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Em Natal, Rio Grande do Norte, está sobrando professores.

Na volta do ano letivo, as escolas municipais de Natal, no Rio Grande do Norte, vivem uma situação inusitada. A Secretaria de Educação diz que estão sobrando professores.
Quase que diariamente tem uma romaria de professores na Secretaria de Educação de Natal em busca de uma escola para trabalhar.
“Estou aguardando uma função para professor readaptado”, diz um professor.
“Eu estou com apenas duas turmas na minha escola. E vim aqui na secretaria para poder completar minha carga horária”, conta o professor de artes Écio Viana.
A Secretaria de Educação contabiliza 161 professores excedentes no quadro da rede municipal. Situação gerada pela redução no número de alunos matriculados este ano: três mil a menos que no ano passado.
Em uma escola particular, um exemplo: 10% dos alunos matriculados este ano vieram da rede pública. “A preocupação dos pais é justamente com os conteúdos. Eles alegam que o ano letivo fica comprometido por causa, geralmente, por causa das greves”, explica a coordenadora Elis Regina da Silva.
Outras questões também explicam a migração de alunos da rede municipal. Em uma escola tem aluno, mas falta professor. “Tem cinco professores de licença. Nenhum liga para dizer se vem ou não vem. É quadra caindo, as salas quebradas”, lamenta o aluno Daniel Costa.
Com tantas dificuldades, o aprendizado fica comprometido na rede municipal de ensino de Natal. Isso pode ser verificado na última Prova Brasil, realizada em 2011, quando, nos anos finais, os alunos de Natal ficaram com a média abaixo da expectativa do MEC.
“Tinha umas questões que a gente mal tinha estudado nas matérias, aí não tinha condições de a gente responder”, conta a estudante Lidiane Silva.
A secretária de Educação de Natal, Justina Iva, confirma a crise de alunos na rede municipal e busca uma solução para justificar o pagamento dos professores parados. O salário médio é de R$ 2 mil, quase R$ 4 milhões até o final do ano.
“Vamos, quem sabe, convidar os professores para assumir outras funções e até reduzir o número de professores temporários, porque pagar pelo não trabalho é que não é possível”, afirma a secretária de Educação.
A Secretaria de Educação de Natal disse que a falta de professores na escola mostrada na reportagem é uma situação atípica e que outros serão encaminhados para substituir os que entraram de licença. A Secretaria informou também que pretende melhorar a qualidade do ensino com aumento de salários, investimentos em infraestrutura e redistribuição dos professores nas escolas.

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