais imaturos e inexperientes os alunos, menos liberdade terá o professor para dizer o que pensa em sala de aula.
Em todo caso, não se pode perder de vista a advertência de Max Weber: “Em uma sala de aula, a palavra é do professor, e os estudantes estão condenados ao silêncio. Impõem as circunstâncias que os alunos sejam obrigados a seguir os cursos de um professor, tendo em vista a futura carreira; e que ninguém dos presentes a uma sala de aula possa criticar o mestre. É imperdoável a um professor valer-se dessa situação para buscar incutir em seus discípulos as suas próprias concepções políticas, em vez de lhes ser útil, como é de seu dever, através da transmissão de conhecimento e de experiência cientifica.”
6 – O senhor acredita que o professor pode ser imparcial? Isso é possível?
A justificativa-padrão utilizada pelos promotores da doutrinação ideológica nas escolas é a de que “não existe imparcialidade”, já que “todo mundo tem um lado”. Para os professores e autores militantes, isto resolve o problema, pois, se não existe neutralidade, cada um que cuide de “puxar a brasa para a sua sardinha”.
A dose de má-fé embutida nesse raciocínio é extraordinária. O fato de o conhecimento ser vulnerável à distorção ideológica – o que é uma realidade inegável, sobretudo no campo das ciências sociais – deveria servir de alerta para que os educadores adotassem as precauções metodológicas necessárias para reduzir a distorção. Em vez disso, a militância o utiliza, cinicamente, como salvo-conduto para a doutrinação!
Em suma: ser imparcial pode ser impossível, mas perseguir o ideal da imparcialidade e da objetividade científica não só é perfeitamente possível, como é moralmente obrigatório para um professor.
7 – A influência ideológica e/ou partidária acontece somente em disciplinas como História e Geografia? Ou existe doutrinação também em outras matérias?
Antigamente, a ideologia contaminava apenas as ciências sociais. Hoje em dia, até a Educação Física e a Matemática entraram na dança. Cito dois exemplos:
a) trecho da apresentação de uma tese de doutorado defendida recentemente na Faculdade de Educação da USP: “o trabalho demonstra que os atuais processos de formação de professor de matemática ainda são fortemente sedimentados numa formação alienada aos ditames de uma sociedade de classes, que não permite ao futuro professor compreender e fazer uso da necessária autonomia inerente à sua atuação, o que o faz atuar como um intelectual orgânico a serviço da consolidação da hegemonia da classe dominante.”
b) trecho de um livro didático de Educação Física da Secretaria de Educação do Paraná: “A classe trabalhadora conquistou, após inúmeros enfrentamentos, a redução da jornada de trabalho e alguns direitos como o sufrágio universal. Estas conquistas preocuparam a burguesia em relação à forma como os trabalhadores poderiam aproveitar o tempo de folga. Isso seria uma poderosa arma a ser utilizada contra ela mesma (burguesia), uma vez que com esse tempo de folga e com os espaços públicos disponíveis para os momentos de lazer, seria fácil a criação de movimentos sociais contra a classe dirigente. Nesse sentido, surgiu a importância de incentivar a classe trabalhadora a aderir à prática esportiva, como forma de ocupação do tempo livre, diminuindo as possibilidades de tensões sociais.” (Obviamente, o livro não trata da situação dos esportes nos países que adotaram o regime comunista, isto é, o uso que esses regimes fizeram e ainda fazem do esporte e o modo como o esporte se desenvolveu nesses regimes...)
8 – Como o senhor vê a questão do ensino da Filosofia e Sociologia ter voltado ao currículo obrigatório do ensino médio? Acredita que os professores estão preparados para ensinar essas disciplinas livre de conteúdo ideológico?
Vejo com muita preocupação. Se a História e a Geografia já serviam de plataforma para a militância ideológica, imagine o que vai acontecer com a Filosofia e a Sociologia!
Vai acontecer, não! Já está acontecendo. Veja a opinião do sociólogo Simon Schwartzman sobre a proposta curricular para o programa de sociologia para o nível médio do Rio de Janeiro: “É um conjunto desastroso de idéias gerais, palavras de ordem e ideologias mal disfarçadas que confirmam as piores apreensões dos que, como eu, sempre temeram esta inclusão obrigatória da sociologia no curriculo escolar”.
Se o currículo está desse jeito, imagine o conteúdo das aulas!
9 – E os materiais didáticos também refletem essa doutrinação à qual o senhor se refere no Escola sem Partido? Poderia citar textualmente alguns exemplos de casos graves e evidentes de doutrinação?
A revista época publicou em 2007 uma reportagem de capa com o título: “O que estão ensinando a nossas crianças”. Há ali dezenas de exemplos.
Um caso mais recente, porém, me impressionou muito. Trata-se de um livro didático de português para alunos do 5º ano. Esse livro usa descaradamente a inveja para promover o igualitarismo. Explico.
Num capítulo intitulado “O gosto amargo da desigualdade”, os autores do livro (William Roberto Cereja e Thereza Cochar), ao fazer a introdução de um texto literário (muito ruim, por sinal), se dirigem aos seus pequenos leitores com as seguintes palavras: “Você alguma vez já se sentiu injustiçado? Seu amigo com duas bicicletas, uma delas novinha, e você nem bicicleta tem... Sua amiga com uma coleção inteirinha da Barbie, e você que não ganha um brinquedo novo há muito tempo... Se vai reclamar com a mãe, lá vem ela dizendo: ‘Não reclama de barriga cheia, tem gente pior do que você!’. Será que há justiça no mundo em que vivemos?”
