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Reprovação ao governo Dilma dispara a 62%, mostra Datafolha

18/03/2015 - 08h31 | Atualizado em 18/03/2015 - 08h31

Reprovação ao governo Dilma dispara a 62%, mostra Datafolha

Reuters
(Reuters) - A avaliação ruim/péssima do governo da presidente Dilma Rousseffdisparou para 62 por cento em março, de forma generalizada por renda e regiões geográficas, na maior rejeição a um presidente desde Fernando Collor de Mello às véspera do impeachment em 1992, mostrou nesta quarta-feira pesquisa Datafolha.
No início de fevereiro, a avaliação ruim/péssima de Dilma estava em 44 por cento.
A nova sondagem, realizada nos dois dias seguintes aos protestos gigantes de domingo, mostrou ainda que os que consideram o governo Dilma ótimo/bom caíram para 13 por cento, contra 23 por cento no levantamento anterior.
Segundo o Datafolha, a desaprovação é de pelo menos 60 por cento em todos os segmentos na divisão dos entrevistados por faixas de renda.
Entre os que ganham até dois salários, Dilma é considerada ruim/péssima por 60 por cento, enquanto a desaprovação vai a 66 por cento de dois a cinco salários mínimos e chega a 65 por cento entre os que recebem de cinco salários para cima.
Na separação por regiões, em todas a avaliação ruim/péssima é de pelo menos 51 por cento, taxa registrada na região Norte.
A maior rejeição está no Centro-Oeste, onde 75 por cento avaliaram Dilma negativamente. Mesmo no Nordeste, onde Dilma teve ampla vantagem na eleição de outubro, a reprovação foi a 55 por cento.
Em meio a um cenário de fraqueza econômica e inflação alta, Dilma tem a pior aprovação de um presidente desde setembro de 1992, quando Collor, que estava prestes a cair, tinha 68 por cento de reprovação, segundo o Datafolha.
De acordo com a série do instituto, essa é a primeira vez que Dilma tem mais de 50 por cento de avaliação negativa. Ao mesmo tempo, sua taxa de aprovação chegou ao pior nível em todo o tempo de seu governo.
Foram ouvidas 2.842 pessoas, em 172 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
(Por Camila Moreira, em São Paulo, e Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Edição de Alexandre Caverni)

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