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Em casos extremos, PMs que trabalharão armados em escolas nos dias de folga poderão revistar alunos


Policiais militares fardados e armados começaram ontem a fazer a segurança, nos seus horários de folga, de 90 Escolas da rede estadual. Além da arma dentro dos colégios, a novidade, formalizada ontem pelo governador Sérgio Cabral, envolve outra polêmica: a revista de estudantes, recurso que poderá ser aplicado pelos agentes quando necessário, de acordo com as secretarias estaduais de Segurança e de Educação. Coordenador do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis), no qual os policiais estão inseridos, o coronel Odair de Almeida Lopes afirma que alunos só poderão ser revistados em casos extremos e a pedido da direção do colégio. Fazem parte desta primeira etapa 423 militares, identificados pela braçadeira do Proeis.
- Se nós precisarmos agir numa situação extrema com uma revista, nos só a faremos mediante solicitação do diretor da Escola e com acompanhamento também - diz o coordenador.
O convênio entre as secretarias de Educação e Segurança foi assinado ontem, em solenidade no Palácio Guanabara, pelo governador e pelos secretários José Mariano Beltrame, de Segurança, e Wilson Risolia, de Educação. As 90 unidades estão localizadas em 21 municípios. A maioria, 37, fica na capital. Um dos critérios para a escolha foi a ocorrência de casos de violência recente, como o Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, no Complexo do Alemão, invadido mais de uma vez no ano passado. Risolia adiantou que pretende estender a inciativa para toda a rede num prazo de um ano.
A notícia de que a segurança de algumas Escolas será reforçada pela PM foi bem recebida por professores e alunos, que, por outro lado, manifestaram preocupação com a presença de armas.
- A gente espera segurança com os policiais. Só da arma que tenho medo - confessou Gabrielle Barbosa, de 18 anos, aluna do 4 ano do ensino médio do Colégio Estadual Júlia Kubitschek, no Centro.
- Arma sempre preocupa - disse Eliza Sousa, de 18 anos, colega de turma de Gabrielle.
A Escola recebeu na manhã de ontem, pela primeira vez, um policial do programa, que chegou ao serviço às 6h30m. Para a diretora do colégio, Sheila Guimarães, a presença constante da PM levará mais tranquilidade para funcionários, alunos e pais. Ela diz que no entorno da Escola ocorrem muitos assaltos. A diretora, que diz não gostar de arma, não considera problema a realização de revistas e ressalta que os limites da atuação policial serão estabelecidos.
Segundo Beltrame, os policiais receberão um treinamento especial na semana que vem. Os PMs integrantes do Proeis, que oferece policiais para a segurança de instituições e empresas, por meio de convênio com a Secretaria de Segurança, recebem R$ 200 por cada turno de oito horas, no caso dos oficiais, e R$ 150 se forem praças. O segundo-sargento João Carlos Oliveira vai receber R$ 150 pelo turno de trabalho no Júlia Kubitschek, onde começou ontem. Ele diz que a oportunidade "caiu do céu":
- É como se eu estivesse fazendo meu trabalho normal de policial - afirmou o PM, que passou o dia mais dentro da Escola do que fora: - Fico mais lá dentro. Aqui fora fico mais no horário de entrada e saída. A orientação é vigiar internamente e vou atuar de acordo com a necessidade. 

COMENTÁRIO DO EDITOR: 
Parece que a pedagogia do amor, da afetividade e do sentimentalismo não está dando muito certo! Maldita a hora que a educação e a lei tiraram a autoridade dos pais, adultos e professores... maldito esse tempo de nivelamento de adolescentes e crianças com aqueles que tem o dever e a responsabilidade de educar, cuidar e formar... maldito esse tempo que arrancou a autoridade dos pais, professores e adultos e os nivelou com crianças que ainda nem se quer sabe quando é hora de dormir ou come...deixamos nossas crianças e adolescentes por eles mesmos! Não temos autoridade para educá-los, porém,  somos adultos e pais  negligentes se acaso nossos adolescentes engravidarem aos doze anos! 

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