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VIVA MARÍLIA - Entrevista o candidato a deputado estadual Lázaro da Cruz Júnior (Júnior da Farmácia)

Júnior da Farmácia (PTB) teve dois mandados como vereador em MaríliaEmenda parlamentar é uma boa oportunidade para atrair recursos, mas vale bem menos que o papel fiscalizador dos deputados. Essa é a máxima que o mariliense Júnior da Farmácia (PTB), candidato a deputado estadual, afirma que irá defender caso seja eleito. Vereador em dois mandatos por Marília, ele se declara um kamikaze e baseia sua campanha nos duelos que travou na Câmara contra aumento de impostos e criação de taxas. Na sabatina do Viva Marília, Júnior afirma que candidato tem que “gastar sola de sapato” e diz que o tempo da campanha com muita poluição e pouco debate já passou.
VIVA MARÍLIA – Candidato, vamos às apresentações: seu nome completo, idade, onde nasceu e qual é sua profissão.
Sou Lázaro da Cruz Júnior, nasci em Marília em 25 de maio de 1974 (40 anos). Comecei a trabalhar com 13 anos na Farmácia São Bento, como office boy. Fiquei lá dos 13 até os 33 anos. Depois de eleito, continuei na farmácia e consegui conciliar o emprego e o mandato de vereador. Mas chegou um momento em que tive que escolher.
VIVA MARÍLIA - E escolher por quê?
Em um determinado momento, durante meu mandato, tivemos a votação de umas taxas consideradas ilegais. Eu votei à favor da população e contra o prefeito, contra a taxa que onerava o bolso da população. A farmácia tinha convênio e vendia para os funcionários da Prefeitura. Pelo convênio, gastava-se muito bem lá.
VIVA MARÍLIA - Você sofreu retaliação por conta da sua atividade parlamentar?
Depois dessa votação, eu sofri retaliação e tinha que escolher. E eu escolhi estar ao lado do justo, do certo. Aquele momento foi um momento que... nossa... valeu a pena. Eu perdi o emprego, mas...
VIVA MARÍLIA - Você teve quantas legislaturas?
Duas legislaturas. Na primeira fui o mais votado. Na segunda, fui o segundo mais votado. Tive sempre uma postura à favor da população, mesmo que sofresse retaliações, mas eu estava firme.
VIVA MARÍLIA - Naquela época, a Câmara demostrava mais autonomia? Na sua opinião, a oposição tinha mais resultados do que hoje?
JÚNIOR – Analisando hoje, pelo que eu acompanho, naquela época tinha um pouco mais de oposição.
VIVA MARÍLIA - Em que você aposta para ser deputado estadual?
JÚNIOR – O trabalho que nós fizemos foi um trabalho transparente, que a população viu. A gente sempre estava ali, lutando pelo justo, pelo certo. Muitas pessoas... Inclusive hoje eu estava colocando placas na zona norte e uma senhora parou, olhou e disse: ‘Deixa eu dar uma olhada na sua placa. Hum... Me separa uns cinco santinhos, porque têm cinco votos na minha casa. Eu guardei os jornais e estes jornais dizem quem é quem. Então você tem uma história muito bonita pela cidade. Você lutou pela cidade’.
VIVA MARÍLIA - Você confia na memória do eleitor, é isso?
JÚNIOR - Muito, muito.
VIVA MARÍLIA - E a publicidade, que faz o eleitor lembrar dos nomes. Sua campanha tem propaganda suficiente. Isso não é importante nesse processo de escolha de candidato?
JÚNIOR - Eu acho que essa eleição está diferente, está muito diferente. Acredito que que vai ser definida agora. O trabalho que cada candidato fez será avaliado. Vemos que hoje a cidade não têm muitas placas, não tem tanta divulgação daquela política que se esconde nos bastidores. Por outro lado, tem a internet, que está trazendo informações e influenciando as pessoas.
VIVA MARÍLIA - Você acha que é possível pensarmos em uma campanha eleitoral com mais debates e menos sujeira, menos barulho?
JÚNIOR - Com certeza. Muitos estão esperando estes debates finais para definir o voto.
VIVA MARÍLIA - E você tem debatido onde? Como tem divulgado sua candidatura?