Como escrevi num artigo publicado no ESP, “em vez de chamar essa tristeza [de não possuir uma coisa que outro possui] pelo nome que ela tem desde os tempos de Caim, o livro a ela se refere como ‘sentimento de injustiça’.”
Além disso, no mesmo capítulo, os alunos – crianças de 10 anos, certo? – são chamados a opinar sobre problemas sociais e econômicos que estão infinitamente acima da sua capacidade de compreensão. Tudo feito para “despertar a consciência crítica” dos alunos...
Como todos sabem, é esse o enfoque predominante nos livros didáticos. Se o livro não for “crítico”, a editora não quer, porque os professores não adotam e o governo não compra.
10 – O que os pais e as escolas podem fazer para evitar a doutrinação em sala de aula?
Os pais podem e devem reclamar; os responsáveis pelas escolas podem e devem exigir uma postura mais ética por parte dos professores. Mas se o professor estiver realmente determinado a “fazer a cabeça” dos alunos, será muito difícil impedi-lo, tendo em vista a circunstância de os abusos ocorrerem no recinto fechado das salas de aula.
Por isso acreditamos que a melhor forma de combater a doutrinação é conscientizar os alunos (e, por tabela, também os professores) dos direitos compreendidos na sua liberdade de aprender.
Com esse objetivo, o ESP elaborou o cartaz com os Cinco Deveres do Professor, que são os seguintes:
1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.
2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.
3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.
5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.
Defendemos que um cartaz como este seja afixado em todas as salas de aula das últimas séries do ensino fundamental, do ensino médio e dos cursinhos pré-vestibulares; ou, pelo menos, nas salas dos professores.
Além de conscientizar os estudantes dos seus direitos – o que é uma questão de estrita cidadania –; e de dar-lhes os meios de que eles necessitam para se defender do professor militante, esse cartaz expressa um apelo à consciência moral do professor, recordando-o de que ao lado da sua liberdade de ensinar está a liberdade de aprender dos alunos.
11 – Sei que a questão é muito mais complexa do que um termo pode definir, mas o senhor se considera uma pessoa mais de direita ou de esquerda no sentido político ideológico?
Como você mesma afirma, com toda a razão, “é consenso que a visão da maioria dos professores é de esquerda”. E é fato notório, também, que a doutrinação político-ideológica praticada nas escolas brasileiras tem um viés claramente de esquerda. Então, qualquer um que se oponha ao que esses professores estão fazendo é automaticamente classificado como adversário da esquerda; logo, como uma pessoa de direita. E com essa rotulação eles procuram desqualificar o esforço que estamos fazendo.
Não importa se eu sou de direita, de esquerda ou de centro. O que importa é que o ESP não promove a defesa de qualquer ideologia. O que defendemos, juntamente com a ideia de que todo professor tem o dever moral de perseguir o ideal de neutralidade e objetividade científica, é a desmonopolização ideológica do ambiente acadêmico. Explico.
Toda ideologia – seja de esquerda, de direita ou de outro gênero – atrapalha a nossa compreensão da realidade. Mas nada atrapalha mais essa compreensão do que ver o mundo sob as lentes de uma única ideologia. Numa atmosfera onde concorram diversas ideologias, a visão necessariamente parcial oferecida por determinado enfoque ideológico pode ser confrontada, impugnada e complementada pela visão igualmente parcial oferecida por outra ideologia. E desse choque entre as diversas perspectivas o estudante poderá formar uma visão mais abrangente e efetivamente crítica da realidade.
Em matéria de conhecimento, o pior dos mundos é o do monopólio ideológico. Por isso, as escolas também deveriam se esforçar para promover a diversidade ideológica dos seus respectivos corpos docentes.
12 – É consenso que a visão da maioria dos professores é de esquerda. Se fosse o contrário o senhor ainda assim teria tido a iniciativa do Escola sem Partido? Desculpe a provocação, mas gostaria de ler seus argumentos para não correr o risco de fazer propaganda para um lado ou para o outro. A minha visão (aqui quem comenta é Yannik pessoa, não a repórter que tentará abordar o tema com o máximo de imparcialidade possível) é que a escola e o professor deveriam dar o mesmo espaço para todas as correntes.
Como eu disse, toda ideologia – seja de esquerda, de direita ou de outro gênero – atrapalha a nossa compreensão da realidade. Meu interesse é saber como as coisas realmente são (ou foram). Não quero aprender uma história falsificada por mais que ela me agrade ou corresponda aos meus preconceitos. E obviamente não desejo isto para os meus filhos. Mas é um erro pensar que todas as correntes ideológicas se equivalem, que todas são igualmente nocivas. A História – sobretudo a do século XX – já mostrou que não é assim. Portanto, a resposta à sua pergunta é: talvez.
13 – O senhor poderia me mandar um breve resumo do seu currículo e os itens que integram uma lista sobre os “deveres do professor”? Quem elaborou essa lista?
Sou advogado, casado, 49 anos e quatro filhos. A relação de Deveres do Professor foi elaborada por mim e alguns colaboradores do ESP.

