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Professores da rede municipal de Goiânia entram em greve

Professores da rede municipal de Goiânia entram em greve

26 de maio de 2014
Segundo sindicato, cerca de 90% do efetivo já aderiu ao movimento. Categoria afirma que prefeitura não cumpriu acordo firmado em 2013

Fonte: G1
Professores e funcionários administrativos da rede municipal de ensino entraram em greve nesta segunda-feira (26), em Goiânia. De acordo com Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), cerca de 90% dos 10 mil servidores aderiram ao movimento. A Secretaria Municipal de Educação ainda não concluiu o levantamento dos funcionários que paralisaram as atividades.
A greve foi decretada na última quinta-feira (22), em assembleia que reuniu cerca de 2 mil professores e funcionários administrativos. A categoria reclama que a prefeitura não cumpriu o acordo firmado entre as partes em outubro do ano passado, após os servidores pararem as atividades. As principais reivindicações são o aumento salarial e o retorno das gratificações.
“O prefeito suspendeu por decreto qualquer tipo de gratificação por seis meses. Isso é a desvalorização da carreira do servidor público. Irresponsabilidades do prefeito que estão sendo descontadas na conta do servidor”, disse ao G1 o diretor jurídico do Simsed, Antônio Gonçalves Rocha Júnior.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que está cumprindo o acordo firmado com a categoria e afirma que, entre as medidas, está o “reajuste salarial para professores de 8,32% neste ano, mantendo o piso salarial 7,3% acima do piso nacional”. O órgão disse ainda que “o decreto nº. 1248/2014 formaliza no âmbito da administração municipal o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal”.
Mesmo com o decreto de greve na quinta-feira, muitos alunos não foram avisados sobre a paralisação e se dirigiram às escolas e aos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) nesta manhã. Um destes estudantes é Ione Moreira, de 14 anos, que pegou dois ônibus para ir à Escola Municipal Professor Trajano de Sá Guimarães, no Parque Amazônia.
“Acho ruim, porque a gente já teve greve no ano passado. Vai piorar para nós porque já teve ano passado e agora de novo, ainda tem a Copa do Mundo", reclama a estudante.
Algumas unidades de ensino abriram nesta manhã, como a Escola Municipal Jesuína de Abreu, também no Parque Amazônia. “A gente fez votação na sexta-feira e decidimos não parar”, informou a servidora Maria do Socorro.
Nesta segunda-feira, integrantes do sindicato estão visitando escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Para a tarde de terça-feira (27) está prevista uma manifestação na Praça Universitária, no Setor Universitário.
A última paralisação da categoria começou no dia 25 de setembro e foi suspensa após 26 dias. Na época, os professores ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores por 15 dias. 

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