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Criação do Parque de Tecnologia da Informação (TI) de Marília

Parque Tecnológico: criação tem apoio do Governo do Estado

Parque Tecnológico: criação tem apoio do Governo do Estado
- Prefeitura cumpre exigências e deve formalizar pedido
- Parque Tecnológico terá área do Município
- Setor fatura R$ 10 milhões/mês e cresce 8% ao ano
A criação do Parque de Tecnologia da Informação (TI) de Marília avança e já tem apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Nesta semana, uma comitiva mariliense, liderada pelo prefeito Vinicius Camarinha, esteve em audiência com o secretário, Nelson Luiz Baeta Neves Filho, que elogiou a estrutura existente em Marília e deu sinal verde para que a Prefeitura protocole o pedido formal para a implantação.
Em entrevista conjunta, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e de Turismo, Cássio Luiz Pinto Júnior, e o professor doutor Elvis Fusco (coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem e presidente da ASSERTI – Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação), explicaram que com a aprovação por parte do Governo, o Parque Tecnológico será incluído no Orçamento do Estado, passando a receber recursos e incentivos.
Aliás, durante a audiência, o prefeito Vinicius anunciou a destinação de uma área para implantação do Parque, localizada no distrito de Lácio, ao lado das novas instalações da ETEC, da FATEC e de uma unidade do Instituto Federal de Educação em Marília. Trata-se de uma condição primordial para o início do protocolo e trabalhos com o governo estadual.
VOCAÇÃO – O secretário Nelson Luiz Baeta Neves Filho destacou a importância da implantação do Centro Incubador (CIEM) voltado à área de tecnologia – numa parceria entre Prefeitura, Univem e SEBRAE – porque “pula” uma das etapas mais importantes desse processo de implantação do Parque, ou seja, fazer o estudo sobre a vocação do município e região na área de tecnologia de informação.
O Parque Tecnológico é uma concentração geográfica de empresas, instituições de ensino, incubadoras de negócios, centros de pesquisa e laboratórios que criam um ambiente favorável à inovação tecnológica. “À medida que passam a compartilhar o mesmo ambiente, geram benefícios econômicos para seus parceiros e também para a comunidade, devido a colaboração entre os participantes e instituições parceiras”, afirmou o secretário Cássio Luiz Pinto Júnior.

CRESCIMENTO E QUALIFICAÇÃO
O secretário de Desenvolvimento Econômico e de Turismo, Cássio Luiz Pinto Júnior, lembra que Marília já é um pólo de “TI” (Tecnologia da Informação), nas áreas de desenvolvimento de software e infraestrutura. São mais de 100 empresas, inclusive de reconhecimento nacional e internacional, como é o caso da Buscapé, Locaweb e Boa Vista Serviços. Hoje, o crescimento anual na região chega a 8%, com faturamento médio de R$ 10 milhões/mês.
O setor emprega atualmente cerca de 2.000 profissionais, com um salário médio de R$ 5.000,00. Por sinal, uma das preocupações da Prefeitura é qualificar mão de obra especializada nessa área, por meio do CEPROM, em parceria como o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SENAC, SEST/SENAT e a Etec (Escola Técnica). Os recursos são destinados pelo Pronatec (governo federal). São cursos como de Montador e Recuperador de Computadores e Operador de Computador que no ano passado beneficiaram quase 200 pessoas.
Para o 2º semestre está previsto a formação de 100 alunos nos cursos: Montador e Recuperador de computadores, Operador de Computador com o SENAI e SEST/SENAT e Programador WEB com o SENAC, promovendo a inserção no mercado de trabalho. Além disso, o CEPROM oferece cursos de Informática Básica, Word Avançado e Excel Avançada, com o objetivo de ampliar a inclusão digital bem como capacitar e treinar jovens e adultos para o mercado de trabalho.

CENTRO INCUBADOR 
Além da qualificação de novos profissionais para o mercado de trabalho, outra preocupação é dar oportunidade para que as empresas possam se instalar e crescer. Neste sentido, a Prefeitura, juntamente com o SEBRAE e Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília) são responsáveis pela manutenção do Centro Incubador de Empresas de Marília “Miguel Silva” –CIEM, voltado para o estímulo ao empreendedorismo, geração de empregos e criação de novos negócios, fornecendo condições para que empresas emergentes se desenvolvam e comercializem seus produtos. Hoje, integram o CIEM 14 empresas.

“Nós e a associação que representa o setor estamos trabalhando de maneira efetiva para que o parque tecnológico seja reconhecido pelo Governo do Estado e, dessa forma, passe a receber incentivos fiscais e investimentos”, afirmou o secretário Cássio Luiz Pinto Junior, referindo-se a ASSERTI (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação), presidida pelo professor doutor Elvis Fusco. A entidade congrega as empresas de TI da região apoiando ações de aperfeiçoamento da qualidade dos produtos e serviços maximizando os resultados da indústria da região.
“Com a implantação do Parque Tecnológico, outras áreas de vocação serão beneficiadas gestão pela inovação e tecnologia, como de alimentos, eletro-eletrônicos, metal/mecânica, automação industrial e tecnologia agrícola”, concluiu o presidente da ASSERTI.

Assessoria de imprensa

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