Buscar

Morreu nesta quinta-feira (13), aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros

O poeta Manoel de Barros, que morreu nesta quinta, aos 97 anos

Morreu nesta quinta-feira (13), aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros, um dos mais importantes representantes da poesia brasileira contemporânea, vencedor de dois prêmios Jabuti.
O mato-grossense chegou a ser chamado por Carlos Drummond de Andrade de "o maior poeta vivo".
Seus primeiros trabalhos se aproximavam do Modernismo brasileiro. Posteriormente, seus poemas passaram a incluir elementos referentes à temática da natureza e do cotidiano, predominando a linguagem que se aproximava da oralidade. O poeta passou parte da infância em Corumbá (MS), no Pantanal, fato que marcaria toda sua obra poética.
De acordo com o hospital Proncor, onde o poeta estava internado desde o dia 24 de outubro, a morte ocorreu às 8h05, por falência múltipla de órgãos. Barros morreu em Campo Grande (MS), onde residia com a mulher, Stella, e a filha, Martha.
Ainda segundo o Proncor, Manoel de Barros foi internado com quadro de obstrução intestinal. Ele passou por uma cirurgia ainda em 24 de outubro e ficou na UTI até o dia seguinte, sendo transferido depois para o quarto. No último dia 4 de novembro, seu estado de saúde piorou, e ele voltou à UTI, onde permaneceu até o óbito.
Abílio Leite de Barros, 85 anos, irmão do poeta e também escritor, diz que, em seus últimos dias, Manoel esteve desacordado. Muito emocionado, o irmão disse ao UOLque não estava em condições de falar mais sobre Barros. 
O corpo do poeta será velado a partir das 13h no cemitério Parque das Primaveras (av. Fellinto Muller, 2.211), em Campo Grande (MS). O enterro está programado para às 8h desta sexta, no mesmo local. O velório será aberto ao público.
Trajetória
Nascido em 1916 em Cuiabá, Manoel Wenceslau Leite de Barros atuou no Rio de Janeiro como membro da Juventude Comunista entre 1935 e 1937, mas abandonou o partido, decepcionado com o líder Luís Carlos Prestes. O ano de 1937 também marca sua estreia literária, com o livro "Poemas Concebidos sem Pecado", edição artesanal de 21 exemplares confeccionada por amigos. Depois disso, Barros passa a publicar com regularidade.
Depois de se formar em direito no Rio e de estudar cinema e pintura no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), Barros se fixa em Campo Grande a partir de 1960, onde se torna criador de gado.
Ao longo de sua carreira, Barros recebeu inúmeros prêmios, entre eles dois Jabutis nas categorias poesia e ficção, respectivamente, pelos livros "O Guardador das Águas" (1989) e "O Fazedor de Amanhecer" (2001), além do prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor poesia, por "Poemas Rupestres" (2004).
Em 2013, a editora Leya republicou a obra completa de Manoel de Barros, em uma caixa especial com 18 livros, em novas edições.

Um comentário:

  1. A poesia de Manoel de Barros é única e original porque na poesia de Manoel de Barros esta á a alma de Manoel de Barros.

    ResponderExcluir

Seguidores

Seguidores Blog Cidade de Marília

HORÁRIOS DE ÔNIBUS - MARÍLIA

HORÁRIOS DE ÔNIBUS - MARÍLIA
ÔNIBUS