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O Multiculturalismo na Literatura

Saulo Menezes Castro poeta da integração com à natureza, da ciência sem cálculos e da filosofia sem teses e teorias. Poeta do envolvimento e da dança com os átomos, poeta da fusão do homem consigo mesmo, da individualidade, da consciência de existir e da integração com o universo. O homem é apenas uma pequena parte, um único membro desse corpo infinito e universal. Saulo Menezes Castro é um poeta holístico, essa idéia de integração com o universo não é um conceito da filosofia ou da psicomotricidade, na cultura indígena, asiática, africana em outras culturas que não seja essa que é basicamente cristianismo e capitalismo, a holística sempre existiu. Os índios é um exemplo dessa idéia de integração, seus deuses da árvore, seu deuses da chuva, seus deuses dos animais etc, sempre foram vistos pela cultura cristão como tolices, ignorâncias etc. Agora que estamos rumo ao uma catástrofe ambiental, podemos afirmar que a cultura do índio é a nossa salvação mas provável, e não o cristianismo que foi imposto e continua sendo imposto, com a mesmo arrogância do tempo da colonização. Não há mais espaço para as imposições, o caminho para a humanidade, agora com a democratização do conhecimento, é o sincretismo cultural e religioso. A cultura indígena é a salvação da humanidade porque essa cultura vê o homem com um ser integrado a natureza, muito diferente de nossa cultura capitalista cristão que sempre viu o ser humano com a maior e mais perfeita criação de Deus. Os deuses em todas as coisas que vemos em muitas outras culturas,deu a esses povos um respeito a natureza, que não somos nem si quer capazes de compreender. Esses deuses em tudo dessas culturas são os gnomos e os elementais da cultura esotérica. A holística pode salvar o mundo. O sincretismo que muito não gostam nem si quer ouvir falar é o caminho mais provável, agora que vivemos a era da informação, do multiculturalismo e do globalismo, o regionalismo pode ser preservado, porém não é possível represar o conhecimento, porque o conhecimento anda com o homem, e esse homem virtual é um andarilho universal. A gnose moderna de Samael Aun Weor é o maior exemplo de integração do homem com o mundo, do homem com sigo mesmo e com a cultura universal. a individualidade do homem e da natureza é preservada quando vemos o homem com um membro de um corpo universal. Em nossos corpos temos nossas individualidade, não confundimos a mãos com as orelhas, os pés com o nariz, cada membro de nosso corpo tem a sua individualidade preservada pelos instinto e pela nossa consciência de existir. A maneira como estamos organizados é que torna possível nos reconhecemos como seres humanos, e a nossa dependência do o mundo que nos cerca é que nos permite reconhecer que somos seres integrados com a natureza.O multicuturalismo é um fator importantissimo para que possa haver um intendimento entre os povos do mundo, a imposição de alguns símbolos de uma cultura determinada em um espaço onde é freqüentado por indivíduos das mais variadas culturas, é um desrespeito a essa liberdade de conhecer, de se informar, de se integrar a cultura universal. O individuo multiculturalizado amplia sua capacidade de compreensão de si mesmo como homem integrado ao universo e individuo com algumas independências preservadas.

J.Nunez

MOVIMENTO LITERARIO IMPARCIALISMO

Entre suas pernas que engole e tritura homens.

Dama da noite
Podei suas asas,
Prendi seu canto,
Fechei suas pernas,
Fiz um altar em seu nome,
Depois acendi um cigarro;
Sai pelas ruas da cidade.

Fiquei entristecido,
Quando percebi, pelas ruas,
Que todos os homens,
Em cada esquina levantava
Um tempo em seu nome.
Que todos os homens
Podava suas asas,
Prendia seu canto.

Retornei para casa,
Curei suas asas,
Soltei seu canto,
Depois notei,
Que você é uma dama da noite,
E a todos você dá o seu perfume,
Que você é pura e imoral,
Porque não lhe peça à consciência,
Que todos os homens se rendiam
Ao seu sorriso de criança,
E as suas coxas de mulher fatal,
E deixei-me ser mais um...
Entre suas pernas que engole e tritura homens.

Abilio Santana
J.Nunez

www.oimparcialismo.recantodasletras.com.br

Cadáver de noiva

Fui conduzida até o altar,
Passando entre sorrisos sinceros,
Cumprimentos e comentários
De que eu estava linda!...vestida de noiva.
Logo a festa!...
Logo um caixão no centro da sala!...,
Um rapaz num choro desesperado!....,
E pessoas comentando
Sobre um acidente de automóvel.
Eu estava ali, vestida de noiva,
Dentro do caixão no centro da sala.
Tentei desesperadamente acordar do pesadelo,
Neste instante percebi que o elo,
Entre minha carne e meu espírito,
Havia se rompido, porém, notei que existo...
Indiferente ao tempo e nesta forma espectral.
Ainda não habituei com as paredes que transpasso.
O anjo vestido de preto, e veio me envolveu,
E confortou-me com estas palavras:
_ A morte é apenas não ter um corpo
Para retornar de um sonho, como um andarilho
Que perambula pelas estradas,
Os mortos perambulam em um universo paralelo.
Agora meu corpo se descompõe
Abaixo de sete palmos de terra.

Abdias de Carvalho
J.Nunez

De Mendigo a Rei

Volto covardemente para ti, meu primeiro amor,
Volto sem lágrimas nós olhos e muita fúria na alma...
Volto agora sem medo do que virá.
Volte sem rompantes de amor e sem alegrias,
Dessa vez eu volto para sempre...
E nisso não há promessas de amor inocente e infantil.
O que existe agora é o ódio da vida,
Ódio do destino e o gosto amargo das desilusões...
Volto porque a sina é uma estrada sem saída...
Volto, retomo no caminho, e ninguém poderá me impedir.
Andei por ai mendigando amparo e atenção,
Mendigando sorriso e lágrimas por mim.
Feito filho sem mãe...Andei por ai...
Tenho ódio dessa miséria e mendigância na vida e na alma.
Volto para minha terra, para o caminho onde sou rei...

Saturnino Queiros
J.Nunez

Fetiches de amor clássico...

Fetiches de Amor Clássico

Faça de conta que não percebe o meu desejo,
Use saia que encubra os joelhos
E blusa que me encha de imaginação libidinosa,
Não me dê o seu sorriso,
Me negue sua palavra e seu olhar,
Que seja uma honra te ver passando,
Que seja sonho sonhar contigo,
Fique em perigo para eu te proteger,
Depois elogie meu feito de cavalheiro e homem viril.
Deixe eu roubar flores e enfeitar os seus cabelos.
Se eu pedir um beijo de recompensa
Fique tímida, abaixe a cabeça
Feito menina recatada e apenas prometa.
Faça de mim apenas um entre um milhão de pretendentes,
Deixe eu ser conquistador de um beijo seu,
Deixe eu construir o nosso ninho, sou homem sério,
Um sonho de marido para seus pais.
Deixe eu comprar os seus vestidos rendados e floridos,
Deixe eu ornamentar a casa com rosas,
Depois diga ainda que precisa pensar um pouco.
Se aceitar namorar comigo, depois de tanto insistir,
Me dê apenas um sorriso e um beijo no rosto,
Para que eu lute até a morte
Para conquistar um pouco mais de você.
Agora o que é natural que você faça
É vestir sua minissaia e sua blusa que não encobre nada,
Calçar seu sapato vermelho de salto fino
Entrar em seu carro e ir para casa ou para onde bem entender.
E quando a mim, me deixe aqui,
Quero ser usado por outro ainda essa noite.
Quando me encontrar pode fingir que não me vê,
Que nunca houve nada para lembrar,
Vai ver que realmente nunca houve...
Certamente isso ainda é o seu fetiche depois da cama.

Abílio Santana
J.Nunez

O IMPARCIALISMO

Reestruturação da família e da sociedade

Reestruturação da família e da sociedade
http://matizesdoamor.blogspot.com/

A literatura contemporânea busca a leitura do homem e seu tempo. Para representar essa nova realidade e esse novo olhar sobre a indústria, o poeta Imparcialista Cícero Fernández busca representar essa parcela da sociedade pós-ilusão modernista, industrial e tecnológica. Esse poeta busca o equilíbrio e a harmonia entre a industrialização a natureza destruída por esses duzentos anos de exploração dos recursos naturais, o equilíbrio entre a família e o trabalho, a liberdade sexual e outras liberdades e a decência, entre o corpo físico e nossa condição biológica e primitiva que sua nós fazem de vitimas da natureza e todo tipo de poluição moderna, entre o sexo e o amor, a saúde e essa loucura da vida contemporânea, o consumismo e o essencial, essa busca de equilíbrio e harmonia entre a nossa vida interior e exterior e muitas outras buscas de equilíbrio e harmonia. Essa busca por equilíbrio os Poetas Imparcialistas denominaram de Bucolismo Urbano que é refletido no poema abaixo: Visões Holística.


Parque Indústria Alameda dos Ipês

O cheiro dessa manhã de outono ainda está no ar,
O sol ainda não aqueceu o dia,
E ainda são poucos os motores pelas ruas da cidade.
Dentro de casa, minha família com tantas outras
Se apronta para mais um dia de trabalho e estudo.
Aqui em casa é lei: Um dia começa com um bom dia
E um sorriso de compromisso coletivo e família...
Hoje é meu dia de ir a pé para o trabalho,
Aprecio o parque indústria na Alameda dos ipês,
E o bosque co2 criado pelas indústrias da cidade.
As ruas foram ornamentadas de flores,
Caídas com a chuva fina que trouxe essa brisa
Para essa manhã de um dia de maio,
Os passarinhos enceram seus cantos das primeiras horas do dia.
No final da alameda dos ipês, os idosos conservam a vitalidade
Na academia de ginástica ao ar livre,
Conservam o sorriso e a amizade que desconhece solidão.
Lembrei daquele verso do poeta Francisco Medeiros:
“Através da natureza, Deus nos sorri todas as as manhãs”
Quero viver esse dia naturalmente
E tão ocasional quanto são os dias de chuva ou sol.

Cícero Fernández
J.Nunez

MOVIMENTO LITÉRARIO IMPARCIALISMO
A poesia do poeta Imparcialista representa a sociedade contemporânea em busca do equlibrio entre a natureza e a industria, entre a exploração e a conservação do meio ambiente....

