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Maria de Nazaré, forte candidata a ministra da educação


Maria de Nazaré, forte candidata a ministra da educação

Todo mundo está discordando sobre tudo nesse país. Só com uma coisa cem por cento dos brasileiros concordam. A solução para o Brasil é a Educação. De qualidade, para todos. A gente é muito burrinho. Ser uma das dez maiores economias do mundo, com uma educação tão ruim, é receita de desastre.
Exagerei. Os estudantes brasileiros estão em trigésimo-oitavo lugar, entre quarenta países analisados no mais recente ranking da Pearson. O ranking mede capacidade cognitiva e sucesso escolar. Tem país com educação pior que a nossa. Mas você não ia querer morar lá. Se bem que aqui também dá um certo desânimo, ainda mais quando você tem que comprar material escolar. Falando nisso, nossas escolas particulares também são muito ruins, além de carésimas.
Maria de Nazaré 338x600 Maria de Nazaré, forte candidata a ministra da educaçãoO problema da educação é que demora. Você começa a ensinar a criancinha hoje, e ela só vai dar retorno daqui a vinte, trinta anos. Educação não garante nada no curtíssimo prazo. Esse ano, com a crise na economia, vai ter um monte de gente com doutorado indo para o olho da rua. Se preparar para o mercado de trabalho? Vai lá saber quais serão as profissões mais promissoras de 2035.
Há que informar e há que formar. Para algum dia a gente ter uma nação que valoriza aprender, que aprendeu a aprender. De profissionais e também de cidadãos. Quando? O mais rápido possível.
Investir em educação é como o combater o aquecimento global. Dá um trabalho imenso, custa muito dinheiro, mais tempo ainda. Mas tem que ser feito. Porque não fazer nada é garantia de desastre.
Por onde começar? Já começamos. Mas a saída do ministro da Educação, Cid Gomes, me deu uma idéia para a gente avançar mais rápido.
Educação é um desafio grande demais para ser enfrentado só pelo governo federal. Ou estadual, ou municipal. Só por escolas particulares, instituições, fundações, start-ups. É tarefa para ser assumida pelo famoso "conjunto da sociedade". Justamente por isso, o projeto educacional brasileiro precisa estar acima de urgências eleitorais ou divisões partidárias. Claro que definir um grande plano nacional para a educação exige debate, escolhas, tomada de posições. Nada escapa da ideologia. As pontas precisam aceitar divergir em um tanto, e em outro tanto se encontrarem no meio do caminho.
Tem uma pessoa que pode ter grande importância simbólica neste processo. É a pessoa que representa a educação no país. É o ministro da educação. Ele, ou ela, tem que ser o grande interlocutor da sociedade. Para construir pontes e para amarrar as pontas. Uma pessoa que represente a revolução educacional com que sonhamos. Com ministro da educação durando dois meses, fica difícil. E Cid Gomes caiu por razões que nada têm a ver com educação, e tudo a ver com política.
Minha idéia: o ministro da educação não pode ser um político. Nem que seja super honesto e bem intencionado. Não pode ser um técnico. Mesmo que seja incrivelmente bem preparado. Precisamos de um mestre. Proposta ao país: o ministro da educação deve ser escolhido por eleição direta. Quem pode se candidatar? Somente professores que estejam atuando atualmente como professores. Do Fundamental ao Ensino Superior, tanto faz. Não pode ser filiado a partido nenhum. E quem vota? Somente professores. Quer apostar que em pouco tempo teríamos professores mais preparados, mais estimulados, melhor remunerados?
Aposto que os candidatos a ministro mais fortes seriam justamente os que são os melhores professores. Gente como o Jayse, de Itambé, no Pernambuco. O Maurício de Cabedelo, na Paraíba. A Lúcia Helena, de Itaiçaba, no Sergibe. A Gina de Ceilândia. O Josemar de Campo Bom, Rio Grande do Sul. O Felipe de Santo André. Todos eles ganharam o mais importante prêmio da educação brasileira, o Prêmio Professores do Brasil de 2014. Teve 6.808 concorrentes. Foram premiados 39 professores.  Cada um ganhou R$ 6 mil de prêmio.
Como tem mais professora que professor, desconfio que teremos ministra em vez de ministro. Minha candidata é a Maria de Nazaré Souza Freires. Nunca vi na vida, mas ela foi a vencedora deste prêmio em uma categoria muito importante para mim: Educação Digital Articulada ao Desenvolvimento do Currículo. E ela conseguiu esse feito na Escola de Ensino Fundamental José Juca. Sabe onde? Quixadá, no Ceará. Não conheço Nazaré, mas para mim já tem mais currículo que qualquer ex-governador, ex-senador, ex-deputado.
Achou a proposta estrambótica? Mais bizarro é botar outro político no ministério da educação. Definir nosso projeto para a educação é definir nosso projeto de nação...
8º Prêmio Professores do Brasil. O anúncio ocorreu na noite de quinta-feira, numa cerimônia realizada no Sesc
FONTE:http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2015/03/19/maria-de-nazare-forte-candidata-a-ministra-da-educacao/

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