A bancada trabalhista está pressionando para que o governo revise o calendário e conseguiu a promessa de estudar uma nova proposta até o prazo do dia 26. Esse compromisso deu uma nova esperança aos trabalhadores, mas a decisão final foi frustrante principalmente para os sindicalistas.

Para liberar o pagamento todo ainda esse ano, o governo justifica que teria que investir R$ 9 bilhões no Fat. De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, o governo não tem recursos para fazer essa injeção de dinheiro.
O representante da CUT, Central Única dos Trabalhadores, Quintino Severo, disse que estão tentando negociar com o governo, mas não receberam nenhuma proposta. Segundo ele, o Ministério do Trabalho que cuida do Codefat também foi acionado, mas a CUT não teve retorno.
Quintino disse ainda que quer saber como ficará 2016 e 2017, pois é inaceitável passar esse golpe sempre de um ano para outro, pois se o governo não tem dinheiro para pagar tudo agora, no ano que vem não terá para pagar o que ficou desse ano e do próprio ano em questão.
Os ministérios do Planejamento, da Fazenda e do Trabalho foram procurados, porém não quiseram comentar o assunto.

Proposta empresarial foi discutida

No último dia 26, o Codefat discutiu a possibilidade de fazer todos os pagamentos entre janeiro e fevereiro, em vez de deixar para março como é previsto no atual calendário. Essa proposta começou entre os empresários, mas o apoio entre os patrões não foi unânime.
Os trabalhadores tinham expectativa que o governo revertesse a decisão e que todo o pagamento fosse feito esse ano. Quem sabe que tem direito ao abono salarial do PIS já conta com esse salário extra anualmente, mas não foi isso que aconteceu.