Um Buquê, um punhal

Traição
http://literaturaimparcialista.blogspot.com/

Certamente foi uma noite e tanto...
Ela jantou com outro,
Dançou com outro,
Bebeu moderadamente com outro,
Fez aquilo que chamamos de amor com outro,
Ganhou promessas e presente de outro,
Foi deixada `a porta de casa,
Com um beijinho na boca, por outro.
Na madrugada de domingo para segunda,
Bateram à sua porta
Ela espiou pelo buraco da fechadura,
Um homem estava à sua porta,
Tinha as mãos colocadas para trás igual os namorados românticos
Trazendo um buque de rosas vermelhas.
Ela reconheceu que aquele homem era seu ex-marido
Abrir a porta imaginando que ele viesse implorar que ela o aceitasse,
Ela não teve medo, o orgulho, a vaidade
E auto-estima falavam auto naquela madrugada.
Ela ficou surpresa com o silencio do homem à sua porta,
Ela foi surpreendida uma punhalada no estômago,
Estão ela descobriu que o homem traído em tantas noites e tanto...
Não trazia rosas vermelhas igual a namorados românticos.
No outro dia o jornal estampou na manchete,
Marido fracassado mata mulher por ciúme e inveja...

Salomão Alcantra
J.Nunez

O IMPARCIALISMO

O imparcialismo tem a função de estudar o novo contexto em que estamos vivendo, o tema desse poema está associado a realidade que estamos acostumando ver e ouvir. quantas vezes vemos e ouvimos na televisão que un sujeito matou a familia porque sentia se humilhado, porque perdeu sua auto estima, sua honra de homem e certamente não sabia mais qual era o seu papel dentro da sociedadade.
Essa é uma das conscequencias da industrializacão e os avanços tecnologicos, essas mudanças que estão desconfigurando homens, mulheres, sociedade e a geração que está agora em processo formação. Sou pessimista quanto ao ser humano encontrar o equilibrio, do mesmo modo que muitos de nós olham os problemas climáticos que infrentamos nesse momento histórico. Esse poema não apontou caminhos, apenas relatou uma realidade cruel.
J.Nunez

Amo assim: sem meios tons

Plumas
http://literaturaimparcialista.blogspot.com/
Preciso de sua lágrima,
Porque meu coração é seco e inseguro.
Caminha para além das formas fixas e sólidas,
E desta maneira aprendi
A ver a brevidade do tempo
E fiquei com esta mania
De querer intender-me.
Preciso de sua lágrima,
Com meus olhos sei apenas olhar para a vida
Como um construtor de casas.
Sei apenas coloca-los do avesso
E olhar para dentro de mim,
Onde não há humanidade e meio tom.
Tenho canseiras onde não tenho formas,
Deixe-me em seu colo como um filho,
Seguro do seu amor.
Deixe que eu adormeça em seus braços,
Depois carregue-me para nosso ninho,
Feito das plumas de suas asas seguras.
Preciso de sua lágrima,
Porque meu coração é deslocado e selvagem.
Navegue neste oceano invisível de amar,
Igual aves migratórias que abandona a praia,
Viaje planando nas correntes de ventos.

José Nunes Pereira
J.Nunez

O Eremita

No silêncio de uma cela
O Deus único se revela
A um Monge em um mosteiro
Um prisioneiro preso o dia inteiro.

Auto-vigia o que deseja
Contra si mesmo peleja
São vícios e demônios
Que morrem com suplícios.

A Deus suplica
Como o irmão Francisco
Clama pela morte do pecado
Fora de si tudo é calado

Em si mesmo não cala
Para que cala peleja
Em êxtase si vê
No silencio da cela

O Deus se revela.
Desconhecem a vida do monge
Que em espírito vai longe
Trancado todo o dia

Sua vida parece vazia
Ao espírito dedica,
A si mesmo purifica
E faz profecia, anda em céus

Fala com anjos
Com suplícios purifica
A si mesmo açoita
É um santo eremita

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

Antes de tudo, humano....

Qualquer pessoa, antes de qualquer estereótipo é um ser humano, e essa condição faz por si só qualquer pessoa de bem, digna de respeito, admiração e conscideração...
Antes que me digam que uma sociedade sem os estereótipos e os tipos populares é uma sociedade morta e sem graça; digo as razão pela qual o mulato e o negro não os aceita. Os estereótipos são colocados em um grupo social para divertir o grupo social que exerce o poder na sociedade, são colocados para delimitar e incapacitar um grupo socialmente inferiorizado, um exemplo: o índio é preguiçoso, o negro é vagabundo e o mulato é um pouco de cada coisa. Se os estereótipos existem, inevitavelmente, vá colocá-los em outro grupo social, porque o mulato é sabido de mais para aceitá-los. O negro inteligente não aceita ser chamado de negrão ou qualquer coisa que o delimita, porque esse negro inteligente sabe do peso histórico que por de trás dessa palavra e de outras que o caracteriza socialmente. A resposta para essa questão é uma frase feita: “chamar um branco de alemão não é preconceito, agora, chamar um negro e negrão é’. PORQUE É PRECONCEITO !?.... É preconceito porque na palavra negrão e em outras palavras que não é preciso pronunciar, estão carregada de estereótipos que foram construídos ao longo da história, e que o próprio negro aceitou por carência , necessidade e ilusão de ser aceito, e de certo modo apreciado. Os estereótipos possuem esse poder de iludir, de dar ao excluído um falsa ilusão de que ele é aceito e apreciado: um exemplo claro é o malandro e a mulata que ainda possuem essa ilusão de que são aceitos. Não é difícil observar que o malandro foi aceito até o momento que era conveniente e proveitoso aceita-lo como um produto da cultura popular, mas o que o grupo social a qual esse malandro pertence, ganhou com essa caricatura de si mesmo? Absolutamente nada, a não ser mais um estereotipo que os delimitam. Para que serve esse malandro hoje? Agora a mulata serve e muito! Basta que essa mulata continue com seu rebolado enlouquecedor que ela continuará servindo para alguma coisa. Um vez me disseram que as mulatas são mais quentes que as mulheres brancas, perguntei a esse individuo:_ Onde você imagina essa mulata trabalhando? Eu mesmo respondi:_ Certamente essa sua mulata idealizada sexualmente não trabalha como gerente do Banco do Brasil; certamente essa sua mulata idealizada e quente é uma prostituta de esquina...ou qualquer outra coisa que a exclui de participar dignamente da Sociedade, e aquela loira que não é muito quente ao seu modo de ver, onde você a imagina trabalhando? Certamente em algum lugar no mínimo digno!...Esse é o motivo pelo qual o negro não aceita os estereótipos. Quando chamamos um alemão de alemão estamos nos referindo apenas a sua características físicas, agora, quando chamamos um negro de negrão, ressuscitamos todos os estereótipos e preconceitos históricos que há por de trás dessa palavra. Basta lembrarmos os sinônimos associados a palavra negrão que foram construídos ao longo da historia.

J.Nunez
Movimento Literário Imparcialismo

Simpatia para virilidade masculina...

De fora da pista de dança, lá da porta
Perto da saída de emergência
Ela tem uma vista panorâmica.
Feito caçadora, ela procura com os olhos e me vê presa fácil,
Que não resistirá suas garras de caçadora da noite.
Ela me avalia com seu olhar infravermelho
E sabe que eu cumpro todos os requisitos
Para uma única noite de prazer.
Ela sabe que sou frouxo e fácil...
E que não quero mais que um dos seus olhares,
Não sou o inconveniente que fica perguntando:
_ “você me ama ?”
Se acaso eu pedir será apenas uma safadeza
De fetiche de amor clássico.
Tudo consumado, ela veste sua roupa sem saber meu nome...
Ela se diz razoavelmente satisfeita...
E seu nome esqueci de perguntar.
Ela se diz razoavelmente satisfeita.
Ela não sabe do meu segredo de virilidade:

Tomo diariamente e nas horas pares e por sete dias seguidos,
Um copo de limonada adoçada com mel.
Quando quero dinamizar os resultados,
Como num prato branco com uma colher de pau
Nas horas ímpares, uma colher de abacate amassado com limão.
E para garantir o sucesso da noite
Tomo um copo do afrodisíaco Chora Menina,
Esse é segredo de meu tataravô.

Ela veste sua roupas enquanto diz você é mais cheiroso
Que uma moça, e conclui_ ainda bem que sou bissexual...
Sou cheiroso com uma moça e faço as axilas e as sobrancelhas...
Afinal sou homem moderno:
Metrossexual e estou pensando em colocar silicone no bumbum...

Abílio Santana
J.Nunez

Onde sou lembranças de um amor....

O tempo não é estrada, não é chão de areia
E o vento não sopra onde sou lembranças de um amor.
Por isso está aqui em meu peito
Suas garras, suas pegadas no caminho.
Ainda te vejo indo embora, ainda sonho contigo
Para casa voltando, quero muito acreditar,
Insisto nesse engano de que você ainda não me esqueceu...
Não sei até quando sou capaz de viver assim...
De enganos e ilusões de amor, sabendo tanto de você!
Sei que você pode me abandonar,
E até para sempre me esquecer,
Mas eu te espero, quase que sem querer, mesmo sabendo
Que você nunca mais vai voltar aqui,
Onde de alguma maneira fomos felizes
E isso você não pode negar...
Não sei mais se te espero ou se espero o tempo apagar
Suas garras, suas pegadas no caminho...
Eu não sei o que faço sem você,
Eu não sei o que farei se não tiver essa dor para chorar...
Sofrer por amor, essa tristeza
E essa lágrima contida em meus olhos
Fazem de mim um homem digno do amor de outra mulher...
E no fundo dessa dor, eu amo sofrer por amor.

José Nunes Pereira
J.Nunez

Eu te amo com muito amor, rancor e ódio.

Pretexto (analítico amoroso)

Não vou ficar justificando meus erros,
Não preciso de palavras que dizem mais que a verdade,
Não vou dividir entre nós dois,
Nossas verdades e nossas mentiras.
Nós já conversamos e nós desentendemos ainda mais
E cada palavra dita abre um novo desencontro.
Não precisa perdoar, afinal não faz muita diferença
Te amar ou te odiar, de qualquer forma é uma maneira
De ter você, é um jeito de me sentir presa,
É um modo de me sentir sua.
Não precisa perdoar, afinal o perdão é indiferença
E põe um fim em tudo que é confuso é vivo,
Porém concordo que às vezes é preciso perdoar
Para que você me engane outra vez
E assim eu continuo te amando e te odiando ainda mais.
Não pense em consertar, deixe assim com está,
Prefiro os pretextos para te ver
Que os encontros marcados,
Porque é assim que nosso amor continua vivo...
Não conte os momentos felizes, sei que foram poucos,
Não conte os momentos tempestuosos sei que foram muitos,
Não há que se importar, afinal de qualquer modo,
São momentos que contam nossa historia.
Não quero diferente, é assim que nosso amor vive, e pronto...

Darci Costa
J.Nunez

MOVIMENTO LITERARIO IMPARCIALISMO
Esse poema reflete o que eu mais amo na poesia: humanidade sem pudor, sem meios tons, sem virtudes fingidas e moral falsa. Acredito que é nos observando sem pudores e vaidades de ser, observando toda a intensidade de sermos humanos, que chegaremos ao autoconhecimento.
Esse é o objetivo nobre de minha obra literária.

