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Há professores que receberam mais de 8 mil reais, enquanto outro receberam uns trocadinhos .

Funcionários da Educação recebem R$ 20,5 mi de bônus na região


Nesta segunda-feira (31), 255 mil servidores da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo receberão R$ 700 milhões em bônus por resultado. Na região de Bauru, são 7,3 mil profissionais que receberão R$ 20,5 milhões. Em todo o Estado, o montante representa um aumento de cerca de 24% no número de servidores beneficiados com até quase 3 salários (2,9 salários) a mais, em comparação ao ano passado (quando 206 mil receberam).
A ampliação acarreta acréscimo de R$ 100 milhões do que foi pago em 2013. Do total, 206 mil contemplados hoje com o bônus são professores, dos quais 47 mil ganharão mais de R$ 5 mil (16 mil deles recebendo mais de R$ 8 mil).
Os 50 maiores bônus que serão pagos vão de R$ 19,9 mil a R$ 28 mil. Entre eles, 19 estão entre R$ 19,9 e R$ 20,9, outros 19 de R$ 21 mil a R$ 22,8 mil, nove docentes receberão de R$ 23,2 mil a R$ 25,9 e três professores receberão de R$ 27,5 a R$ 28 mil.
O pagamento aos funcionários da rede estadual já está disponível. O Governo do Estado tem uma política de valorização por mérito desde 2008. Todos os funcionários (incluindo diretores, professores, educadores e equipe de limpeza) das escolas que atingiram ou superaram as metas estabelecidas pelo Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) podem ganhar até 2,9 salários a mais por merecimento.
Se atingida a meta do Idesp, o bônus é de 2,4 salários. Se superada a meta, o limite de bônus é de 2,9 salários. Se não atingida a meta, é calculado o avanço da escola (se avançou, por exemplo, 50% da meta, o bônus é de 1,2 salário).
"A educação é um desafio permanente, que exige esforço e dedicação. Nada mais justo, portanto, que reconhecer o trabalho dos profissionais dessa área não só por meio de uma política inédita de valorização salarial, mas também com a bonificação por desempenho", afirma o governador Geraldo Alckmin.
As faltas dos profissionais são consideradas no cálculo do bônus. Para receber a bonificação os professores devem ter atuado, no mínimo, em dois terços do ano. Ou seja, devem ter trabalhado pelo menos durante 244 dias.
No caso de faltas, haverá desconto proporcional no valor do benefício. São permitidas por lei apenas ausências decorrentes de licença-maternidade, licença-paternidade, adoção e férias.
Além dos professores, que receberão o bônus de acordo com o resultado do nível de ensino que atuam, também são contemplados diretores, supervisores, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviços escolares, assistentes de administração, secretários de escola e demais profissionais da Educação.
A equipe escolar recebe de acordo com a média da unidade. Dirigentes regionais de ensino e supervisores ganham pela média das escolas das respectivas regiões. "Os resultados estão mostrando avanços importantes nos primeiros anos do ensino fundamental, na alfabetização dos alunos com 7 anos e no novo modelo de escolas de tempo integral, entre outros. Mas há muito o que avançar, e o empenho destes profissionais será fundamental para continuar melhorando a educação em São Paulo", completa Alckmin.
Novidade no cálculo
Neste ano o cálculo do bônus traz novidades e ganha mais um critério para seu pagamento. Ao cálculo atual, que leva em consideração o desempenho dos alunos da rede estadual no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e indicadores de aprovação, reprovação e abandono, formando o Idesp, foi acrescentado um índice de nível socioeconômico.
O índice, que varia de 0 a 10, leva em consideração a situação socioeconômica dos estudantes, como renda mensal familiar, casa própria, entre outros. Este fator é acrescido aos atuais índices e multiplicado por aquele que tiver o maior número: o Idesp da escola em relação à rede estadual ou se a unidade alcançou ou não a meta estabelecida. O maior prevalece. É importante ressaltar que se a unidade escolar não atingir sua meta ou obteve uma nota inferior à rede estadual, seus funcionários não têm direito ao bônus por desempenho.
Dos 255 mil funcionários que receberão bônus, 152.264 receberão até R$ 2.500,00 (em 2013 foram 114 mil). Outros 54.772 terão de R$ 2.500,01 a R$ 5.000,00 (em 2013 foram 52.701 pessoas). Mais 32.237 terão de R$ 5.000,01 a R$ 8.000,00 (em 2013 foram 29.987) e 16.281 acima de R$ 8.000,01 (no ano passado, 9.894 receberam).

