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Professor é morto em cerco policial

Delegado diz que professor morto em 




cerco policial em Itamonte era refém



Operação contra quadrilha teve cinco suspeitos presos e 9 mortos.
Ruy Ferraz diz que tiroteio em Minas Gerais durou 25 minutos.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
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Polícia investiga morte de professorSilmar Madeira em Itamonte (MG) (Foto: Reprodução / EPTV)Polícia investiga morte de professor Silmar Madeira
em Itamonte (MG) (Foto: Reprodução / EPTV)
Um refém está entre os mortos no sábado (22) durante operação da Polícia Civil contra quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos, de acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).  O delegado Ruy Ferraz Fontes afirma que o professor Silmar Madeira, de 31 anos, morto em Itamonte (MG), no Sul de Minas, foi usado como escudo por um dos criminosos.
"Silmar era refém da situação", disse o delegado em etrevista ao G1. Rui Ferraz, que é responsável pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Deic, ressaltou que o tiroteio ocorreu à noite, às margens de uma estrada e em uma área de matagal. "Foi um tiroteio intenso, que durou 25 minutos, uma situação de guerra. Para nós, todos eram criminosos naquele momento", disse o delegado.

Cerco policial 
Rui disse acreditar que o tiro que matou o professor foi dado por um criminoso, porque o buraco do ferimento estava nas costas do professor. Entretanto, ele ressaltou que apenas a perícia vai definir quem foi o responsável pelo disparo.
Cinco suspeitos foram presos e outros nove morreram no confronto com a polícia. Um dos suspeitos feridos morreu nesta segunda-feira (24). A operação policial contou com cerca de 200 policiais civis e militares de São Paulo e Minas Gerais. Eles surpreenderam uma quadrilha de 20 assaltantes no momento que eles tentavam atacar mais duas agências.
 
No meio da troca de tiros, testemunhas disseram que Silmar Madeira foi rendido por um dos bandidos em fuga que tomou o carro dele e o levou como refém. Os dois  foram mortos no confronto. A mãe do professor disse que na hora do tiroteio o filho tinha saído da casa da namorada e retornava para a cidade de Itanhandu, onde morava, que fica a 15 quilômetros. Ele deixou duas filhas, uma de 6 anos e outra de 6 meses. O corpo do professor foi sepultado na tarde de domingo.

Tiroteiro e mortes
A ação dos criminosos começou por volta das 2h de sábado, quando os criminosos explodiram caixas eletrônicos do Banco Bradesco e foram cercados pelos policiais, que já tinham informações sobre a possibilidade do assalto. A quadrilha já era investigada havia pelo menos três meses.
Enquanto uma parte do grupo explodiu a outra agência, os outros integrantes ficaram em uma praça onde há dois bancos. Antes de detonar a dinamite, eles foram surpreendidos pela polícia. Os assaltantes estavam divididos em sete carros e, de acordo com a assessoria do governo do estado, eles pretendiam também dominar o pelotão da Polícia Militar de Itamonte e atacar ainda caixas eletrônicos em Itanhandu (MG).
Durante a ação em Itamonte, foram apreendidos fuzis, espingardas calibre 12, pistolas, dinamites, munições e coletes à prova de bala. A informação da polícia é de que a quadrilha seja formada por pelo menos 20 pessoas. Quatro delas foram presos.
Cerca de 20 assaltantes foram surpreendidos por policiais durante a ação (Foto: Reprodução Jornal Hoje)Cerca de 20 assaltantes foram surpreendidos por policiais durante a ação (Foto: Reprodução/TV Globo)
Um homem de 26 anos foi preso pela Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) em um condomínio de luxo na cidade de Arujá (SP). Com ele, foram apreendidos uma moto, veículos e dinheiro manchado com tinta vermelha, proveniente do sistema de segurança dos caixas eletrônicos. Outro homem suspeito de integrar a quadrilha foi preso em Pindamonhangaba (SP).

Entre os suspeitos mortos, oito eram de Mogi das Cruzes (SP) e um era de Itanhandu (MG). Três policiais civis foram atingidos por disparos feitos por fuzis. Eles foram socorridos em um helicóptero e levados para São Paulo (SP). Dois criminosos também ficaram feridos, foram internados e após receberem alta, foram levados para o Presídio de Pouso Alegre (MG). Já os corpos foram levados para os IML de São Lourenço (MG), Pouso Alegre (MG) e Itajubá(MG).
A Polícia Rodoviária Federal também apoiou a operação. Embora os policiais tenham cercado a cidade, alguns criminosos conseguiram fugir e, apesar das buscas feitas com helicópteros da Polícia Militar em matas próximas, não foram encontrados.

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