O movimento "Escola sem Partido" defende a "neutralidade do ensino" por meio da proibição de suposta "doutrinação ideológica" nas escolas

  • Miguel Nagib: "Ainda que não houvesse uma prova cabal, a mera insistência de indícios nos serve para mostrar que o sistema de ensino está servindo para fins políticos e partidários"

  • "Pais devem processar doutrinadores", diz idealizador do Escola sem Partido


  • Miguel Nagib: "Ainda que não houvesse uma prova cabal, a mera insistência de indícios nos serve para mostrar que o sistema de ensino está servindo para fins políticos e partidários"
O movimento "Escola sem Partido" defende a "neutralidade do ensino" por meio da proibição de suposta "doutrinação ideológica" nas escolas -- a qual, segundo o advogado Miguel Nagib, 55, "tem todo um conjunto de evidências que faz acender uma luz amarela de que pode ser que estejam ocorrendo abusos na sala de aula."
Para Nagib, vídeos, depoimentos em redes sociais, livros didáticos e uma pesquisa de 2008 publicada pela revista Veja são o conjunto de evidências que subsidia o movimento, nascido em 2004 e do qual ele é idealizador. Nagib é membro da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo – órgão subordinado ao governo paulista – no escritório de Brasília e, em entrevista ao UOL, afirmou que consegue conciliar as agendas de servidor público e de principal nome de uma iniciativa que, hoje, subsidia projetos de lei em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e no Senado.
O procurador falou com a reportagem em meio a um cenário de acirramento do debate sobre o assunto – manifestado não apenas nas redes sociais, como no resultado parcial de uma consulta pública aberta pelo Senado, na última segunda-feira (18), já que o Escola sem Partido é base do projeto de lei de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), integrante da bancada evangélica da Casa.
Leia, a seguir, os principais pontos da entrevista.
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UOL - O debate sobre o Escola sem Partido tem hoje um campo bastante acirrado de discussão nas redes e mesmo no resultado parcial da consulta pública do Senado. Isso o surpreende?
MIGUEL NAGIB - Surpreende em certo sentido, porque me pergunto: como alguém pode votar contra esse projeto? Quem é contra, reivindica os direitos que o programa nega ao professor – o de se aproveitar da presença obrigatória dos alunos em sala para promover seus próprios direitos, opiniões, preferencias ideológicas ou políticas. Em suma, o direito de fazer propaganda política dentro da sala de aula.

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