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Manifesto pelo fim do modernismo nas artes


Manifesto pelo fim do modernismo nas artes 


Proposta de por fim ao modernismo. Essa é a sugestão mais ousada para os artistas, desde que o modernismo foi estabelecido a cerca de 100 anos.
Temos um novo contexto para a arte, temos a degeneração do modernismo que ocorre na  deformação da sociedade, que em busca da liberdade, entrou na mais cruel das prisões,  o labirinto das desordens. 
A sociedade das liberdades rompeu com todas as fronteiras, formando a sociedade do prazer, do entretenimento sexual e da insanidade total.  Estamos vivenciando a bestialidade e a selvageria urbana, de um tempo que de tão livre, se tornou, libertino, selvagem, lascivo e degenerado; refletindo completamente na arte moderna; alienada e inconsciente de que ultrapassou todos os limites de ser abstrata e subjetiva, perdendo a conexão, a coerência e o sentido de ser  abstrata, perdendo a conexão com o abstrato e o físico.O abstrato na arte conceitual  se assemelha a conversa de doido ou bêbado.
O desencontro entre a nova tendência para a poesia e a arte e o movimento vigente modernismo, se dá nas consequências da modernidade, no efeito da primeira ideia de romper com tudo, destruir, desconfigurar tudo, na exploração de tudo em nome do capitalismo, na dignificação de tudo em nome do mercado consumidor, na teorização de tudo,  na deformação da arte, até chegarmos ao cúmulo da arte conceitual... 
A nova tendência para a arte nasce onde o modernismo termina, ou onde ele vive em agonia de morte, nasce da necessidade de ordem, regras, limites, valorizações humanas, espiritualidade natural, equilíbrio, visão holística, paz interior, valores, hierarquias;  nasce da consciência do mundo físico, do mundo abstrato e do subjetivo, e da  consciência de  que precisamos de estrutura, forma e ordem.
O modernismo é marcado pela deformação de tudo, a desestruturação de tudo e pela alienação da arte que não é contextualizada ao seu tempo, se é o seu tempo é reflexo da degeneração desse tempo. A nova tendência para a arte propõe o fim do modernismo, e a  posição a esse movimento se dá pela ordem, pela disciplina, pela regra, pela estrutura, pela hierarquia, pela valorização do ser humano acima de tudo, e valorização das virtudes humanas como um caminho a ser seguir e praticar.
Somos aculturados em um contexto global; nossas culturas e tradições foram transformadas  em produtos; agora só nos resta praticar a cultura do capitalismo: consumir produtos descartáveis e serviços que nos prometem a felicidade. A aculturação global pelo capitalismo  formou uma sociedade direcionada para o  consumo, e os entretenimentos revestidos  de sexo, ou alguma forma de vício. A aculturação global deglutiu nossa alma, nossa sensibilidade, nossa consciência, nossas virtudes e nossos sentimentos nobres.
Fim ao modernismo!

José Nunes Pereira

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