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Sobre empregos em Marília

CARLOS RODRIGUES
Contratos de trabalho em cargos públicos puxaram, no mês de abril, o saldo positivo de empregos em Marília. A informação está nos números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Juntos, os setores da indústria, comércio e serviços fecharam 47 postos de trabalho. Já a gestão pública assinou 143 contratos a mais que as exonerações no mês de abril.
No quarto mês do ano, foram assinadas em Marília 1.853 carteiras de trabalho. Já os desligamentos somaram 1.741 trabalhadores, um saldo de 112 novos postos de trabalho em 30 dias.
No mesmo período do ano passado, a movimentação foi maior, mas o número final ficou negativo. Os empregadores de Marília contrataram 2.091 pessoas e “deram baixa” em 2.109 carteiras, resultando em 18 vagas formais a menos na cidade.
Apesar da desaceleração nas perdas, os principais setores da economia de Marília (comércio, serviços e indústria) seguem fechado vagas. Já na administração pública, o mês de abril pode ser considerado atípico e quebra uma sequência de saldo negativo. 
Além de ser dos setores com menor variação nas contratações, a gestão pública também seguia trajetória de déficit. Antes das admissões coletivas de abril, em seis meses ocorreu apenas uma contratação, em outubro do ano passado, segundo o Caged.
VISÃO AMPLA
Apesar da recessão contínua, o primeiro quadrimestre segue com acréscimo de vagas na cidade. No ano passado foram abertas 101 vagas no período. Já este ano houve leve recuperação, com 272 novos postos.
O período de planejamento e admissões deste ano, porém, tem saldo de vagas bem distante de 2014 (abertura de 1.144 vagas) e 2013 (com 739), auge da política nacional de incentivo ao consumo, controle artificial de preços e relaxamento fiscal.
Após a instalação da crise, analisados os dois últimos anos, os números mostram que o trabalhador do comércio foi o mais castigado. O setor ainda perde vagas e fechou abril deste ano com 383 demissões a mais que contratações.
No primeiro quadrimestre de 2015, o comércio teve queda acentuada e perdeu 451 postos de trabalho. O setor teve turbulência ao longo de todo ano e encerrou dezembro com 617 demissões a mais que as contratações.
Já a indústria de transformação, que havia fechado 26 vagas de janeiro até abril de 2015, teve recuperação neste quadrimestre e abriu 268 postos no município. No ano passado inteiro, a perda foi de 266 empregos.
ANÁLISE
Para o economista Eduardo Rino, além de ocorrências setoriais e específicas (convocação de servidores públicos, abertura de indústria, fechamento de loja em grande rede), as estatísticas de empregabilidade também refletem migração de trabalhadores.
“Certamente, parte destes desempregados viraram empreendedores (por necessidade) e alguns deles, com maior capital por conta das rescisões, contratam uma ou duas pessoas. O desemprego é um dos últimos sinais que vemos da crise e um dos primeiros que observamos, quando a situação começa a melhorar”, disse.
Porém, o começo do fim, para o economista, ainda não é uma garantia. “Vai depender da situação política. Precisamos da aprovação das medidas econômicas propostas pelo presidente Temer, que por sua vez depende do apoio político a seu frágil governo, que já sofre alguns abalos com os vazamentos de gravações. Enfim, não há, hoje, segurança para os investidores. Se a situação se tornasse estável hoje, precisaríamos de uns dois anos para começar a ter crescimento de fato e melhoria do indicador de empregos”, acredita Eduardo Rino.

fonte:http://www.diariodemarilia.com.br/noticia/146077/administracao-publica-puxa-saldo-de-empregos-formais-em-abril

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