JÚNIOR - Meu trabalho é de casa em casa, é procurando o eleitor. Muitos já falam: ‘Júnior eu sei da sua história, sei o que você fez pela cidade’. Então fico feliz e até me surpreendo. Tem gente que fala: ‘não perde tempo aqui não, que o nosso voto já e seu’. Eu saio surpreendido. Graças a Deus que tem sido assim.
VIVA MARÍLIA – Na última eleição, não deu para chegar lá como vereador. Agora você se lança a deputado e precisa de mais votos. Isso não te preocupa?
JÚNIOR – Para vereador, são 300 concorrentes. É muito candidato. Cada família tem um candidato, praticamente. Hoje, para deputado, temos cinco ou seis. E tem mais: na última eleição, houve muito voto branco e nulo. A população está cansada da mesmice, dos mesmos, das mesmas promessas. A população quer o novo, pessoas que mostrem o que fizeram pela cidade. Eu sou mariliense, nasci aqui, quero morrer aqui, mas antes quero lutar pela cidade e pela população.
VIVA MARÍLIA –Qual é a diferença de uma cidade que tem parlamentares e a que está bem representada?
JÚNIOR - Ter parlamentares é uma coisa, mas ser bem representado é o mais importante. Você é bem representado por um parlamentar que luta por uma causa, não em benefício próprio. O importante é uma causa. Eu estou na política pela causa. Eu vi que o trabalho (como vereador) foi bem feito. No último mandado, o projeto de 21 cadeiras já tinha sido aprovado, contra quatro votos (meu, do Damasceno, Coraíni e Eduardo Nascimento). Mas, passaram sobre um direito do Júnior da Farmácia. Eu não assinei o documento (projeto de autoria coletiva) e passaram sobre esse direito. Não poderia acontecer isso. Eles (vereadores) teriam que esperar eu tomar a decisão junto com a população. Mas fizeram de afogadilho e quiseram que eu assinasse. Eu disse: ‘não vou assinar, eu preciso de tempo para ouvir a minha base, a que me elegeu’. No mesmo dia pegaram todas as assinaturas, mas não pegaram a minha e colocaram o projeto para aprovação. Esse projeto de autoria coletiva entrou, mas só eu não assinei.
VIVA MARÍLIA - Depois o Supremo derrubou esse aumento de cadeiras, não?
JÚNIOR – Não. Nós derrubamos. Eu fazia parte da mesa diretora e a lei das 21 cadeiras teria que ser promulgada na mesa da Câmara. Mas eu não assinei. Fui coerente e, como eu votei contra, não assinei. Não vou assinar um projeto errado (sem os prazos legais na tramitação). Procurei o pessoal que votou contra... votaram contra mas assinaram... Entramos com uma ação. Fui uma decisão pelo povo de Marília. Naquele momento eu escolhi 13 cadeiras. Se o projeto de 21 vereadores tivesse vigorado, na eleição seguinte eu estaria eleito. Mas eu fiz essa escolha não por mim, fiz porque o povo queria 13 cadeiras.
VIVA MARÍLIA – Você falou de base. Que base é esta? São os comerciários, os clientes da farmácia?
JÚNIOR - A minha base é a população; as pessoas que me conheceram onde eu trabalhei, da farmácia; meus amigos das ruas; quem conhece o Júnior no dia a dia; também os comerciários, os amigos das zonas norte, sul, leste, oeste. Tenho amigos em todas as regiões e também nos distritos. E, naquele momento (votação do aumento de vagas na Câmara), todos que eu escutava diziam: Vai aumentar o número de cadeiras por que? A minha base não queria.
VIVA MARÍLIA – Que outras contribuições você teria à cidade, para argumentar e conquistar os votos que precisa?
JÚNIOR - As votações contra as taxas no primeiro mandato. Nossa postura diante daquele IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) abusivo. Depois, no segundo mandado, as ações minhas e do vereador Damasceno (Wilson). Barramos a privatização do Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília), que já estava acontecendo. Nós fomos lá e com a ação e revertemos. Novamente teve outra votação do IPTU e nos posicionamos contra. Teve essa questão das cadeiras de vereador, enfim. Para conquistar estes votos eu vou mostrar ao eleitor que eu não brigo por leis à favor do meu mandato. É pela causa, independente se será bom para mim ou vai me prejudicar. Importante é que a população não seja onerada.