FONTE:http://www.jcnet.com.br/Geral/2014/03/funcionarios-da-educacao-recebem-205-mi-de-bonus.html

Para a escola só resta um caminho: Mudar ou morrer, segundo Ronaldo Mota

Entrevista: Ronaldo Mota

Para professores e escolas, é mudar ou morrer, diz estudioso

O professor emérito da UFSM, especialista em ensino e inovação tecnológica, diz que o atual sistema educacional é obsoleto e que o novo modelo só se erguerá se docentes e instituições ouvirem as lições de um ator: o aluno

Bianca Bibiano
Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria e autor do livro “Educando para a Inovação”
Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria e autor do livro “Educando para a Inovação”(Berenice Roth)
"Seria um erro concluir que a escola não é mais importante. Ela é, mas desde que reconheça a existência do novo processo e que saiba se inserir nessa realidade."
Séculos depois do início da universalização do ensino e décadas após a introdução da formação profissional, a educação enfrenta uma terceira revolução. O motor é a tecnologia. Nem todos, porém, reagem bem ao terremoto, avalia Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria, ex-secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação no Ministério da Ciência e ex-secretário de ensino superior do Ministério da Educação. "Os alunos já podem estudar em casa e até obter diploma pela internet. Mas muitos professores ainda não perceberam esse movimento: serão engolidos pela tecnologia e perderão a atenção dos estudantes", diz Mota, que acaba de lançar, em coautoria com David Scott, professor da universidade de Londres, o livro Educando para Inovação (Elsevier, 49,90 reais). A obra aborda o desafio das escolas de formar pessoas em um mundo de mudanças aceleradas em que a grande demanda é o aprendizado permanente. A despeito do atraso geral de instituições e mestres para lidar com a nova realidade — "O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também" —, ele diz que o Brasil pode aproveitar a crise do modelo de ensino para promover uma grande transformação. "Temos uma população jovem, com nível de tolerância alto e flexibilidade diante de experimentos, elementos que favorecem a adaptação. Se fizéssemos disso um terreno para mudanças educacionais, provocaríamos uma grande transformação." Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Em Educando para Inovação, o senhor afirma que as mudanças a que assistimos hoje não são apenas tecnológicas e que esse movimento impulsiona também uma revolução de conceitos. Quais ideias estão em transformação? Inovação é muito associada a equipamentos e maquinário, mas as grandes mudanças deste século não têm necessariamente essa característica. Tomemos como exemplo uma inovação em outra área: o Cirque du Soleil. A partir do conceito tradicional do circo, o grupo canadense promoveu uma reestruturação radical e formatou um novo produto, criando um novo público. O conceito tradicional de inovação parte da ideia de que existe, antes de tudo, uma demanda para um produto ou processo. O que estamos vivendo neste século, porém, é o aparecimento de mudanças que não provêm da necessidade. Elas são tão revolucionárias que induzem a demanda após serem criadas. O tablet não foi feito após uma consultoria descobrir que havia demanda por computadores não portáteis. Ele surgiu como um produto inovador e criou a demanda a partir dele. Talvez você não necessite de uma impressora 3D agora, mas daqui a três anos vai querer uma em casa. O produto convence você de que é impossível viver sem ele.
