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FALTA DE ÁGUA EM MARÍLIA

Nível de água do rio do Peixe atinge 30%. DAEM pede apoio da população

Nível de água do rio do Peixe atinge 30%. DAEM pede apoio da população
Prefeitura faz investimentos, mas economia é fundamental
Responsável por 65% do abastecimento de água de Marília, o rio do Peixe atingiu o seu limite crítico. Com a pior estiagem dos últimos 80 anos, o seu nível atingiu apenas 30% do normal. Diante dessa situação, o DAEM (Departamento de Água e Esgoto) reforçou o apelo à população para que economize, evitando desperdícios. Nesta semana, o sistema de captação da represa Cascata deixou de operar, já que praticamente secou.
O prefeito Vinicius Camarinha está muito preocupado com esta situação e vem acompanhando pessoalmente, visitando os mananciais de abastecimento da cidade e ao mesmo determinando que seja acelerado o programa de investimentos para ampliar o abastecimento de água: são oito poços, conclusão do poço da represa Cascata, dois grandes reservatórios e mais adutoras de distribuição de água.
Nesta semana, o prefeito Vinicius esteve no sistema de captação do rio do Peixe, acompanhado do presidente da Câmara, Luiz Eduardo Nardi; e do diretor do DAEM, João Carlos Polegato. Eles constataram a situação crítica: as bombas estão sugando grande quantidade de areia devido ao nível de água extremamente baixo.
Polegato explica que ao lado do rio existe a represa do Arrependido, um manancial importante que é usado em situações especiais. Mas, como ainda não há uma previsão de chuva de forma abundante, o Arrependido está sendo poupado, com bombeamento somente no período noturno. “Caso seja necessário, estaremos usando a represa por um tempo maior”, explicou.

ESTRATÉGIA – Graças aos investimentos em equipamentos, realizados pela atual Administração, o DAEM colocou em prática uma medida que se tornou fundamental para garantir água às regiões mais críticas: o remanejamento de redes.
Trata-se de levar água de reservatórios localizados em pontos estratégicos para as regiões onde têm se verificado que o abastecimento não é suficiente. Isso ocorre nas regiões Leste (represa Cascata está praticamente seca) e também na zona Norte (vem crescendo muito e há um cronograma de investimentos pela administração municipal).
Esse procedimento técnico ocorre normalmente durante a madrugada, quando o consumo é menor e quase a população não percebe porque os reservatórios das outras regiões estão cheios. Assim, há um equilíbrio de abastecimento para todas as regiões.
Mas, com o calor que provoca um consumo excessivo de água, alguns bairros ainda são prejudicados. Por isso é fundamental para que toda população colabore, evitando desperdícios – como lavar calçadas e carros.

CRONOGRAMA – “Nós não ficamos parados. Temos um cronograma de obras em andamento, mas este fenômeno da falta de água por tanto tempo agravou muito o problema. Por isso, neste momento é de fundamental importância nós contarmos com o apoio da população, economizando água, evitando desperdícios. A população é a nossa grande parceira neste momento”, enfatizou o prefeito Vinicius Camarinha.
O presidente da Câmara, Luiz Eduardo Nardi, que dirigiu o DAEM durante 12 anos, confessa que nunca viu o rio do Peixe com um nível tão baixo. Por isso, considera importante que todos tenham consciência de que é preciso o apoio dos marilienses com o uso racional da água enquanto que a administração municipal prossegue nas obras para ampliar o abastecimento.

Investimentos estão sendo realizados
O programa de investimentos determinado pelo prefeito Vinicius Camarinha prevê a construção de oito poços, bem como a conclusão do poço profundo da represa Cascata que estava abandonado. Dos poços, cinco serão na zona Norte que apesar do crescimento populacional, não teve a mesma atenção necessária no abastecimento de água pela administração anterior. Dois serão na zona Sul (sistema Cavalete) e no distrito de Lácio.
Dos quatro poços previstos para o bairro Santa Antonieta, o primeiro já foi perfurado e deve entrar em funcionamento dentro de 20 dias. Os outros três estão em fase de licitação (a abertura de propostas está prevista para o início de setembro). Na mesma fase encontra-se o poço do distrito de Padre Nóbrega, completando os investimentos na região Norte.  Depois da assinatura da ordem de serviço, devem ficar prontos dentro de três meses.
O poço profundo da represa Cascata será outro grande reforço para o próximo verão. A previsão é de que dentro de 20 dias esteja jorrando 200 mil litros de água por hora. Aliás, o DAEM pretende primeiramente abastecer a própria represa até que esteja pronta a interligação com a adutora existente no local.

