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O MEC (Ministério da Educação) está se preparando para enviar 60 professores da rede federal para um programa de capacitação em educação profissional e inovação na Finlândia.

O MEC (Ministério da Educação) está se preparando para enviar 60 professores da rede federal para um programa de capacitação em educação profissional e inovação na Finlândia, país escandinavo famoso por seu sistema de educação de excelência da pré-escola às universidades.

De acordo com a Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC), o governo possui uma proposta acordada com as universidades de Ciências Aplicadas de Haaga-Helia, Tampere e Hãmeen Anmattikorkeakoulu. As universidades finlandesas já apresentaram a proposta, e a Setec está atualmente em tratativas com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Ainda segundo a Setec, o programa, “VET Teachers for the future – professional development certificate”, visa treinar professores de ensino técnico e tecnológico dentro do modelo finlandês de educação profissional. 


O curso aborda a cooperação entre professores da educação profissional e tecnológica com empresas, o currículo de cursos técnicos, a pesquisa aplicada e a inovação, elementos essenciais para o crescimento econômico sustentável de qualquer país. O programa será promovido no primeiro semestre de 2014.

O Brasil não é o primeiro a estabelecer acordo com universidades finlandesas para capacitar professores. Em contato com empresas e governos de diversos países, as universidades finlandesas desenvolvem programas de estudo sob medida para aqueles que queiram desenvolver habilidades específicas dos profissionais de determinado setor. No campus da universidade de Haaga-Helia em Helsinque, por exemplo, há um departamento específico que literalmente exporta educação, informa a reitora Ritva Laaksi-Manninen.

— Já chegamos a selar contratos com grupos específicos, mas recentemente temos ganhado muito a atenção de governos, principalmente na Ásia e no Oriente Médio, e até para preparar professores.

A China, que já firmou contratos de capacitação de professores em educação profissional e inovação similares ao do Brasil, chegou ao topo do programa internacional de avaliação do estudante PISA, ranking que avalia o desempenho de estudantes de 15 anos em matemática, ciências e escrita dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Fábrica de professores

Por conta do apreço pelo conhecimento, que é estimulado desde a pré-escola, os finlandeses veem o professor como o profissonal mais respeitado do país, destaca o formador de professores da universidade de Tampere, Timo Nevalainen.

— É porque é muito concorrido. Quase todo mundo gostaria de ser professor. Para concorrer e ser selecionado nos programas de formação de docente, é preciso ter o diploma de graduação, ter experiência de trabalho, ter mestrado para então participar do curso. Chega a levar dez anos até que a pessoa se torne professor, além de mais três anos como professor-estagiário. Isso contribui para universidades com nível alto. A concorrência é alta.

Para manter a qualidade do ensino elevada, o sistema educacional finlandês criou cursos vocacionais de formação de professores que são verdadeiras fábricas de educadores, que também podem ser formatados para professores internacionais. Depois de graduado, ter obtido experiência de trabalho de pelo menos três anos e ter concluído a pós-graduação, o cidadão pode finalmente se inscrever nos cursos, explica Timo.

Segundo o formador, estas fábricas acompanham grupos durante cerca de um ano e meio em um esquema sem provas, uma vez que a ideia é trabalhar a identidade do professor.

— Não é só método de ensino. Você ensina como ensinar e conhecer um grupo, e não só como dar aula.


*O jornalista viajou a convite do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia.


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