Como a escola se insere nesse contexto de mudanças aceleradas? O que significa educar para a inovação? Significa que a escola precisa formar pessoas aptas a viver nesse cenário de constante inovação. No modelo fordista (sistema predominante no séxulo XX marcado pela linha industrial de produção), o papel da educação era formar técnicos competentes, aptos a atuar na produção tradicional para desenvolver tarefas com eficiência. Definitivamente, educação não é mais isso. O mundo não é mais fordista. Hoje, o sucesso ou não das empresas está associado diretamente à capacidade de inovar. O problema é que a escola segue se preparando para o antigo modelo. É como formar profissionais competentes que podem trabalhar em uma gráfica em vez de formar designers capazes de atuar em várias plataformas de comunicação. As instituições de ensino ainda não são, em geral, capazes de fazer esse raciocínio, pois carregam um atraso intrínseco. A título de comparação, tomemos o que aconteceu na área financeira nos últimos 30 anos: os bancos de hoje em nada lembram as instituições do passado devido à ascensão tecnológica. Enquanto isso, a escola permaneceu absolutamente a mesma. Ainda mantemos a figura clássica do professor que entra na sala de aula e apresenta o conteúdo para os alunos como se eles não soubessem nada. Isso, porém, não deve nos dar a ilusão de que a escola não será transformada: ela será.
Que tipo de transformação será essa? O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também. Ele poderá até receber outra denominação, como "designer educacional", um profissional dedicado à organização de conteúdos. Mas ele não poderá fazer essa tarefa sozinho: o processo de ensino e aprendizado será cada vez mais coletivo. O designer educacional de física que se propuser a colocar o conteúdo de aula em uma plataforma on-line contará com ajuda de gente que saiba usar a plataforma, alguém que entenda de design, usabilidade e ferramentas no ambiente virtual. Não será uma pessoa só, vai ser um time. No começo do processo de mudança, provavelmente ainda contaremos com um professor clássico, que domina o conteúdo de uma disciplina. Mas ao lado dele, veremos um menino de 14 anos, responsável por fazer a interface gráfica da plataforma. É um fenômeno que já está acontecendo: as grandes funcionalidades dos portais educacionais são desenvolvidas hoje por jovens que dominam os sistemas digitais graças à afinidade que possuem com o universo dos games. Se resolver ficar sozinho, o professor perderá essa corrida.
Nesse cenário, como será o ensino? Grande parte dos jovens já aprende parte do conteúdo escolar em canais que não dependem da escola. Os alunos já podem estudar em casa e até obter diploma pela internet. Mas muitos professores ainda não perceberam esse movimento: serão engolidos pela tecnologia e perderão a atenção dos estudantes. Não é o fim da escola, mas uma chance que se apresenta para aqueles alunos que não aguentam permanecer em sala de aula e que procuram mecanismos alternativos para adquirir o próprio conhecimento. Há muitos adolescentes criativos, que serão profissionais muito competentes e que simplesmente vivem em conflito com a escola. É um processo que vai acontecer cada vez mais. Até pouco tempo, existia um conflito do professor, que era alguém não digital, com o aluno, um nativo digital. Já estamos na fase seguinte, do não diálogo. As crianças já chegaram a uma etapa em que abstraem o conflito e simplesmente aprendem por conta própria, independente da escola. Seria um erro concluir que a escola não é mais importante. Ela é, mas desde que reconheça a existência do novo processo e que saiba se inserir nessa realidade. Se a escola entender isso como um confronto, vai perder.
Se a escola não mudar, a evasão de alunos vai crescer? Sim. A escola já enfrenta esse fenômeno, ainda que se trate de uma evasão não contabilizada. O aluno é deixado pelos pais na escola, senta lá por algumas horas e finge prestar atenção às aulas. O professor, por sua vez, altamente desestimulado, deixa o aluno ali, muitas vezes evitando o conflito. Quando olhamos os resultados numéricos desse modelo educacional, concluímos que o ensino vai mal. Sim, está ruim, mas é mais grave que isso. Temos dois conflitos acontecendo ao mesmo tempo: o ensino tradicional vai mal no Brasil e vai mal em si. Para superar essa crise, precisamos melhorar a qualidade de ensino e, simultaneamente, transformá-lo. O Brasil tem uma real oportunidade de dar um salto significativo e mais rápido do que outros países se entender a importância da inovação.
