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Afastamento ou remoção da dirigente regional de ensino, Rosemeiri Gonçalves Açafrão Fonte: Jornal Diário


Professores do estado formalizam pedido de afastamento da dirigente regional


Rosemeiri Açafrão é acusada de perseguição a dissidentes, proteção de servidores investigados e fraude em licitações

Um amplo grupo de professores da rede estadual de ensino em Marília encaminhou na última sexta-feira (8) à secretaria de Estado da Educação, governador, Ministério Público e deputados que representam a região o pedido formal de afastamento ou remoção da dirigente regional de ensino, Rosemeiri Gonçalves Açafrão, que ocupa o cargo há mais de cinco anos.
As acusações feitas contra ela são graves, como consta no documento ao qual o Diário teve acesso. Começam pelo tratamento “pouco ético” e “desrespeitoso” de funcionários, diretores, professores e coordenadores de escolas, passa pela manutenção e proteção de servidora investigada e afastada por fraude em planilhas com horários trabalhados e chega a supostos favorecimentos e vícios em processos licitatórios, em recorrente benefício à empresa da esposa de um servidor da rede que teria relacionamento próximo de amizade com Rosemeiri.
No caso da manipulação das planilhas, é citada a funcionária Gisele Serquetani, que “mesmo respondendo a processo administrativo, por desvio de verba pública, foi designada chefe da secção de finanças (...), e posteriormente recebeu o cargo de Diretor 1 de Finanças”. O documento afirma que Gisele é responsável por planilhas diárias de toda diretoria e em “conluio” com a dirigente pagava aos servidores mais “próximos diárias maiores que as devidas”.
Gisele chegou a ser condenada após sindicância ao afastamento de suas atribuições por 90 dias, mas teria seguido nas funções, afrontando a determinação superior.
No caso das supostas fraudes e vícios em licitação, o beneficiado seria o professor, que teria executado por meio de empresas da esposa, filho e de um amigo, 95% das reformas de emergência no próprio prédio da diretoria e também em algumas das 36 escolas estaduais de Marília.
Documento protocolado cita também a distribuição de panfletos com o timbre do Estado e seu nome para publicidade de curso particular preparatório e ainda que Rosemeiri Açafrão teria trabalhado durante longo período em escola particular no horário em que deveria estar na diretoria de ensino.
Uma professora com mais de 20 anos de atuação na rede estadual, que preferiu o anonimato por temor de represálias, afirmou que o documento tem o apoio de aproximadamente 80% dos mais de 1,5 mil professores, coordenadores e diretores da rede estadual em Marília. “É de conhecimento de todos a forma inapropriada como a dirigente de ensino conduz a regional. Xingamentos, palavrões e desmandos são frequentes e para quem quiser ver”.
A reportagem conseguiu contato com Rosemeiri Açafrão, por telefone, na tarde de ontem. Ela disse ainda não ter conhecimento do documento em questão, mas informada dos pontos mais contundentes da acusação, garantiu ter respostas a tudo e saber de onde se originou o manifesto. “Mas prefiro me manifestar quando solicitada por meus superiores. Devo seguir o protocolo imposto a um agente público”.
O Diário enviou os questionamentos à assessoria da secretaria da Educação, que até o fechamento do primeiro caderno desta edição não se manifestou.

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