A Sociedade do Prazer

A hipocrisia salva....

A nobreza de todas as formas de amar vem da personificação do desejo,
não podemos viver todas as sensações, sentimentos e pensamentos
Que habitam nossos cinco sentidos. Para não nos perdermos em um labirinto de desejos
insaciáveis e mantermos a lucidez, colocamos nossas sensações, pensamentos e
sentimentos obedientes as leis biológicas, condutas morais, comportamentos sociais,leis religiosas e espirituais. Essa lucidez e essas rédeas que colocamos nas sensaçõesnos pensamentos e nos sentimento é que nos permitiu manter um equilíbrio básico na sociedade.
Caminhamos para concretizar a sociedade do prazer, essa sociedade que
busca o eliminar o preconceito, e junto com ele eliminar os parâmetros e os limites entrecerto e errado, os direito a ter opiniões, e assim fazemos o caminho inverso:
Caminhamos para a despreconceitualização que é a ditadura do preconceito que elimina o direito a opinião.
Essa sociedade do prazer que solta às rédeas do desejo é a sociedade que caminha para o caos social e humano, estamos formando uma nova Sodoma e Gomorra. O caminho que nos salva e sempre nos salvou foi o da hipocrisia que conserva nossas sujeiras humanas em um lugar reservado a elas; se deixamos aflorar dotas as nossas sujeiras internas e eliminar as rédeas e a hipocrisia estaremos levando a humanidade inteira para as baixezas humanas, e nos igualaremos por baixo, já colocamos o puteiro dentro de nossas lares, quando permitimos garotas de fio dental rebolando em nossa sala de estar onde aos domingos estão nossos pais, nossos avôs, nossa esposa e nossos filhos
que devem ser educados para que se tornem homens capazes de guiar a si mesmo e a sociedade, capazes de formar família e respeitá-la, capazes de guiar e servir a
sociedade.
O sexo sem rédeas entorpece a sociedade, a necessidade de equilíbrio e a capacidade de se guiar sem se perder dentro dos labirintos do desejo faz com que personificamos o amor e o desejo em um único corpo, essa fato mostra que subconcientemente sabemos
que o desejo sem rédeas e a sociedade do prazer está nos levando ao caos social e humano. Somos uma sociedade viciada em sexo.
Temos lugares para nossos lixos, nossos esgotos e nossos expurgos; estão porque não conservamos a hipocrisia que é o nosso lixo interior, onde colocamos todas as nossas sujeiras que desobedecem as leis que equilibram a sociedade, o humano e a alma.

Murilo Santiago
J.Nunez

O IMPARCIALISMO

As palavras são caminhos sem volta.

Distração

Pense muito bem no que vai dizer
Porque nem tudo posso perdoar
E alem do mais estou nos meus limites
E as palavras são caminhos sem volta.
Aceitei ficar em sua vida
Sem que eu acrescentasse muito mais
Que ser seus momentos de distração
E recebendo em troca as migalhas
De um amor que você nega,
E o tédio das horas de solidão.
Fiquei em sua vida
Olhando a minha vida esvair
Sem esperar muito mais
Que uma noite em que sou
O seu momento de distração
Depois acabou e suas desculpas
Estão na ponta de língua
E a realidade, sou eu te esperando
Mais uma vez, e você se entediando
Com sua vida desastrosa.
Essa noite o que me resta é adormecer
Para não esperar mais nada...

Darci Costa
J.Nunez

Depois do amor que não houve.

Imitação da vida

O circo foi embora
Não levou a alegria que não houve.
O teatro fechou as cortinas
Pondo fim no espetáculo que não aconteceu.
A tela no cinema apagou
Sem revelar mais que eu já sei.

Tudo isso não é nada mais
Que imitação da vida
Essa que é menos dinâmica
E tem à agonia
Da morte constante e lenta.

Ela me beijos
Depois do amor que não houve.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Só quero a verdade do seu olhar.

Olhos


 Há nos olhos
O tom da verdade,
 Do verde
Do azul,
Do preto,
Do castanho,
E de uma cor indefinida,
Que sempre muda
Na claridade
Exposta ao sol
E em sentimentos
De breves e diferentes tons...
Qual é a cor dos seus olhos
Não importa!..Só quero a verdade que eles contém.

Francisco Medeiros

J.Nunez

O guardião do fogo sagrado

O Esoterísmo na Literarura Imparcialista


Jonas Corrêa Martins é o poeta do misticismo, do ocultismo, da experiência consciente em metafisica e da vivencia da espiritualidade. É o poeta deste tempo de liberdade religiosa e de cultura globalizada, tempo de multiculturalismo em que as religiões se fundem no conhecimento esotérico. É poeta sem corpo físico e suas vivencias são metafisicas. Poeta da subjetividade objetiva e do realismo abstrato consciente, sua poesia em nem um momento é fluxo inconsciente de pensamentos e por mais abstrato que possa parecer, neste poeta existe a vivencia desta realidade metafisica. Não se deve confundir sua experiências fora do corpo físico com meras construções e malabarismos semânticas, é ainda mais grave confundi-lo com subjetivismo inconsciente.É EVIDENTE a influencia gnóstica esotérica na poesia Imparcialista, o poeta Jonas Correa Martins é absolutamente esóterico,

O guardião do fogo sagrado

Naveguei nas correntes astrais
Transpassei coisas sólidas
Ignorando tempo e espaço,
Desprezando os desertos da alma
Procuro o mestre Sarápi Bei
Conjurei homens de túnicas,
Perguntei ao povo onde
Está senhor do fogo...
Até que encontrei um menino
Que acreditei ser o grande disciplinador.
Ele disse: _Eu também te procurava.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez


Espiral

O cão não respeita a lei de gravidade
O cão sem asas flutua em meu encalço.
Sou plumas e sangue que escorre metafísico
Pelas veias da terra.
Sou pedra e plumas
Que o cão morde o calcanhar.
Flutuo em um sonho lúcido,
Retorno consciente com tudo na memória.
Deixa que a vida se estenda
Até o pé da morte
Que é o inicio de uma nova espiral,
Ou a extensão de uma linha reta
Que é a eternidade.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

Locuções Interiores

Porque vai chegar tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas, sentiram cócegas nos ouvidos, reunirão em volta de si mestres conforme suas paixões. Timóteo cap 4 ver 3.

É madrugada em minha vida,
Todas as portas estão trancadas,
As luzes das casas se apagaram
E só me resta voltar para a solidão.
Vou caminhar mais um pouco dentro da noite,
Vou resistir mais um pouco em voltar para casa,
E quando amanhecer a solidão
Feito menino desamparado,
Se perderá de mim na multidão.
Quantas vezes amanheceu em minha vida,
Quantas vezes deixei a madrugada,
E me tornei mais um na multidão
Onde eu tentei me esquecer
Igual a qualquer coisa que não sei que existi.
Mas o fato de me sentir
Destaca-me a mim mesmo
Como se eu fosse o único a vestir essa pele.
Estou me rendendo feito um boi
Que lentamente se entrega a morte.
Quando eu desisto, escuto o chamado
Que vem das montanhas silenciosas,
Das profundezas do meu ser,
Das cavernas escura feito a noite,
Das sensações de existir...
Quanto me entrego, escuto o chamado
Que me mostra o único caminho
Que meu ser deseja caminhar,
Então, sinto o silêncio e a solidão,
Que feito à morte me envolvem em seus braços.
Você que canta, dança, sonha, vive,
Não sabe nada da solidão do caminho
E do chamado para as noites de tormentas,
Para os precipícios da alma,
Para o silêncio e a solidão nas montanhas,
Para os desertos onde uivam cães famintos...
Não sabes que deves deixar o seu primeiro amor...

Jonas Correa Martins
J.Nunez

MOVIMENTO LITERÁRIO IMPARCIALISMO

Uma Madrugada de Amor

Quem te vê assim sorrindo,
Quem vê o nosso amor em paz
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem me vê assim:
Pai e homem de família
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem me vê assim cuidadoso,
Quem te vê carinhosa comigo
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem vê essa harmonia em nosso lar
Quem sente essa energia de nossa casa
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem te vê linda e de bem com a vida,
Quem te vê mulher e mãe
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Para quem não sabe eu digo que:
Uma madrugada de amor
Pode salvar a vida a dois,
Pode fazer esse mundo melhor.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Forja de Provação (espiritualista)

Se o amanhã pertence a Deus,
hoje quero viver segundo a sua lei,
e sob luz dos mandamentos seus,
sou perseverante, e nada temerei.

Por caminhos de pedras andarei,
poderá até me faltar a sua luz,
porém, jamais deixarei
de caminhar rumo a sua cruz.

Ando pelo deserto da alma
Sou forjado no fogo da provação
Perdi a paz, perdi a calma.

Senhor, estendestes-me a sua mão,
colocaste-me outra vez de pé,
estou forte, e novamente tenho fé.

13 out 05
Francisco Medeiros
J.Nunez

O Imparcialismo é um movimento literário que busca a poesia para o novo contexto, a poesia que faça uma leitura do homem contemporâneo, com seus medos, suas aflições, suas duvídas, sua fraquezas, seus sofrimentos, seu comportamento diante a vida etc.
Essa é a poesia para a Ara da Informação, para a mulher emancipada e para o homem desmotivado e desorientado.
O Imparcialismo é escrito por catorse poetas ou pseudônimos de J.Nunez

Se a vida continua o amor não passa

Escorpião -Touro

Se a vida continua
O amor não passa,
Se o corpo envelhece
O amor não passa,
Se a alma enobrece
O amor não passa,
Se suposto amor chegar
O amor não passa,
Se a vida descaminha
O amor não passa,
Se a morte chega
O amor não passa,
Se escrever outro historia
O amor não passa.

Homens e mulheres sofrem de maneira diferente o mesmo amor...

Só me resta fazer
Desse amor meu segredo,
O mistério no olhar,
Sofrer um grande amor
Enobrece o meu coração.
Deixa essa leve tristeza,
Quase que sem explicação.
Sofrer um grande amor
Faz do homem digno
Da mulher que ama,
Sabe amar de verdade,
Sofrer um grande amor,
Faz do homem puro
Admirável, carente e discreto...

Saturnino Queiros
J.Nunez

(poema escrito dentro da métrica imparcialista)

Copa do Mundo e Patriotismo Brasileiro...

