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Mãe e filha se encontram na delegacia de Marília.

Após quase um ano sem notícias da filha, Elen Rodrigues Oliveira pode finalmente encontrar Gabrielli Rodrigues de Brito, de 8 anos na delegacia de Marília na noite de terça-feira (30). O pai, que havia raptadado a menina,  Adão Correia de Brito, de 37 anos, foi localizado em São José do Rio Preto (SP), após investigação da polícia. Segundo Elen, durante todo esse tempo, Adão e Gabrieli não entraram em contato com ela.
Mãe e filha se reencontraram na delegacia e saíram abraçadas. A menina saiu com o rosto coberto, ainda um pouco assustada com a situação, mas Elen estava aliviada. "Estou muito feliz, glória a Deus."
Segundo a polícia, em julho do ano passado, Adão e a então mulher Claudia Matame raptaram seus próprios filhos para formar uma nova família. Eles descumpriram determinação judicial da guarda das crianças concedida aos outros pais, que permitia a permanência com os filhos por apenas 15 dias. Claudia devolveu o filho depois de um mês.
Elen e Adão ficaram casados por oito anos e estão separados há 2 anos. A mãe da menina contou que ele sempre foi muito agressivo com ela e atrapalhava na educação da filha. Esses foram os motivos para o divórcio.Segundo a mãe da menina, essa não foi a primeira vez que o pai biológico fez isso. Quando a guarda da filha era compartilhada, ele chegou a fugir com a menina e ficou desaparecido por dois meses. Ela só foi encontrada porque Adão fez a matrícula dela em uma escola na cidade de São Bernardo do Campo e a polícia rastreou essa informação.
Segundo a polícia, desta vez, Adão e a criança passaram por várias cidades dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e até mesmo Paraguai . Adão já foi interrogado e a criança atendida por uma psicóloga. Ele foi levado nesta quarta-feira (1) para a cadeia de Pompeia.
Polícia investiga se pai mantinha menina em cárcere privado (Foto: Reprodução / TV TEM)
Polícia investiga se pai mantinha menina em cárcere
privado (Foto: Reprodução / TV TEM)
Crimes

Segundo o delegado seccional de Marília Luís Fernando Quinteiro, Adão poderá ser indiciado por subtração de incapaz, desobediência de ordem judicial e sequestro com cárcere privado.

Fotos enviadas pela Polícia Civil mostram a casa na cidade de São José do Rio Pretoonde Adão escondia a filha. De acordo com a polícia, pela posição das camas os dois dormiam no mesmo quarto. Segundo o delegado, se ficar comprovado que a criança era mantida trancada na residência, o pai pode responder também por cárcere privado.
“Ele manteve a criança por um ano perambulando por várias cidades dentro de um cortiço, sem contato com outras pessoas, sem instrução. Ele não teve condição de matriculá-la em nenhuma escola nas cidades em que passou. Se caracterizado a situação de cárcere ele também responderá por este crime.”
Uma longa investigação começou e até as conversas ao telefone celular eram monitoradas, segundo o delegado.  “Pelo tempo que essa criança ficou desaparecida, pelo não cumprimento da determinação judicial decidimos pela prisão temporária e vamos representar pela prisão preventiva em razão dos seus antecedentes criminais.”
A mãe da outra criança, Claudia Matame, também responde a processo na Justiça. “Ela também já foi indiciada porque ambos planejaram essa fuga juntos, consequentemente ela já responde por subtração de incapaz e por desobediência, ela só não participou do cárcere”, explica o delegado. 
Entenda o caso

Adão e Cláudia levaram os filhos em julho de 2014 e as famílias das crianças acionaram a polícia. Um mês depois, Claudia voltou para Marília com o filho Gustavo de 9 anos, no dia 11 de agosto. A criança deveria ter sido entregue para o pai que tem a guarda no dia 13 de julho. Já Adão e a filha só foram localizados nesta terça-feira (30), em São José do Rio Preto, após quase um ano.

Os pais que têm a guarda dos menores, Elen Rodrigues Oliveira, mãe de Gabrielli, e Kolto Tokio Saito, de Gustavo, se conheceram na delegacia no dia do desaparecimento e não sabiam que o caso deles envolvia os mesmos suspeitos.
Para a polícia, o crime foi planejado, já que o casal não frequentava mais o trabalho desde a semana anterior ao sumiço. No entanto, o delegado seccional, Luiz Fernando Quinteiro, avisou na época que esse tipo de crime é comum em períodos de férias escolares.

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