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Greve dos professores do Estado de São Paulo

15/03/2015 21:30

Professores prometem greve na segunda-feira

Docentes da rede estadual de ensino decidem paralisar todas as atividades na próxima semana
Por: Diário de S. Paulo 
portalweb@diariosp.com.br

Os professores da rede estadual de ensino decidiram na sexta-feira (13), em meio ao protesto promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Avenida Paulista, entrar em greve a partir da próxima segunda-feira. 
A paralisação, segundo a Apeopesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), é por tempo indeterminado. Todas as atividades vão ser suspensas. Uma nova assembleia foi marcada para sexta-feira.
Os docentes cobram 75,33% de aumento salarial e a equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O  piso dos professores estaduais atualmente é de R$ 2.415,89. Além disso, o sindicato reclama de um suposto corte de investimentos feito pelo governo Geraldo Alckmin  (PSDB) no início do ano e o fechamento de salas de aula, o que teria acarretado a superlotação em diversos colégios.
Resultado de imagem para professores greveA Secretaria Estadual de Educação orientou todos os alunos, ainda ontem à noite, a comparecer as suas respectivas escolas normalmente na segunda-feira e garantiu que haverá aula. A pasta alega que a Apeoesp não representa a totalidade de educadores contratados pelo Estado. Dos 230 mil professores da rede, 175 mil professores são associados à Apeoesp.
 “A paralisação continuará na semana que vem, com visitas às escolas para explicar a alunos e seus pais as razões do movimento”, rebateu a presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel. 
Outro lado/ A Secretaria Estadual de Educação disse considerar legítimo o direito à manifestação, mas “ acredita que a decisão de um dos sindicatos de professores não representa os mais de 230 mil professores da rede, que devem comparecer às aulas de maneira costumeira”. 
A pasta diz desconhecer “o número apontado de fechamento de salas e garante que toda a demanda é plenamente atendida”. A nota fala ainda que nos últimos quatro anos os professores receberam “um aumento acumulativo de 45%”  e  o piso salarial paulista é  26% maior do que o nacional”. 
“Os profissionais da educação ainda podem conquistar o reajuste salarial anual de 10,5% por meio da valorização pelo mérito. E recebem bônus por resultados dos alunos”. 
O Palácio dos Bandeirantes também emitiu um comunicado no qual diz lamentar a decretação de uma greve “decidida por um pequeno número de pessoas,  em meio a uma manifestação de cunho partidário, sem que tenha havido qualquer  diálogo”. Para o governo Alckmin,  “tudo isso caracteriza esse movimento como essencialmente político-partidário.”

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