O patriotismo brasileiro e a consciência de que somos uma nação fica muito mais evidente nas copas do mundo, esse patriotismo e essa consciência de brasilidade deveria continuar depois da copa. Esse patriotismo não deveria estar associado somente ao futebol. A consciência de Brasilidade deveria estar relacionada à nossa consciência política, a nossa formação histórica e nossa condição humana e a nossa consciência de um povo. O que mudará depois da copa ou depois que seu time for campeão? Nada! Não é um mal que sejamos patriotas, ou tenhamos consciência de que somos uma nação apenas nas copas do mundo, o mal é que não somos ou não temos consciência política e de unidade quando estamos fora desses eventos esportivos. Somos um povo olhando para uma África no coração e na alma, Somos um povo olhando para uma Ásia no coração e na alma, Somos um povo olhando para uma Europa no coração e na alma,
E o nosso índio no coração e na alma?
Somos ainda colonizados e colonizadores de nós mesmos.
Somos ainda o europeu e o asiático que veio para ganhar dinheiro, somos os africanos trazidos a força, e o nosso índio? O nosso índio é o dono da terra é o brasileiro mais brasileiro sem precisar de consciência de brasilidade, os índios são naturalmente dessa terra e não precisa de consciência de Brasilidade.
A copa do mundo é uma festa brasileira, nas festas temos a ilusão de que somos unidos em um único grupo social, depois que acabar a festa, vamos um para cada lado e perderemos essa ilusão de brasilidade e falsa consciência de nação. Esse patriotismos deveria estar associado a consciência política, a formação cultural, a preservação cultural associada ao desenvolvimento cientifico e tecnológico, esse patriotismo deveria estar associado ao voto que decide o futuro um pais, a consciência de unidade lingüística e territorial, a consciência de multiculturalismo dentro de um grupo, esse patriotismo deveria estar associado a nossa educação e os nossos direitos e deveres de cidadão.
É incrível que morremos de parada cardíaca na copa do mundo, não somos capazes decorrer do coração com tanto roubo em Brasília e tanta diferença social e descanso com a educação e a saúde.
Nessa copa do mundo esquecemos os padres pedófilos, as catástrofes ambientais, o aquecimento global, a política brasileira, a criança embaixo da ponte e educação a beira do abismo, os doentes nos corredores de hospitais...etc.Isso é a desinformação da informação, é o descanso em nome do prazer e do capitalismo.
Olhamos para o nosso próprio umbigo, pintamos e vestimos para a copa do mundo cachorros que detestam bomba, se esses cachorros pintados e vestidos tivessem consciência de copa do mundo torceriam contra o Brasil para que não sofram com bombas rojões.

J.Nunez

“Através da natureza, Deus nos sorri todas as manhãs”

Parque Indústria Alameda dos Ipês

(poesia de engajamento social e ambiental)
O cheiro dessa manhã de outono ainda está no ar,
O sol ainda não aqueceu o dia,
E ainda são poucos os motores pelas ruas da cidade.
Dentro de casa, minha família com tantas outras
Se apronta para mais um dia de trabalho e estudo.
Aqui em casa é lei: Um dia começa com um bom dia
E um sorriso de compromisso coletivo e família...
Hoje é meu dia de ir a pé para o trabalho,
Aprecio o parque indústria na Alameda dos ipês,
E o bosque co2 criado pelas indústrias da cidade.
As ruas foram ornamentadas de flores,
Caídas com a chuva fina que trouxe essa brisa
Para essa manhã de um dia de maio,
Os passarinhos enceram seus cantos das primeiras horas do dia.
No final da alameda dos ipês, os idosos conservam a vitalidade
Na academia de ginástica ao ar livre,
Conservam o sorriso e a amizade que desconhece solidão.
Lembrei daquele verso do poeta Francisco Medeiros:
“Através da natureza, Deus nos sorri todas as as manhãs”
Quero viver esse dia naturalmente
E tão ocasional quanto são os dias de chuva ou sol.

Cícero Fernández
J.Nunez

MOVIMENTO LITÉRARIO IMPARCIALISMO
A poesia do poeta Imparcialista representa a sociedade contemporânea em busca do equlibrio entre a natureza e a industria, entre a exploração e a conservação do meio ambiente....

 J.Nunez

A essência do amor

Depois das grosseirias realistas de Abílio Santana e Salomão alcantra nada melhor que a doçura de Francisco Medeiros.

A essência do amor

Eu trago flores, breves,
Eternas na lembrança,
Para enfeitar o meu dia,
Com sua alegria,
Igual a de uma criança,
Brincando na sala de estar.

Busco para você,
Neste campo de flores e espinhos,
Aqui dentro de mim,
Assência do amor,
O melhor jeito de amar,
É amar você por toda vida.

Não há vida além dos seus olhos,
Nem conforto maior que dos seus abraços,
Nem prazer maior que o do seu corpo,
Nem há partida, pois somos um só.

Quero que nossa felicidade
Seja assim: sem motivo aparente,
Igual o teu sorriso simpático
Refletindo as virtudes de sua alma,
Espontâneo como um sol da manhã
Que sai lentamente de traz de nuvens brancas.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Como laçar um homem difícil

Certamente esse homem não sou eu,
Porque eu sou fácil, fácil...
Sou fruto da conquista de poder, da emancipação da mulher
E de suas permissões sexuais sem conquistas.
Mas se acaso você encontrar esse homem
Aqui vai um feitiço para que você prenda esse homem difícil
Porque certamente esse homem está em extinção.

Ingredientes:
1 caneta
1 pedaço de papel cor-de-rosa
1 calcinha que seja ou um sutiã que seja seu
1 vaso com flores de sua preferência.
(Eu gosto de flores de Amarílis)
Escreva o nome desse homem “difícil”
No papel cor-de-rosa e dobre em 4 partes.
Use esse papel preço na sua calcinha,
Ou em seu sutiã durante um dia inteiro.
Depois enterre o papel no vaso de flores.

Agora, se você pertence à sociedade do prazer,
Essa sociedade que leva o prazer acima dos conceitos de certo e errado,
Essa sociedade que não sabe aceitar a vida e nem a morte,
Estão não se de tanto trabalho, estou aqui!
Sou do sexo fácil e degenerado...
Na sociedade do prazer não existe homem difícil,
Somos muito fácil, fácil e entorpecidos pelo sexo fácil.

Abílio Santana
J.Nunez

As três fases do amor

Dói mas é quase verdade
Pelo menos para mim que sou realista
E possuo a franqueza cruel.
O amor têm três fases,
Quando somos adolecentes
O amor nasce no olhar,
E mora eternanente em nossos corações,
Quando temos meia idade igual a mim,
O amor nasce no olhar e morre no sexo,
Quando ficamos bem mais velhos
O amor nasce no olhar e ali mesmo morre,
No olhar, de onde nunca devia ter saido....

Salomão Alcantra
J.Nunez

“O acaso deixou para nós dois a noite mais linda que houvera.”

Ornamentos
Trouxe rosas vermelhas
E um verso doce e emprestado
Do poeta Francisco Medeiros :
“O acaso deixou para nós dois a noite mais linda que houvera.”
Meu verso não é tão clichê .
Se eu falar de amor
Será sem figuras de linguagem,
Será sem metáforas,
Será um pouco mais diet.
Meu amor é na verdade
Uma tormenta entre as pernas,
Um olhar guloso e incontido,
Um remexer de quadris.
Meu amor é sem ornamentos,
Meu amor não é de sonhos,
Meu amor é necessidade dos instintos,
Meu amor carrega o peso morto da vida.
Ela ainda quer um príncipe,
Então, preciso de ornamentos e um verso
Do poeta Francisco Medeiros.
Não importa os meios, tudo tem o mesmo fim.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Eu queria ser amado como antigamente...

Inconcebível

http://literaturaimparcialista.blogspot.com

O dia amanheceu ensolarado por aqui.
Dois drinques sobre o móvel da sala, o que sugere?
Sussurros abafados vindo do quarto
Com a porta entre aberta, o que sugere?
Dois corpos nus banhados de sangue, o que sugere?
Se o marido caminha na ponta dos pés,
Com o coração na boca e os olhos dilatados
Pelo medo da verdade e a fúria, o que sugere?
O sangue escorreu pela casa e passou as soleiras das portas
Para denunciar dois assassinatos e um suicida.
Dony pegou em fragrante o inconcebível aos seus olhos
De homem degenerado.
Dony esqueceu que vivemos na Sodoma
Da liberdade de expressão e das liberdades sexuais.
Ela bem que tentou explicar com àquela frase de filmes e novelas:
_ Não é bem o que você está pensando.
Dony é do tempo do Getulio Vargas, por isso fatalista e suicida,
Mas o Dony certamente não vai entrar para a história,
É só mais um marido traído nessa manhã na manchete no jornal.
O Dony não entende!
O amor é assim incompleto e inacabado como a escultura de Rodan,
Porém completo aos olhos de quem ama e vê apenas o essencial.
Não concordo com o editor desse jornal sobre a mesa,
Está manchete é muito clichê,
Quem deveria ser notícia de primeira página
É o marido da ministra; enquanto ela trabalhava
Ele comprava filme pornô em uma tv a cabo e com o dinheiro público.
Ele sempre fez isso, mas em tempo de crise é que abrem o bico
E aparece crimes, fraudes e corrupções que se vê todos os dias.
Os Estados Unidos era perfeito e um exemplo até a pouco tempo,
Agora está parecendo a mulher do Dony.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Poema nascimento

Você Sorriu ...


Você sorriu, e tudo Valeu a pena,
E meu mundo de resumiu em contemplação...
Você sorriu, quando bastava existir
Para que o mundo se tornasse melhor,
Para que a vida ganhasse outras cores,
E o futuro ficasse certo
Como uma manhã de sol.
Você sorriu, então as palavras ficaram poucas,
Então a vida ficou bela e simples
Como uma pétala de flor que basta existir.
Você sorriu e descobri o que há de mais puro e nobre
No coração humano e que há virtudes
Nos sonhos dos homens.

J.Nunez
poema para minha fllha Allana

Com Você eu Aprendi...

