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Há seis dias os alunos das escolas estaduais Sylvia Ribeiro de Carvalho, no Nova Marília, e José Alfredo de Almeida

fonte: Jornal Diário de Marília 

FABIELE FORTALEZA
Há seis dias os alunos das escolas estaduais Sylvia Ribeiro de Carvalho, no Nova Marília, e José Alfredo de Almeida, no Jardim Continental, ambas na zona sul da cidade mantêm as duas instituições ocupadas. Os portões permanecem fechados, mas todos os alunos podem participar de atividades físicas e culturais realizadas diariamente, durante o período de aula, nas escolas.
Na manhã desta segunda-feira (23), uma comissão de alunos da escola Sylvia Ribeiro se reuniu, em assembleia, para definir as atividades realizadas ao longo da semana. Segundo o estudante Gustavo Peinado, 16, a reunião também deliberou as atividades cotidianas desenvolvidas por cada grupo de alunos.
“Temos que definir quem fica responsável pela limpeza, segurança, preparo da alimentação e realização das atividades físicas. Nossa escola está ocupada, mas bem organizada”, informa.
Na escola estadual José Alfredo os alunos também mantém as atividades. Os portões são abertos às 7h para a turma da manhã e às 13 para os estudantes da tarde. Aproximadamente 15 pessoas estão dormindo na escola. De acordo com Eduarda Sala, 16, aluna do 2º ano, até merenda é servida para quem se propõe a participar das atividades regulares promovidas na instituição.
“A comunidade está apoiando os alunos e ajudando no preparo da alimentação. Algumas pessoas da minha família, por exemplo, vem para cozinhar. Aqui na escola fazemos atividades físicas, rodas de leitura e até sarau”, diz.
Os alunos afirmam que só vão desocupar as escolas quando o governador Geraldo Alckmin desistir da reorganização escolar.
“Só vamos sair daqui quando acabar essa palhaçada. Nossa ocupação não tem prazo de validade”, afirma Gustavo.
As refeições são preparadas com alimentos doados pela Apeoesp (Sindicato dos Professores) e pela comunidade. Segundo Eduarda, o movimento está sendo bem aceito pela maioria dos professores e também por pais e alunos.
“Acreditamos que a união pode surtir efeito e mudar a realidade. Já participei de passeatas e outras manifestações, mas é a primeira ocupação. Confio que haverá mudança”, pontua.
MONSENHOR BICUDO
A reportagem do Diário recebeu informações de que um grupo de alunos juntamente com estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Marília teria tentado pular o muro da escola Monsenhor Bicudo para realizar um ato de ocupação na instituição. No entanto, os alunos não conseguiram e as aulas seguiram normalmente.
Até o término desta reportagem a Secretaria da Educação do Estado não se manifestou sobre a ocupação nas escolas de Marília.

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