VIVA MARÍLIA - Numa eventual vitória, você se declarando um fiscal da probidade e “homem de oposição”, o que vai fazer na Assembleia? Você não teme ser estranho no ninho?
JÚNIOR – Não, estou preparado.  Numa Câmara ou assembleia, somos fiscais. O papel é de fiscalização. Na assembleia vamos fiscalizar o trabalho do governo do Estado e fiscalizar a verba que vem para Marília, fiscalizar as verbas que vem para a cidade, que são muitas. Eu quero estar junto e quero ver como o dinheiro está sendo gasto.
VIVA MARÍLIA - Você acredita que a população entende esse papel? Entende que seu vereador é um fiscal, ou quer que seu também seja um executor, resolva seus problemas. Como explicar isso para a população?
JÚNIOR - Você entrou em um assunto bem interessante. Naquele momento, na queda do IPTU, na primeira taxa que derrubamos e tentaram impor a taxa de lixo e novamente o IPTU abusivo... na questão das cadeiras de vereador, com tudo isso... o morador deixou de pagar mais impostos. Eu vi pelas respostas do prefeito em meus requerimentos. Ele informava que a cidade havia deixado de arrecadar R$ 50 milhões ao ano. Se a gente observar bem, vai ver que uma emenda parlamentar, quando o deputado manda para o município R$ 10 mil, 50 mil ou 30 mil, não vale mais que isso. Eu vejo que, se a gente fiscalizar bem, consegue evitar o desperdício de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões para o município, para o contribuinte. Não precisamos de mais impostos, precisamos gastar bem. Dinheiro bem gasto vira melhorias para educação, segurança, mais concursos públicos. 
VIVA MARÍLIA – Temos perguntado a todos: O que você pensa sobre reforma política, redução do número de partidos, financiamento público de campanha e voto distrital. Favorável ou contra?
JÚNIOR - Eu gostaria que a reforma política saísse, mas sou contra usar dinheiro público para campanhas eleitorais. Não é o caso, nem pensar, dinheiro público não. No financiamento por empresas, eles investem e depois querem retorno, também sou contra isso. Eu estou fazendo a minha campanha, estou me virando sem gastar dinheiro. Nem temos, nossa campanha é simples. Política não precisa nem de dinheiro público e nem de financiamento privado. É andar, é pedir, é colocar o “rostinho” na rua e andar com a cabeça erguida. A gente sabe se fez um trabalho justo e não tem que se esconder atrás de publicidade. Sobre a redução no número de partidos, acho que já passou da hora. Só tem aumentado e deveriam ter parado já. Vão criando (partidos) do modo que o sistema quer e não como a população precisa. É como convém ao sistema. Voto distrital não é bom. Eu penso que esse voto vai prejudicar o eleitor. Se for distrital, o voto vai para o partido, que vai escolher alguém da lista dele. Se fosse em Marília, não seria eu que estaria ali (na Câmara). Eu fiz a diferença, eu fui um ‘kamikaze’, tirei a minha cadeira e tirei mais sete. Falo isso porque eu estaria reeleito, com 21 cadeiras. Mas me orgulho disso, faria tudo de novo.
VIVA MARÍLIA - Além de fiscalizar, em quais outras frentes você autuaria como deputado estadual?
JÚNIOR - A fiscalização, para mim, vai ser o mais importante. Será a base do meu mandato, porque os recursos que vêm para Marília e região são muitos. Veja como a saúde está abandonada, a educação está abandonada, está tudo abandonado e vem muito dinheiro, mas é mal direcionado. Então, a minha função mesmo é fiscalizar, como eu disse. Como vereador, ajudei a fazer uma economia de mais de R$ 40 milhões (ao ano) no bolso do contribuinte. Que emenda eu traia de R$ 40 milhões para a população?
fonte: http://www.vivamarilia.com.br/portal/index.php/politics/item/439-especial-eleicoes-sabatina-agora-e-com-junior-da-farmacia

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