Com Você eu Aprendi...
Com você descobri muito mais de mim mesmo,
Com você eu aprendi não só a sorrir,
Mas também a chorar e sofrer por amor.
Com você aprendi que o sacrifício e a lágrima
Fortalecem a alma e madurecem o espírito.
Foi te conhecendo que descobri
O quanto você é melhor do que eu,
O quanto sou exigente com os outros
E o quanto eu cobro de mim mesmo.
Com você aprendi a esquecer o mal
Que outras pessoas me causaram
E a lembrar o bem que elas se dispuserem a fazer por mim.
Com você aprendi a dar um sorriso a quem precisa
E uma palavra de apoio e gratidão nos momentos difíceis.
Com você eu aprendi a pedir a Deus
Coragem nós momento que tive medo,
E agradecer a ele o fruto do meu trabalho.
Com você eu aprendi que os amigos torcem pelo nosso sucesso
E que aquele que chamamos de inimigo,
Cabe ele o papel de nos fazer melhores.
Com você eu aprendi a respeitar as opiniões contrarias,
Porque as nossas verdades são etapas do caminho.
Com você eu aprendi que o tempo, que nem se quer existe,
Escorre e apaga todas as nossas diferenças.
Com você aprendi que o que tenho chamado de minha cruz
E na verdade a vida sendo vivida com todo o seu realismo
Capaz de fazer nos melhores feito pedras polidas.
Com você eu aprendi que o reconhecer meus erros
É o caminho mais curto para a perfeição.
Com você eu aprendi que o Amor
É a única religião na qual todos nos pertencemos
E que morte que chega inevitavelmente,
É de fato a única idéia da qual ninguém discorda.
Com você eu aprendi que o perdão
É um bem que se faz a si mesmo e ao próximo.
Com você eu aprendi que o arrependimento
Vem de nossa alma que almeja a perfeição.
Com você eu aprendi que a vida são dois caminhos,
Um é o que eu mesmo faço,
O outro é aquele que a vida nos leva.
Com você aprendi que no homem e na mulher
A espaço mais que suficiente
Para o adulto e a para a criança em nós.
Com você eu aprendi a confessar meus erros,
A dizer que tenho medo e alcançar uma mão estendida.
Com você eu aprendi uma canção alegre,
Uma lição de vida, o peso das palavras
E uma historia para contar.

 Francisco Medeiros
J.Nunez

A vida é feita de amor e amizade....

Não tenho rompantes de amor,
Meu amor é lento e forte feito boi de carro,
Não tenho amizades repentinas e volúveis,
Sou fiel como um guerreiros samurai.
Não me peça para ter ilusões ou sonhos,
Sou linear feito a flecha apontada para o alvo,
Sou linear feito a flecha,
E não importa se o meu caminho para o alvo seja curvo.
Minhas palavras não vão por ai ao sabor do vento,
Minhas palavras são pesadas, medidas e avaliadas.
Minhas palavras não são tagarelices tolas,
Minhas palavras têm o poder de matar e fazer viver.
Meu amor não é feito em uma noite de ilusões
Meu amor é sólido, certo e patriarcal.
Não sou daqueles companheiros de estrada
Que sente medo e retorna no caminho,
Meu código de amizade é muito simples:
Ou você está comigo ou não está comigo,
Se vier comigo é para o que der e vier.
Não tenho malabarismo na palavra
E nem a flexibilidade do homem de negócio
Eu sou de princípios e de verdades intocáveis.
Eu posso até perdoar uma infidelidade,
Mas eu sei que depois de uma traição
O amor e a amizade são rosas sem pétalas.

Saturnino Queiros
J.Nunez

A velha casa de flores

Deste lado da rua,
A velha casa de flores,
Do outro lado da rua,
A rosa abandonada
No canteiro deserto.

Deste lado da rua,
Á porta da casa,
As flores se oferecem
Sem pudor algum,

Do outro lado da rua,
A rosa para ser roubada,
Feito menina recatada.

Deste lado da rua
As flores murchas na calçada
Têm seu preço,

Do outro da rua
A rosa cobiçada; nunca beijada.
Deste lado da rua,
Flores insinuosas,

Do outro lado da rua
Um botão de rosa
Esperando ser roubado.

Deste lado da rua,
Flores tristes sem encanto...
Do outro lado da rua,
A rosa, nunca deflorada.

Cada olhar que mira uma rosa,
A possui um pouco...
Eu também a tenho nós olhos,
E no coração..

Salomão Alcantra
J.Nunez

Taça de Veneno

Por um tempo, eu te esqueço,
Sufoco as lembranças dentro de mim
Quando não te espero mais
Sedenta do meu prazer,
Numa madrugada qualquer
Você sempre volta
E recomeça tudo outra vez,
Desfaz meus sonhos,
Traz-me outras ilusões,
Tira minha paz
Depois de me ferir
Com o fel de sua língua,
Com um sorriso me faz esquecer de tudo,
Doma meus sentidos
Com a doçura do seu olhar
E me serve, sua taça de veneno,
Curo-me em seu doce cálice de fel,
Por fim descubro-me,
No veneno do meu sorriso
Na ilusão do meu sonho
Tão igual ao de todos
Que tenham a mesma sina,
O mesmo veneno!..

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.

Acima ou abaixo da linha do equador,
Certamente abaixo da linha da miséria,
Não somos os esquecidos,
Somos os que nunca foram lembrados,
Aqueles em que o grito nem se quer é sufocado,
Porque não temos força para um grito.
Aqueles que nem se quer são explorado,
Porque não temos nada para ser tomado,
Somos esses da miséria inútil.
De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.
Nosso gemido de dor é abafado,
Por nossa própria fraqueza.
Não incomodamos ninguém
Porque nem se quer existimos
O suficiente para incomodar.
Não temos o luxo de ser classificados
Em qualquer classe social,
Somos aqueles sem estatísticas,
Somos aqueles que nem se quer são desprezados;
Para que fossemos desprezados
Seria preciso antes que fossemos vistos.
Não somos aqueles que é ignorado,
Não nos olham com indiferença,
Simplesmente não somos nem se quer olhados.
Não somos o Jeca Tatu de Monteiro Lobato,
Porque esse é ao menos um classificado,
Somos esses incapazes de explicar a própria dor,
Somos esses que nem se quer foi abandonado a própria sorte,
Porque não temos nem a sorte nem o azar.
Se existimos, se é que existimos,
Não incomodamos o suficiente para sermos vistos,
Não temos voz, não temos grito, não temos lágrimas,
Em nós tudo é tão seco como esse chão.
Não temos o horizonte dos homens que sonham,
Não temos o pesadelo dos homens que sonham,
Somos apenas corpos plantados,
E a nossa dor não tem gemido,
Então olhe nos meus olhos,
Então olhe no meu rosto desfigurado de sofrimentos.
O que se vê em meu corpo não são marcas do tempo,
Porque nem se que somos estagnados,
Estamos muito abaixo disso...
Não nos negaram nada, não nos ofereceram nada,
Porque ainda nem se quer fomos vistos.
Não nos perguntaram nada, porque não temos voz.
Não nos reprimiram de nada, porque nosso grito já é silenciado
Por nossa fome e nossa fraqueza.
Meu Deus, meus Deus
Se tu és o pai de todo homem
Porque nos colocou aqui.
Senhor, não sei dos vossos mistérios...
Homens, não sei nada das vossas maldades.

Octávio Guerra
J.Nunez

Desvalidos

Desvalidos

Conheço seus caminhos, e seus passos pela noite.
Você anda por todas as ruas onde impera os desejos,
Onde afoga e esquece as dores do mundo,
Em conversas vazias e goles de absinto.
Quando todas as portas se fecham, só te resta
Voltar para casa e dormir enrolado
Em qualquer trapo, feito um cão faminto.
Depois de rondar mais um pouco, tentando
Resistir o desejo de me ver , você se rende...,
Pela centésima última vez; e vem subindo a escada,
Se enroscando nos passos e trombando na parede.
Você vem quando já estou cansada
E não espero mais ninguém.
Você bebe de mim, o último gole que resta,
Esquece o mundo em meu peito;
E não me pesa nada...,e ainda tenho a palavra certa,
E mais o sorriso compreensivo de mãe,
E as mãos delicadas de esposa carinhosa.
Você se deixa iludir, e nada mais te falta.
Refeita a sua auto-estima, você me recompensa,
Sem precisar deixar o coração.
Pela centésima ultima vez, você desce a escada,
Disposto a conquistar o mundo,
Como todas as outras vezes que você saiu por esta porta.
Continuo ali onde você me deixa; adormeço sem culpa,
E amanheço outra vez, Deusa de vagabundo e desvalido.
Espero por você até o próximo fracasso,
Até que se renda de vez, e se entrega feito um animal abatido;
Então compartilharemos da mesma alma,
Do mesmo fracasso, sem a hipocrisia das palavras certas.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

A Espada de um Anjo

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Suas roupas foram caindo no chão do quarto
Feito pétalas de rosa branca desnuda.
Seu corpo nu é ainda mais perfumado.
Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada
E sua pelugem de pêssego maduro
De relva ou saliva de língua áspera
Ficou umedecida sua pele macia de maça
Nunca antes mordida .
Brincando de bem-me-quer com seu corpo
Arranquei sua uma pétala ,
Rompi seu único véu ou membrana
Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,
Gemeu e sentiu o espasmo de morte
Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,
Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor
A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel
J.Nunez

Desenganos

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As flores sempre se vão,
E os espinhos sobrevivem,
Em qualquer estação,
Portanto, se esse amor sobreviver
A tantos desenganos;
Viverá entre as coisas
Que não esqueci.
E são tantas... As coisas
Que não esqueci!
E são tantas...as coisas
Que me ferem ao serem lembradas,
E são tantas ...as coisas
Que foram tempo perdido,
E são tantos... Os meus pedaços.
E são tantas...as chagas
Por onde sangro.
Se esse amor sobreviver
A este desengano;
Viverá entre os escombros
De sentimentos mal resolvidos,
Dentro dos paradoxos de sentir.
Viverá entre as coisas
Largadas no fundo do meu peito,
Porem, nunca esquecidas completamente.
Viverá dentro dos meus
Mais belos e amargurados sonhos.

José Nunes Pereira
J.Nunez

Lixo Importado

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1)Lixo europeu para nós
2)Descendentes dos excluídos lá,
3)Para nós filhos áfrica,
4)Para nós os latinos,
5)Para nós os selvagens,
6)Filhos de padres tarados,
7)Filhos bastardos de senhores de engenho,
8)Para nós os mestiços,
9)Para nós sem lugar,
10)Para nós sem origem,
11)Para nós os filhos da puta,
12)Para nós expurgo social,
13)Para nós os filhos
14)Da ganância, da expansão marítima...
15)Para nós os filhos
16)Da guerra que fazemos,
17)Para nós os filhos
18)Do preconceito, do medo...
19)Para nós os filhos
20)De uma causa perdida,
21)Filhos da presunção cristãos,
22)Filhos do estupro cultural,
23)Filhos da liberdade forçada
24)Por eles os europeus,
25)Filhos das segundas intenções
26)E de mentira histórica.

27)Nós somos um povo que está começando a existir com tal.(Livre)

28)Eu pergunto a você,
29)Porque não nos respeitam...,
30)Será que nós ainda
31)Agimos feitos europeus colonos,
32)Será que nós não
33)Assumimos nossa pátria Brasil,
34)Será que nós não percebemos...
35)Somos povo formado por:
36)Asiático fugido da guerra,
37)Europeus fugindo da fome,
38)Judeus, cristãos novos, hereges
39)Fugindo da inquisição católica.
40)Não damos conta ainda
41)Que somos a África,
42)Que somos a Europa,
43)Que somos os Índios,
44)Somos dono da terra,
45)Somos patria do mundo.
46)É assim que somos
47)Um povo que nasceu
48)No berço da humanidade.
49)Um povo que mostra
50)Que raça não existe.
51)O que sempre existiu
52)Foi maldade no coração
53)E dela fomos vítima.