Abastecimento: conjunto de obras
08 poços:
Quatro poços na zona norte
- Dois poços no Sistema Cavalete (zona sul),
- Poço em Lácio
- Poçoem Padre Nóbrega.

Reservatórios:
- Reservatórios em Nóbrega (200 mil litros)
- ETA do Rio do Peixe (1 milhão de litros),
- Próximo à Estação Rodoviária (2 milhões) – zona Sul
- Bairro Riviera (200 mil litros).

 Adutoras:
- Ligação do poço profundo Cascata ao reservatório R6 (zona sul) e do Sistema Cavalete ao reservatório do Nova Marília 3.
- Adutora interligando o poço profundo da represa Cascata ao reservatório na zona Sul (R-6);

Outros investimentos:
- Melhorias no sistema de tratamento Rio do Peixe – Aproveitamento de 4 milhões de litros de água que eram desperdiçados na limpeza dos decantadores.
- Compra de diversos equipamentos e bombas reservas para os poços de abastecimento.



Cidades enfrentam crise no abastecimento
Pelo menos 200 cidades paulistas, além da capital, estão com o abastecimento ameaçado em razão da estiagem prolongada no Estado, na pior seca dos últimos 70 anos no Estado. Não chove desde o final do ano passado. O mais grave é que agora só há previsão para chover em outubro ou novembro.
Atualmente, o rodízio de água é adotado por 18 municípios paulistas. Entre eles, está o segundo maior do Estado (Guarulhos, na Grande São Paulo), onde 1,3 milhões de moradores passam um de cada dois dias sem água.
São Paulo já tem cerca de 2,1 milhões de pessoas submetidas a racionamento oficial de água – o equivalente a 1 em cada 20 habitantes do Estado mais populoso do país.
O Rio Tietê baixou em até oito metros na região de Araçatuba. Há dois meses o tráfego de barcaças na Hidrovia Tietê/Paraná (uma das maiores do país) deixou de ser realizada, já que há lugares onde o rio está no nível zero. Com isso, não será possível escoar parte das seis milhões de toneladas de grão transportadas por ali anualmente.

Como evitar desperdício de água:

– Banho rápido: Se você é do tipo que adora cantar no chuveiro, fique esperto: um banho demorado que ultrapasse os 15 minutos consomem até 180 litros de água limpa. O resultado é a conta de água e energia mais caras.

– Escovar os dentes: Para escovar os dentes, a regra é ligar a torneira somente quando terminar de escovar. Do contrário, são 25 litros de água que vão embora sem mais nem menos.

– Jardim: Regar as plantas por conta própria pode consumir até 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, regue-as pela manhã antes que a água evapore com o calor do dia, e sempre que possível armazene a água da chuva para esta tarefa.

Descarga: Basta um aperto para mandar 20 litros de água embora. Nesse caso, aperte somente o tempo que for necessário.

– Lavar a louça: A louça do almoço em família sobrou para você? Primeiro passe a esponja, ensaboe e depois enxágue tudo de uma vez só. Assim, dá para economizar até 105 litros de água.

– Lavar o carro: Nesse caso, usar a mangueira por até 30 minutos podem consumir 560 litros de água.Na próxima, escolha o balde e gaste bem menos.

– Mangueira, vassoura e balde: Cada um tem o seu papel. Não vá achando que pode usar a mangueira como se fosse a vassoura. O certo é primeiro varrer e depois jogar a água com um balde. Nessa, vocêeconomiza até 250 litros.

– Torneira fechada: Torneira aberta = desperdício. Mantenha aberta somente quando necessário e ao fechar, verifique se não está pingando para evitar que sejam desperdiçados 46 litros por dia.

fonte: Prefeitura de Marília

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