Por quê? Tomemos como base os resultados do exame do Pisa (mais importante avaliação educacional do mundo, realizada em alunos com 15 anos de idade), da OCDE. A Finlândia está sempre nos primeiros lugares da prova, que avalia o ensino tradicional. Qual a consequência? Os professores finlandeses morrem de medo de mudar seu método de ensino: afinal, quem quer mexer em time que está ganhando? A Finlândia pode não conseguir enfrentar os desafios da inovação com tanta facilidade. O Brasil, por sua vez, não tem motivo para temer a mudança. Afinal, se olharmos para o ensino médio brasileiro, podemos afirmar que não há como piorar. Por isso, temos um campo vasto para aplicar metodologias revolucionárias. O Brasil tem 200 milhões de habitantes e 104 milhões de usuários da internet, que em média navegam mais do que pessoas de outros países. Temos uma população jovem, com nível de tolerância alto e flexibilidade diante de experimentos, elementos que favorecem a adaptação. Se fizéssemos disso um terreno para mudanças educacionais, provocaríamos uma grande transformação.
Quais os caminhos para a inovação? Precisamos usar metodologias que valorizem a aprendizagem independente. Em caminho contrário, o Brasil deve ser o campeão mundial da aprendizagem dependente. Desde a pré-escola até o pós-doutorado, o que fazemos é estimular o estudante a ser dependente do professor. Por que o professor que termina o pós-doutorado na universidade tem medo de sair do laboratório? Porque ele é dependente. Nos países mais desenvolvidos, o estudante é estimulado a encontrar seus próprios caminhos. Aqui,  criamos uma estrutura de dependência tão grande que as pessoas são estimuladas a não abdicar da zona de conforto. O que mais precisamos é do oposto disso. Quando isso ocorre, temos a rebelião à que estamos assistindo, sem interferência do Estado, dos pais e muito menos da escola: essa rebelião é movida pela juventude à procura de mecanismos alternativos. Isso explica o sucesso de serviços de aprendizagem on-line como o Veduca, que já tem 3,5 milhões de inscritos.
Como o senhor avalia projetos que tentam colocar o tablet na sala de aula? Na maioria, são frustrantes, porque são feitos por gestores escolares que não são do campo da tecnologia digital aplicada à educação. Daí, cena comum, os pais pagam pelos tablets e, como as estatísticas comprovam, eles ficam jogados em casa. Em geral, os alunos recebem o aparelho com um material antiquado, com reproduções de apostilas idênticas ao material impresso. Mas a questão vai muito além do produto. O hábito de estimular o aluno a estudar em casa depois de ver o conteúdo em sala aula é falido, não há a menor chance de dar certo. A única forma de preparar alguém para a inovação e para a aprendizagem independente é oferecer o conteúdo antes da aula e fazer com que os momentos presenciais e coletivos passem por um filtro: só participam desses momentos aqueles que demonstrarem o mínimo interesse. Se a criança sequer tocar no conteúdo antes, ela simplesmente não deveria participar do convívio. Sabemos, por vários experimentos, que se metade da turma estiver prestando atenção e a outra metade não estiver, a parte desinteressada contamina o restante do grupo e o resultado é um desastre. Se o professor usar um filtro inicial baseado em interesse e realizar os momentos coletivos somente com aqueles que demonstraram o mínimo de interesse, os resultados vão lá para cima.