Octávio Guerra
J.Nunez

Dóris

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Um corpo cai,
Rompe a paisagem descontraída
De um fim de tarde.
Um corpo cai,
Justo na hora do meu happy hour
Eu sabia que ele não ia agüentar
É homem antigo, portanto, fatalista...
Ontem vi Dóris saindo de malas prontas
Eu disse a ele: _ Dóris é um passarinho,
Dóris é água na fonte,
Dóris é fruta mordida,
Dóris tem direito ao orgasmo,
Dóris tem direito ao voto,
Dóris não sabe o que quer da vida.
Ontem mesmo Dóris passou lá em casa,
Saboreei Dóris andando seminua pelo quarto.
Dóris é fruta madura, colhida e lavada.
Dóris não precisa ser conquistada.
Dóris é conseqüência do feminismo,
Dóris é sexo fácil.
Eu também sou conseqüência da liberdade sexual,
Sou bêbado, desmotivado, desvalido
Frouxo na moralidade e leviano.
O que devia me motivar viver e conquistar
Está ao meu alcance, entre as pernas frouxas de Dóris.

Abílio Santana
J.Nunez

Não se espante isso é amor imparcialista

Frio de medo

(bucolismo urbano)

Por hoje me deixe...Largado à própria sorte.
Vista sua roupa, pegue suas chaves na estante,
Não esqueça nada que tome espaço,
Depois saia na ponta dos pés,
Não Bata à porta para não espantar
Meu quase um sono.
Por hoje me deixe...
Você já pousou em meu corpo,
Roubou meu néctar,
Agora rouba meu dinheiro
E por favor, vá embora, me deixe à deriva.
Mas não pise muito forte em meu chão,
Sou água estagnada, poeira assentada
E posso facilmente emergir.
Por hoje me deixe...
Largado nos escombros,
Sai sem abrir a porta,
Não ponha a mão em nada,
Para que não desalinhe o caos.
Por hoje me deixe...
Você já me usou, como um lenço de papel
Que se guarda no bolso,
Agora pegue o que mais desejar,
E por favor, vá embora,
Mas se esqueça lá dentro do meu coração,
Porque sou parasita e posso a qualquer hora,
Precisar de você.
Por hoje me deixe...
Não precisa fazer cerimônias,
Porque eu também não faço cerimônia...
Você já arrancou de mim o que lhe interessa,
Agora por favor, vá embora,
Sai antes que o dia amanheça,
Ou sem que à claridade entre e espante
O meu frio de medo.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

Distração

Pense muito bem no que vai dizer
Porque nem tudo posso perdoar
E alem do mais estou nos meus limites
E as palavras são caminhos sem volta.
Aceitei ficar em sua vida
Sem que eu acrescentasse muito mais
Que ser seus momentos de distração
E recebendo em troca as migalhas
De um amor que você nega,
E o tédio das horas de solidão.
Fiquei em sua vida
Olhando a minha vida esvair
Sem esperar muito mais
Que uma noite em que sou
O seu momento de distração
Depois acabou e suas desculpas
Estão na ponta de língua
E a realidade, sou eu te esperando
Mais uma vez, e você se entediando
Com sua vida desastrosa.
Essa noite o que me resta é adormecer
Para não esperar mais nada...

Darci Costa
J.Nunez

Paciência

http://literaturaimparcialista.blogspot.com/

Se acaso andarmos em trevas
Brilhará
A virtude da paciência
Feito estrela solitária
Brilhará
Em um céu noturno.

Se acaso andarmos em trevas
Seremos constantes na luta
Certos de que há de chegar o outono
Certos de que haveremos de colher o fruto
De nossa persistência.

Pois tudo passa
Há sempre de surgir
Um sorriso em seu rosto
Certo como o sol há de surgir
Após dias de chuva e frio.

Se acaso andarmos em trevas
Nosso sorriso pode até
Se esconder por um instante
Mas nada desfalecerá
A esperança

E enquanto pulsar no peito um coração,
Enquanto raiar
Este sol nas manhãs de primavera
Teremos esperança.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Matizes do amor e outros matizes

Marizes do amor e outros matizes é um blog do movimento literário Imparcialismo

http://matizesdoamor.blogspot.com/
Artigos Imparcialistas é o estudo de um novo contexto para a literatura que depois é visto refletido em outros gêneros literários imparcialista.
http://literaturaimparcialista.blogspot.com/

Em segredos com o meu coração

Pelas ruas da cidade, meus olhos
Procuram o seu olhar,
Em becos e bares, lugares fulgares
Onde você nunca vai estar.

Quando já quase amanhece
E já nem mesmo sei onde moro,
Encontro a meiguice do seu olhar
E o calor dos seus abraços
Em uma outra mulher,
Que certamente nunca mais volte a ver.

Quando a saudade machuca de mais...
Invento encontro casuais
Em teatros, cinemas e cafés,
Onde certamente você vai estar.
Fico de longe te espreitando

Feito sua presa natural,
Fico na tocaia em segredo
Com meu coração.
Te comtemplo e me pergunto:
Por que fui encontrar amor
Nos olhos de quem me faz tão infeliz.

Jose Nunes Pereira
J.Nunez

A música e árvore do nosso amor

Todo amor merece uma música e uma árvore.
Entardeceu, o sol sem aquela sua timidez
Dos dias de inverno, invade a casa
Através da porta da cozinha,
Enquanto desce no poente.
Entardeceu, o sol invade a casa
Mas ainda persiste aquele frio de acalento,
Persiste também o dia de inverno,
Persiste a friagem nos azulejos da cozinha,
No chão e nas paredes.
A noite vai ser fria e com gosto de aconchego
Que nos convidando para ir cedo para a cama
E depois que aquecermos nossos corpos
Com beijos e cobertores, o amor
Nos convidara para a união de corpo e alma.
Amanheceu, seu beijo me aquece outra vez,
A tudo desperta ou adormece com o sol que vem chegando.
Café da manhã, há o café da manhã!
É a refeição mais importante do dia
É o abastecer-se de energia para o dia todo...
Eu e a esposa saímos mais cedo hoje
Porque é o dia da semana que vamos a pé para o trabalho,
Ela anda um pouco menos,
Mas nos dois passaremos embaixo do cedro centenário
Na Praça do Libanês Salomão Said.
Cedros, o que são os cedros, o que são as arvores,
Os índios é quem mais sabem delas...
Cedros dos profetas, dos esotéricos
Cedros do templo de Salomão.
Cedros, senhor dos tempos
Cedro da bandeira do Líbano,
Cedro da Praça Salomão Said,
Onde nasceu o nosso amor
Onde nos beijamos todas as manhãs,
Para imortalizar nosso amor
Ao pé do cedro onde tudo começou...

Cícero Fernández
J.Nunez

Quando é Amor..

Depois de tantos danos irreparáveis em minha vida
Não sou capaz de confessar que não valeu apena,
Posso dizer isso apenas a mim,
Enquanto escondo e disfarço os sentimentos
Para que ninguém perceba o quando eu estava errada.
Prefiro continuar insistindo que você é o amor da minha vida,
A confessar que o tempo reduz quase tudo em ilusões.
Chamo de amor essa vaidade e esse orgulho
Que não me deixa confessar a quem quer que seja,
Que o amor vai esvaecendo com o peso da vida.
Pode até soar estranho, mas eu já fui romântica,
E dizia que o amor só acaba quando não é amor,
Afinal quando é amor...
O amor pode perdurar não pelo simples fato de ser amor,
Mas pelas almas que se tocam em afinidades.
Não importa o quanto foi belo meu sentimento de amor,
O que resta dele é o capricho de querê-lo a minha maneira
Agora esse capricho toma forma de orgulho
Que não me deixa assumir o quando eu estava errada.
Meus pensamentos não é apenas vaidade
Que me impede de confessar meu fracasso no amor,
Meus pensamentos é daquela pessoa
Que passou a acreditar que todo amor é assim:
Uma vontade de viver o outro a nosso modo.

Darci Costa
J.Nunez

Amei tanto, tanto...


Amei tanto, tanto
Está idéia de amar
Amei tanto, tanto
A idéia que formei te você,
Até que descobri
Que eu amava
Uma idéia de amar
E que eu amava
Uma idéia que formei
Sobre alguém que amo.
Agora amo você
Como um engano
Como uma desilusão de amar
Como uma desilusão com alguém.
Primeiro se ama a idéia que se forma
Depois se ama e não tem jeito mesmo.
Depois se ama sem conto de fadas
Depois se ama com vida e realidade.

Darci Costa
J.Nunez
Matizes

Matizes têm a cor,
Matizes têm a dor,
Matizes têm o amor

Nas folhas um tom
de verde
Nos olhos o tom
da verdade

Do que de fato se sente
Nem tudo resiste
Por causa da intensidade
da cor

Não digo o mesmo do amor
Não digo o mesmo da dor
As cores das roupas
no varral

A tonalidade do azul
nunca é igual
A intensidade do amor
de cada casal
É matiz do amor
Que nunca é igual.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Depois da Industrialização, Na Essência Ainda Somos os Mesmos...

