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Greve dos servidores municipais em Marília

A greve dos servidores municipais em Marília (SP) já afeta serviços da cidade. O prefeito Vinícius Camarinha e o sindicato dos servidores não entraram em acordo sobre o índice de reajuste dos salários dos funcionários públicos e a paralisação já afeta 60% do setor de educação. Nas escolas e creches municipais, por exemplo, os professores não entraram nas salas nesta quinta-feira (14) e os alunos tiveram que voltar pra casa.
Em uma escola de Ensino Fundamental da zona sul, os alunos foram recebidos por funcionários, mas os pais informados que não haveria aula e nem professores, mas que poderiam deixar os filhos com estagiários ou funcionários.
Em uma escola de educação infantil ocorreu o mesmo problema. Apenas quatro funcionárias foram trabalhar, mas nenhuma merendeira. A orientação da direção da escola foi que as mães poderiam deixar os filhos com as funcionárias, mas a maioria preferiu levar os filhos pra casa. “A gente trabalha. O lugar que temos para deixar eles é na escola, mas não tem professores. A gente vai fazer o que?”, questionou a mãe e doméstica Marli de Oliveira.

Na manhã desta quinta-feira, os servidores fizeram um protesto em frente à prefeitura. A manifestação interditou o trânsito na Avenida Sampaio Vidal por cerca de 2 horas. O protesto foi pacífico e começou por volta das 8 horas. Os manifestantes devem retornar à frente da prefeitura nesta tarde e uma assembleia está marcada para às 16 horas para discutir os rumos da paralisação.
Nas redes sociais,  o sindicato dos servidores municipais divulgou uma carta orientando os funcionários sobre pontos da greve, como a legalidade da paralisação, direitos e possíveis punições, quem pode participar da greve, descontos por dias parados, registro de frequência dos servidores, serviços que não podem ser interrompidos e outros conselhos e orientações.
Além do reajuste, os servidores reivindicam também outras melhorias, sendo algumas delas a regulamentação da aposentadoria especial, medidas contra assédio moral e terceirizações em serviços públicos.
A assessoria da prefeitura de Marília informou que a administração lamenta a paralisação dos servidores e que o reajuste é de 4,5% é o possível diante da crise que enfrenta o país e também o estado, além da queda dos recursos registrada pela prefeitura. E que o possível está sendo feito.
Entenda o caso
Após várias tentativas de negociação, o prefeito apresentou na no dia 5 de maio uma proposta de reajuste de 4,5%. Os servidores fizeram uma assembleia no dia 8 onde resolveram não aceitar a proposta e iniciar uma greve. Como o aviso de greve só poderia ser protocolado na prefeitura na segunda-feira (11), o prazo de 72 horas para início da greve vence nesta quinta-feira (14).
Lixeiros de Marília também estão em greve (Foto: Reprodução/ TV TEM)Lixeiros de Marília também estão em greve
(Foto: Reprodução/ TV TEM)
A prefeitura de Marília possui cerca de cinco mil servidores públicos. Os servidores pedem reajuste de 8,4%, que na verdade consideram como a reposição da inflação. A proposta anterior da prefeitura era de 4,3%, e depois passou a ser 4,5%.
Os servidores municipais estiveram presentes nas três últimas sessões ordinárias da câmara, tentando sensibilizar os vereadores e o poder executivo. As duas últimas sessões foram suspensas após manifestação dos funcionários. Nesta segunda-feira (11), foram distribuídas senhas para restringir o número de pessoas no plenário. Mas a iniciativa terminou em confusão e, depois que os servidores entraram, a sessão foi suspensa e remarcada para a manhã do dia seguinte.
Só vereadores, funcionários da Câmara e imprensa foram autorizados a entrar na sessão de terça-feira (12). A Polícia Militar isolou o quarteirão do prédio e bloqueou as entradas da câmara. Segundo o presidente da câmara, a medida foi tomada para que o trabalho dos vereadores não fosse interrompido. Ele informou ainda que a distribuição de senhas deve continuar nas próximas sessões, para evitar a superlotação das galerias.
Na continuação da sessão ordinária de segunda, os vereadores aprovaram a realização de uma sessão extraordinária, que começou logo em seguida. Nela foi votado o projeto de lei que autoriza o reajuste salarial de 4,5% para os servidores municipais.  Oito vereadores votaram a favor do projeto do executivo e cinco foram contra.
FONTE:http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2015/05/greve-dos-servidores-de-marilia-comeca-e-ja-afeta-servicos-publicos.html

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