E o que o professor faria com o estudante que não se interessa? Ele pode mandá-lo para a biblioteca, para uma sala de informática, para qualquer outra atividade. Em uma metodologia tradicional, mesmo que o professor tenha toda a rotina sob seu controle, ele precisa reprovar aquele que não acompanhou o grupo. Isso não é negativo da mesma maneira? Uma nova metodologia implica mudança de cultura. Vai ser normal que o aluno assuma que não pode assistir à aula porque não se preparou para ela, e terá que ser aceitável tanto para o gestor escolar quanto para os pais. Na próxima aula, ele vai se preparar para participar.
Que mudanças de conceitos são necessárias para a transformação de que o senhor fala? Todo o processo educativo tradicional é baseado na cognição, ou seja, como se aprende e como se ensina. O mais importante no futuro será a metacognição: o aluno terá que entender o processo ao que está submetido e conhecer seus avanços, obstáculos e deficiências. Ele precisa se enxergar no processo educacional. Isso abre a porta para um novo ponto: a classe não se dividirá mais entre aqueles que sabem e os que não sabem, mas dará espaço para um terceiro, que não sabe o conteúdo, mas sabe onde encontrá-lo. No mundo atual e futuro, é mais relevante a atitude de uma pessoa diante de uma pergunta para a qual ela não tem resposta, porque o acesso à informação não é mais crítico. O professor tem que esquecer essa ideia de que vai disputar espaço com a tecnologia. Não há chance de ele dominar mais esse tema que um jovem. Ele tem que achar mecanismos para dizer ao aluno: "Eu não sei essa linguagem como você sabe, mas eu estou disposto a compartilhar o que eu sei e aprender com você." Mas fazer isso exige um alto nível de maturidade e metacognição para entender o papel de cada um. Ele não pode mais chegar na aula e dizer que sabe mais, pois não sabe mais sobre certas áreas, como as tecnologias digitais.
Não é, de fato, o que acontece hoje nas escolas, certo? Não, ainda temos a maior parte dos professores pedindo que seus alunos desliguem o celular durante as aulas. Mas eles não conseguem, cada vez que ele vira para frente, o estudante está lá teclando. O problema real não é esse, os jovens conseguem perfeitamente acompanhar os dois e não haverá como mudar isso. As crianças não vão mais aprender equação de segundo grau na escola. Elas vão procurar um vídeo, com um bom professor, e vão aprender na hora que querem, como querem, com algum nível de interatividade. O espaço tradicional de ensino hoje mais se assemelha à tortura do que ao ensino.Tenho a esperança de que a escola vá reconhecer esse movimento e se reconceitualizar.
Quais os avanços vistos em outros países? A Inglaterra é um país que está avançando muito. Eles fizeram uma ação interessante no ensino médio. Mudaram a obrigatoriedade de certas disciplinas, como química, física e biologia: não é mais necessário fazer as três ao mesmo tempo, e o aluno pode ter sua motivação voltada apenas para biologia, por exemplo. Mas a maior inovação está em garantir uma preparação dentro dessa disciplina para que o professor introduza elementos de química e física. O aluno pode estudar pressão, conteúdo da física, a partir do estudo da capilaridade das plantas, um capítulo da biologia. Isso introduz, de forma agradável, conceitos que são relevantes. O professor tradicional pode dizer que desse modo o estudante não aprende toda a física e a química. Mas eu pergunto: por acaso, ele aprende tudo com o atual sistema de aulas? Provavelmente não, e ainda deixa a escola com raiva das ciências. Se você apresenta um modelo em que o aluno desenvolve apreço pelo método científico e se sente parte do processo, não importa se ele escolheu cursar uma, duas ou três disciplinas, mas, sim, o fato de que, ao escolher, ele possa dizer: "Eu sou corresponsável pelo processo."
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/para-professores-e-escolas-e-mudar-ou-morrer-diz-estudioso