Queimamos sutiã em praça pública
Deixamos ser flagradas sem calcinha,
Dançamos com o Deus do vinho,
Fumamos igual atriz de cinema, as femmes fatales,
Compramos a idéia de mulher livre.
Enlouquecemos ao som de Jimi Hendrix e Jame Joplim,
Dançamos nuas e alucinadas de LSD
Conquistamos o melhor lugar ao Sol,
Somos executivas e Representantes Internacionais
Conquistamos a liberdade sexual
E a Presidência da República.
Fomos hippie nos anos sessenta,
Na ditadura militar fomos o pão e o circo do governo
Que liberou a bunda e a pornochanchada
E calou a voz desse povo.
Somos mulheres imitando homem,
E deles pegamos tudo que não presta,
Sua sexualidade desassociada do amor,
Sua bebedeira em portas de bares,
Sua sujeira na linguagem,
Seus desaforos, sua ostentação e orgulhos machistas.
O que não sabemos imitar do homem
É sua famosa cumplicidade masculina,
Eles melhor compreendem seus pensamentos
E sua sordidez na alma, por isso são solidários um com os outros.
Somos a felicidade do Capitalismo,
Somos a alegria da indústria do modismo.
Lutamos e conquistamos nossa emancipação,
Porém, são os homens que se esbaldam de nossa vitória,
E se afundam ainda mais em suas natureza suja.
Esses são homens submissos ao poder feminino,
Ou são simplesmente se esbaldam de nossa liberdade
Que permite sexo casual.
Nossos filhos tem ainda sobre nós o mesmo olhar
Que temos sobre nossa mãe, que deve ser santa.
Repetimos eternamente:
_Mãe é uma só! Pai pode ser qualquer um...
E assim ficamos presas na idéia que mãe é sublime.
Somos vítimas da Industrialização e do Capitalismo,
Porém, somos mais vítimas de nossa condição sublime...
De ser mãe, de ser a portadora da vida, fazedora de luz.
Depois que desestruturamos a família,
Derrubarmos tabus e conceitos
É difícil olhar para nós mesmos e notarmos
Que ainda temos pensamentos arcaicos,
E que no fundo o homem deseja
A sua menina virgem com flores no cabelo
Em quanto seu instinto de porco
Ainda passa as noites nas cabanas e cabarés,
Sonhando com prostitutas que satisfazem seus caprichos sexuais.
E nos mulheres ainda sonhamos com o príncipe encantado
Montado em seu cavalo branco,
Ainda sonhamos ser mãe e dona de casa.
Estes pensamentos e sentimentos parecem em nós uma atrofiada.
Somos tão modernos..., e não sabemos que nosso corpo físico
É o mesmo ou muito pior que o corpo físico de um homem primata.
Esses corpo não está preparado para a fumaça, a fuligem e a poluição
De nossos carros e de nossos industriais.
Este corpo se nega a aceitar as luzes da cidade que não se apaga.
Estamos fazendo malabarismos teóricos para nós explicarmos,
Para nós justificarmos, quando ainda somos apenas os mesmos.
Estamos apenas perdidos dentro dessa noite secular,
Porque no fundo somos os mesmos no corpo e na alma,
E não dá para negar essa paralisia interior.
O que restou de nós foi o que sempre fomos,
Homens e mulheres, especiais porque são peças
Que se encaixam perfeitamente,
O que restou de nós, é que somos apenas
Uma minúscula parte do universo,
Uma extensão dos rios, florestas, dos animais,
Do vento e das coisas invisíveis.
O que restou de mim é esse homem impotente
De ejaculação precoce e instintos desenfreados,
Diante seu sexo casual e de sua liberdade que me oprime.
Tecnicamente sou apenas alguém
Que não consegue atender a demanda.

Abílio Santana
J.Nunez

Muito pior que o desprezo é a indiferença

De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.

Acima ou abaixo da linha do equador,
Certamente abaixo da linha da miséria,
Não somos os esquecidos,
Somos os que nunca foram lembrados,
Aqueles em que o grito nem se quer é sufocado,
Porque não temos força para um grito.
Aqueles que nem se quer são explorado,
Porque não temos nada para ser tomado,
Somos esses da miséria inútil.
De tão miseráveis, não somos nem se quer excluídos.
Nosso gemido de dor é abafado,
Por nossa própria fraqueza.
Não incomodamos ninguém
Porque nem se quer existimos
O suficiente para incomodar.
Não temos o luxo de ser classificados
Em qualquer classe social,
Somos aqueles sem estatísticas,
Somos aqueles que nem se quer são desprezados;
Para que fossemos desprezados
Seria preciso antes que fossemos vistos.
Não somos aqueles que é ignorado,
Não nos olham com indiferença,
Simplesmente não somos nem se quer olhados.
Não somos o Jeca Tatu de Monteiro Lobato,
Porque esse é ao menos um classificado,
Somos esses incapazes de explicar a própria dor,
Somos esses que nem se quer foi abandonado a própria sorte,
Porque não temos nem a sorte nem o azar.
Se existimos, se é que existimos,
Não incomodamos o suficiente para sermos vistos,
Não temos voz, não temos grito, não temos lágrimas,
Em nós tudo é tão seco como esse chão.
Não temos o horizonte dos homens que sonham,
Não temos o pesadelo dos homens que sonham,
Somos apenas corpos plantados,
E a nossa dor não tem gemido,
Então olhe nos meus olhos,
Então olhe no meu rosto desfigurado de sofrimentos.
O que se vê em meu corpo não são marcas do tempo,
Porque nem se que somos estagnados,
Estamos muito abaixo disso...
Não nos negaram nada, não nos ofereceram nada,
Porque ainda nem se quer fomos vistos.
Não nos perguntaram nada, porque não temos voz.
Não nos reprimiram de nada, porque nosso grito já é silenciado
Por nossa fome e nossa fraqueza.
Meu Deus, meus Deus
Se tu és o pai de todo homem
Porque nos colocou aqui.
Senhor, não sei dos vossos mistérios...
Homens, não sei nada das vossas maldades.

OCTAVIO GUERRA
J.NUNEZ
O IMPARCIALISMO: POESIA PARA O NOVO CONTEXTO

Literaturas, blog do Movimento Literário Imparcialismo - J.Nunez

LITERATURAS é um blog, ou seja um espaço para a literatura imparcialista de J.Nunez

Movimento Literário Imparcialismo O propósito desse Movimento é criar o novo contexto para a literatura, para assim formar a literatura para o novo contexto; a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com seus medos, suas aflições, suas dúvidas, seus pensamentos, seus sentimentos, seus conflitos, suas condutas, sendo assim, a Literatura Imparcialista busca a arte objetiva.

Literaturas, blog do Movimento Literário Imparcialismo - J.Nunez

LITERATURAS é um blog, ou seja um espaço para a literatura imparcialista de J.Nunez

Movimento Literário Imparcialismo O propósito desse Movimento é criar o novo contexto para a literatura, para assim formar a literatura para o novo contexto; a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com seus medos, suas aflições, suas dúvidas, seus pensamentos, seus sentimentos, seus conflitos, suas condutas, sendo assim, a Literatura Imparcialista busca a arte objetiva.

O Imparcialismo: Um novo caminho para a literatura

Um novo caminho para a literatura
A poesia globalizada, o multiculturalismo e a imparcialidade nas obras literárias é um novo caminho que se abre para a literatura, os poetas que buscam a poesia que faça uma leitura do homem contemporâneo estão nesse caminho que se abriu com a Era da Informação.
O estudo do novo contexto é a base para a realização desse novo caminho para a literatura. O novo contexto para a literatura não é mais regionalista, e não se prende a uma cultura determinada, a nova poesia é globalizada, multiculturalista, imparcial, assim, apropriada para a nossa Era da informação. Os artistas contemporâneos, não importa que expressão artística utiliza, não podem esperar pelo fim do Modernismo Brasileiro ou mesmo mundial, porque esse é medido pelo avanço tecnológico, pelo progresso da sociedade industrializada e pelo capitalismo que não terá um fim, podemos observar sem esforço que o homem tomou um caminho sem volta rumo a sua autodestruição, Ela anda de mão dada com a destruição do planeta, e até se confundem.
O que os artistas podem fazer é observar essa realidade planetária, social, coletiva e individual e dessa observação do contexto criar o novo caminho para a literatura.
As tendências não são necessariamente mecânica; as tendências podem surgir da observação do contexto.
j.nunez

Poesia Amizade: Com Você eu Aprendi...

Com Você eu Aprendi...

Com você descobri muito mais de mim mesmo,
Com você eu aprendi não só a sorrir,
Mas também a chorar e sofrer por amor.
Com você aprendi que o sacrifício e a lágrima
Fortalecem a alma e madurecem o espírito.
Foi te conhecendo que descobri
O quanto você é melhor do que eu,
O quanto sou exigente com os outros
E o quanto eu cobro de mim mesmo.
Com você aprendi a esquecer o mal
Que outras pessoas me causaram
E a lembrar o bem que elas se dispuserem a fazer por mim.
Com você aprendi a dar um sorriso a quem precisa
E uma palavra de apoio e gratidão nos momentos difíceis.
Com você eu aprendi a pedir a Deus
Coragem nós momento que tive medo,
E agradecer a ele o fruto do meu trabalho.
Com você eu aprendi que os amigos torcem pelo nosso sucesso
E que aquele que chamamos de inimigo,
Cabe ele o papel de nos fazer melhores.
Com você eu aprendi a respeitar as opiniões contrarias,
Porque as nossas verdades são etapas do caminho.
Com você eu aprendi que o tempo, que nem se quer existe,
Escorre e apaga todas as nossas diferenças.
Com você aprendi que o que tenho chamado de minha cruz
E na verdade a vida sendo vivida com todo o seu realismo
Capaz de fazer nos melhores feito pedras polidas.
Com você eu aprendi que o reconhecer meus erros
É o caminho mais curto para a perfeição.
Com você eu aprendi que o Amor
É a única religião na qual todos nos pertencemos
E que morte que chega inevitavelmente,
É de fato a única idéia da qual ninguém discorda.
Com você eu aprendi que o perdão
É um bem que se faz a si mesmo e ao próximo.
Com você eu aprendi que o arrependimento
Vem de nossa alma que almeja a perfeição.
Com você eu aprendi que a vida são dois caminhos,
Um é o que eu mesmo faço,
O outro é aquele que a vida nos leva.
Com você aprendi que no homem e na mulher
A espaço mais que suficiente
Para o adulto e a para a criança em nós.
Com você eu aprendi a confessar meus erros,
A dizer que tenho medo e alcançar uma mão estendida.
Com você eu aprendi uma canção alegre,
Uma lição de vida, o peso das palavras
E uma historia para contar.

Francisco Medeiros
J.Nunez

A Poesia Imparcialista busca a função da palavra, a função da literatura, nesse ponto se difere totalmente do Parnasianismo que buscava a arte pela arte e do Modernismo que não considera poesia o texto que não valoriza a estética e a poética nas palavras, portanto não considera obra de arte a mensagem e a auto-ajuda etc. O Imparcialismo não afirma que esses textos sejam obra de arte, mas que a literatura Imparcialismo busca primeiramente a função da palavra.
O Imparcialismo busca a arte e literatura com função e utilidade, e não a arte pela arte e a estética pela estética.

Manual para fazer filhos

Mendel fazia o coito das flores,
A ciência manipula o genoma
E faz filhos sem penetração libidinosa,
Uma espécie de concepção sem pecados original.
Podemos configurar um filho ao nosso gosto:
Pegando os genes dos seus olhos azuis,
Os cabelos loiros de minha avó,
O dinamismo de um parente meu,
As sobrancelhas de uma tia,
Os pés delicados de minha bisavó,
As pernas longas é finas da tia Clotilde,
Podemos assim romper com a igreja Católica,
Romper com a lei do Karma coletivo,
Esquecer minha impotência sexual,
Quebrar com o ciclo doenças hereditárias
E o que passar despercebido, podemos
Consertar com a terapia genética
Que toca no gene especifico.
Para fazer um filho precisamos do nossomapa genético,
Para assim configurá-lo ao nosso gosto.
Confesso que tenho medo, ainda não somos muito bons
Nesta brincadeira de sermos Deus,
Tenho medo de errar na dose e fazer o Chupa-Cabra,
Ou qualquer coisa assim incompreensível.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Poesia imparcialista

Objetos

Se toda mulher é Capitu modernista,
Se toda mulher é viúva negra,
Ela que não foge a regra,
Chegou linda, toda vestida de preto,
Lançou seu olhar em linha reta
Que fatalmente transpassou me o peito
E se estendeu até o infinito.
Nem se quer pensei em resistir.
Logo vi que ela gostava mesmo
É de homem vaidoso ou metrosexual.
Sou homem para saciar seus desejos,
Elas precisam de meu instinto animal,
Sonho de consumo, sou seu capricho.
Eu vendo sapatos na avenida central.
Ela é presidente de uma multinacional,
E precisa de um homem objeto
Que não incomoda com o sucesso,
De mulher rica, livre e poderosa.