Turismo São Paulo: Caminha São Paulo - Passos dos Jesuítas

Roteiros

Opções para todos os públicos e bolsos











Que tal reviver os passos dos jesuítas na época da colonização? Ou então, integrar lazer e conhecimento sem gastar um tostão? Essas são apenas duas das muitas opções em programas que a Secretaria de Turismo desenvolve hoje a fim de incentivar que o paulista de qualquer idade e situação econômica possa conhecer o que o Estado tem a oferecer, em roteiros que aliam lazer e cultura, entre outras atrações.
Caminha São Paulo - Passos dos Jesuítas – O programa Caminha São Paulo é o nome do conjunto de projetos executados pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo para estruturar roteiros de caminhada e peregrinação por diversas regiões do Estado.
Passos dos Jesuítas – Anchieta é o primeiro deles. O caminho foi inspirado nas rotas percorridas pelos catequistas na época da colonização do Brasil, com destaque para o padre, professor, historiador e poeta José de Anchieta. São duas sugestões de rotas, envolvendo 13 cidades e 360 km no litoral do Estado. Em 14 de setembro de 2011 foi lançada a primeira etapa, de Peruíbe a Ubatuba. E em 28 de novembro, a etapa final, de Bertioga a Ubatuba.
Para participar, basta se inscrever no site www.caminhasaopaulo.com.br e retirar sua identificação eletrônica que permite a familiares e amigos acompanharem o percurso via internet por meio de totens eletrônicos instalados no percurso.
Programa Turismo do Saber – crianças de famílias do interior podem conhecer o litoral paulista e, da mesma forma, as que residem no litoral podem visitar o interior e tomar contato com o campo pela primeira vez. O Estado providencia ônibus para o transporte, lanches e hospedagem em escolas, além de material pedagógico para enriquecer a experiência.
Roda SP – O Roda SP é um projeto itinerante, que percorre diversas regiões do estado ao longo do ano acompanhando os grandes fluxos de turistas em festas, eventos e férias escolares. A frota, que inclui ônibus double-deckers no estilo das mais famosas capitais europeias, realizou suas primeiras rotas na região de Campos de Jordão, no inverno das férias de julho.
Funciona assim: o usuário compra uma passagem em forma de pulseira. Essa passagem pode ser usada por um dia inteiro (ou dois, no caso da Baixada Santista), para subir e descer nos ônibus quantas vezes o passageiro quiser. Por exemplo: o turista pode acordar em Santos, pegar um ônibus para o Guarujá, passar a manhã por lá e depois jantar em São Vicente. É uma iniciativa inédita no país, que ajuda a redistribuir as grandes concentrações de turistas pelas cidades vizinhas a grandes eventos com um produto turístico de alta qualidade e baixo custo.
Confira o cronograma de passeios no site www.turismo.sp.gov.br

ANIVERSÁRIO DE CUIABÁ 2014

CULTURA / ANIVERSÁRIO DE CUIABÁ

Prefeitura define a programação cultural do Aniversário de Cuiabá

 
Secom Cuiabá

Para celebrar os 295 anos da Capital, a Prefeitura de Cuiabá preparou uma programação cultural especial que atenderá a diversos públicos.
Na comemoração haverá atrações como exposições de fotografia, exibição de curta-metragens, apresentações de siriri e cururu, bandas de rock, festivais de lambadão e rasqueado, lançamento do livro “Cuiabá”, do fotógrafo Rai Reis, contação de história e sarais. 
As atividades foram montadas pela Secretaria Municipal de Cultura e serão realizadas na Praça da Mandioca, CPA II, Pedra 90, Parque Cuiabá, e espaços como Palácio da Instrução e Museu da Imagem e do Som (Misc). 
Os eventos serão realizados entre os dias 3 a 10 de abril, sendo iniciada sempre entre às 8h da manhã ou 19h e 20h da noite. O acesso da população será gratuito.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Alberto Machado, este ano a programação levou um pouco mais de tempo para que fosse definida, mas tudo foi organizado com muito cuidado para que atendesse aos gostos diferenciados dos cuiabanos. 
“Pensamos em algo que tivesse a cultura como carro-chefe da programação, porém de forma que não fosse algo repetitivo. Esta é uma prévia do que pretendemos fazer no período da Copa da Mundo”, explicou o secretário.
Também integram a programação, o lançamento de dos projetos “Arena Cultural” e Aplicativo Cuiabá Cultural, no dia 8 de abril.
Ambos os projetos estão voltados para a recepção e orientação aos turistas que virão para Cuiabá acompanhar os jogos da Copa do Mundo da Fifa 2014. A Arena Cultural deverá funcionar entre os dias 12 e 27 de junho e a estrutura será montada no Sesi Papa, na Morada do Ouro.
No local serão realizados shows regionais, exposições de artesanato e feira gastronômica, com os pratos típicos locais e também dos oito países cujas seleções jogarão em Cuiabá: Rússia, Coreia do Sul, Japão, Bósnia-Herzegovina, Nigéria, Colômbia, Chile e Austrália.
Já o aplicativo irá auxiliar os turistas, disponibilizando informações sobre hotelaria, gastronomia, costumes, eventos culturais e até mesmo sobre serviços de polícia e atendimento médico. 

Confira abaixo programação dos 295 anos de Cuiabá.

03 de Abril

Mostra Fotográfica Cuiabá 300
Local Palácio da Instrução
Abertura 20:00hs
Duração 03/04 à 09/05
Produção José Medeiros

05 de abril

Cinema Mostra de Curtas – Metragens
Locais:
Praça Cultural do CPA II - 05/04
Praça Cultural do Pedra 90 - 06/04
Parque Cuiabá – 07/04
Praça da Mandioca – 08/04
Horário 19:00hs

07 de Abril

Apresentação Cururu e Siriri
Local Praça Alencastro
Horário 09:00hs
Exposição Acervo Permanente MISC (30 dias de exposição)
Local MISC
Horário 08:00hs as 18:00hs
           
Lançamento Livro Cuiabá por Rai Reis
Local Academia Mato-grossense de Letras
Abertura 20:00hs
Duração de 07 à 13 de Abril


08 de Abril de 2014

Lançamento Aplicativo Cuiabá Cultural;
Lançamento Arena Cultural;
Sarau Cuiabano Praça da Mandioca
Horário 21:00hs
Happening Adir Sodré

Festival de Rasqueado
Local Praça do CPA II
Abertura 21:00hs

Participações:
Gilmar Fonseca
Roberto Lucialdo
Bolinha
Dilson de Oliveira
João Eloi
Guapo

Festival de Lambadão
Local Praça Cultural do Pedra 90
Abertura 21:00hs

Participantes:
Scort Som,
Os Amigos,
Os Ciganos,
Embalo Sim
Banda Elos

Cuiabá Rock
Parque Cuiabá
Abertura 21:00hs

Participantes:
Linhas de Montagens
Strauss
Branco ou Tinto
Fuzzy
Ponto Seis

09/10 de abril

Alicce Oliveira A Arte de Contar Histórias,
Atividade de  Incentivo a Leitura e a  Ludicidade  
Dia 09 – Distribuição de Livros e Contação de Histórias em 05 Praças da Capital, em parceria com a equipe da Biblioteca Saber com Sabor, Secretaria de Educação.
Dia 10 
Horário 09:40 hs
Contação de histórias na Escola Municipal Orzina de Amorim Soares, Jardim Vitória
Dia 10
Horário 15:00 hs
Contação de histórias na Creche Municipal Manoelino Jesus, Pascoal Ramos. 

NOTAS DO IDESP DAS ESCOLAS DO ESTADO DE SÃO PAULO. BÔNUS





AQUI:

http://idesp.edunet.sp.gov.br/boletim_escola2013.asp?ano=2013

VEJA NESSE ENDEREÇO ACIMA. PÁGINA IGUAL A ESTA:

BOLETIM DA ESCOLA 2013

Região:
Diretoria:
Município:
Escola:
ou
Escola:

Informe o nome da escola ou parte dele

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