Eu, homem objeto; ela mulher incompleta.

Meia luz ou luz de vela,
Iniciava o ritual da viúva negra.
Quis cortejá-la com palavras vazias,
Ela mandou que calasse a boca,
Depois pediu que vestisse de cowboy
Para que assim parecesse mais viril,
Depois lhe serviu um coquetel
Disse que ele tinha pouca potencia
Para seu desejo de mulher fatal
Não houve cerimônia para o desfecho,
Ela jogou o dinheiro na cama,
Enquanto vestia a sua meia calça preta
Calçava seus sapatos de bico fino,
E dizia: _ você nunca me viu,
Ele respondeu _ Eu não sou desses ...
Ela respondeu _Eu sei que não.
Mas tudo tem um preço, rapaz!
Mesmo que não esteja à venda.

Abílio Santana
J.Nunez


A poesia atual deve buscar novos caminhos, a literatura contemporânea não representa o homem atual. As influências dos poetas Modernistas criou a poesia repetitiva e distante da realidade atual. O Imparcialismo é a nova poesia. Esta poesia é e faz uma leitura do homem contemporâneo, com seus conflitos, suas dúvidas e seus medos.
Esta é a poesia da mulher emancipada, do homem desmoralizado e do aquecimento global.
Esta nova poesia é realizada por quatorse poetas que se denominam os imparcialistas. Estes poetas têm em seu manifesta a seguinte frase: não fazemos críticas, e sim relatos e constatações imparciais.

J.Nunez

Autor e Obra

Não Confunda Autor e obra, Qualidade e Público.

O autor de uma obra literário seja ela do gênero poema, conto, romance etc recebe críticas que são um tanto estranhas para ele autor. Muitas destas críticas surgi da inocência de quem leu a obra e confundiu a obra com o autor.
Outro erro muito comum é quando julgam a qualidade de um escritor a partir de um único texto, antes de tudo é necessário levar em consideração o público para o qual esse escritor direciona sua obra e os seus objetivos quanto escritor.
Aceitamos perfeitamente a música comercial, sabemos distinguir Chico Buarque de qualquer cantor que vai na onda do momento. É preciso aprender distinguir as obras literárias de seu autor e ainda perceber os seus propósitos quanto escritor, afinal vivemos o tempo da obra comercial, da música comercial, da religião comercial, do padre comercial etc.
Outra crítica muito comum parte de pessoas que são capazes de confundir literatura com vida real e muitas vezes busca na obra literária relações com a verdade e com a vida real ao seu modo e seus conceitos sobre o que é real.
A indústria é capaz de produzir para vários públicos com realidades diferentes, estão o escritor também deve ser capaz de realizar obras que sejam assim flexíveis e atenda as mais variadas qualidades de leitores.
É possível notarmos que na música isso já vem ocorrendo.

J.Nunez

As Possibilidades de Ser Eu

Mesmo sendo eu, o mesmo todos os dias, amanheci constituído de uma maneira diferente á outros dias.
Sem heterônimo Pessoano, amanheci trabalhador braçal de feira, e com ânsias de vômito.
Sem heterônimo Pessoano tenho este olhar para além da solidez e da abstração de sentimentos superfícies, tenho este sentimento ditoso e digno, tenho esta baixeza moral como qualquer sifilítico,tenho este olhar escorrido em sentimentos tão meus e tão humanos.
Estou na multidão como qualquer outro que esta na multidão, sou esta sensação impudica nos ares das ruas, nos olhos que se cruzam, e nos corpos que se enroscam com seus espectros de sentimentos e colocam o amor á prova, e deixam os ares poluídos de libido que meus sentidos apurados respiram.
Sem heterônimo Pessoano tenho um olhar para o hermetismo, para o Cristo crucificado acima de minha cama, para os Santos dos altares, e para o pentagrama acima da porta de nosso quarto.
Sem heterônimo Pessoano, este Ser que habita em minha alma, põe-me este sentido de busca e espera, e faz-me altivo e digno, e põe asas na minha alma.
Sem heterônimo Pessoano estes parasitas de minha alma faz-me como todos na multidão: mortos sonolentos que perambulam pelas ruas de qualquer cidade grande, com seus vermes a lhes comerem a alma, e a deixar este cheiro libidinoso nos ares, como se fosse, infernos de Dante Alighieri.
Sem heterônimo Pessoano tenho este amor confundido em meu peito, tenho este desejo lascivo e este olhar de contemplação para a santidade da matrimonio, e para a beleza do casal caridoso.
Sem heterônimo Pessoano tenho um emprego e outros sonhos indiferentes a minha realidade, tenho este poema sem ordem cronológica; feito pelo que sou neste momento, ainda tenho a filosofia vagabunda e vaporosa em meus versos espontâneos.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Movimento Literário Comtemporâneo

Movimento Literário Imparcialista Comtemporâneo

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Movimento Literário Imparcialismo

O propósito desse Movimento é criar o novo contexto para a literatura, para assim formar a literatura para o novo contexto; a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com seus medos, suas aflições, suas dúvidas, seus pensamentos, seus sentimentos, seus conflitos, suas condutas, sendo assim, a Literatura Imparcialista busca a arte objetiva.

http://literaturaimparcialista.blogspost.com

J.Nunez

J.Nuñez: Movimiento Literario Imparcialismo

J.Nuñez, Movimiento Literario Imparcialismo
En la literatura, actualmente ocupada en escribir una literatura que hace la lectura del hombre contemporáneo, esta poesía es llamada El Imparcialismo: Literatura para el nuevo contexto.
Entre las muchas caracteristicas del imparcialismo, destaco que son escritos por cuatorse poetas

J.Nuñez

Poeta graduado en las letras, escribe en varios sitios en la Internet, tiene algunos poemas publicados en libros, participó en algunos eventos culturales en la ciudad de Marília ? SP Brasil, donde vive y trabaja en una industria metalúrgica.
En la literatura, actualmente ocupada en escribir una literatura que hace la lectura del hombre contemporáneo, esta poesía es llamada El Imparcialismo: Literatura para el nuevo contexto.
Entre las muchas caracteristicas del imparcialismo, destaco que son escritos por cuatorse poetas o seudónimos, de modo que hace posible la creación de un movimiento literario y la diferenciación de sus diversas tendencias y el estilo literario, otras características notables de la literatura es la métrica imparcialista, de las temas, la el vocabulario actualizado, la participación en el desarrollo de la literatura que hace que la lectura del hombre moderno y su Cronopoema, que es o hacer literario que tiene como base de los acontecimientos del día, la estética de este estilo consiste en un poema, prosa, cuentos, periodismo y crónica.
El imparcialismo no hace crítica, y sin relatos, las lecturas de la realidad y las conclusiones imparciales de la realidad, este concepto de equidad es adecuada a nuestra época de la information.
El imparcialismo es la literatura para esta época de globalización, el multiculturalismo, la democratización del conocimiento, el acceso a noticia, el aquecimiento climático, la era de la información, emancipación de las mujeres, la formación de una generación con mucho conocimiento técnologico y poco de corazón y el alma, las crisis económicas, la degeneración y regeneración del hombre moderno, el tiempo de las preocupaciones individuales y colectivas.
Podemos observar en la literatura imparcialista conceptos de posibilismo social, bucólica urbano, los nuevos patrones en la psicología del hombre moderno, nuevas conductas sociales de la mujer emancipada, los nuevos conflictos internos que surgen en este nuevo hombre cuando el viejo hombre y tradicional sigue siendo una necesita de autoafirmación.
Para ser lector de estos poetas, sólo es necesario conectarse a Internet con el nombre del autor de El poeta J. Núñez el imparcialismo, la poesía, la imparcialidad, la equidad, la poesía para el nuevo contexto y los imparcialistas.

J. Núñez

Poesia Pós-Modernismo

Há um grande preconceito quanto falamos de poetas contemporâneos, esse preconceito é resultado da quantidade gigantesca de pessoas que escrevem poesia e essa quantidade está sendo confundida com falta de qualidade.Esse julgamento está totalmente equivocado, porque há muitos poetas de qualidade dessa multidão de poetas, e a qualidade é equivalente a quantidade.
O que ocorre nesse momento é resultado da democratização do conhecimento, do globalismo cultural, do sincretismo, do acesso a informação, do acesso a leitura, do acesso a cultura, do letramento e a alfabetização. Se alguém disser que muito do que se escreve hoje na poesia é uma colagem de tudo que foi escrito antes, que muito do que se escreve hoje não passa de associações de frases feitas que é resultado das leituras de poesia feitas por esses poetas da atualidade, certamente não discordarei. O que eu não posso concordar com é a generalização, essa é capaz de nos cegar, nos impossibilita de ver as novas tendências que podem vir a surgir na poesia.

O acesso as cultura, a informação, ao conhecimento não pode ser confundido com vivencia, com índole, com formação de caráter, com mudanças internas, a democratização da informação e do conhecimento, são fatores externos ao individuo, a realidade é bem oposta ao que se parece, a verdade é que somos carentes de rituais de vida, de vivencia física em sintonia com a vida interior. Não vivemos o conhecimento porque a vida nos pesa muito, e a busca pela estabilidade social é um fator mais muito mais significante que o conhecimento, um exemplo disso são aqueles que desejam levar uma vida mais Zen e são engolidos pela realidade capitalista. A única verdade que eu sei, é que a vida como ela está configurada, as coisas como estão estabelecidas, se parece com um chão que não nos permite parar, se pararmos o vida nos engole, e esse engolir quer dizer que estaremos fora dos benefícios e dos bens de consumo que a sociedade produz, é muito pior que isso, se pararmos, estaremos sem os recursos básicos para a vida, porque tudo é capitalizado.

A poesia Imparcialista busca a leitura dessa realidade, leitura desse homem contemporâneo, e assim realiza algo que seja diferenciado e com outras temáticas distante do que foi escrito até o momento, em alguns casos, a poesia Imparcialista parece se aproximar da poesia que se escrita por poetas anteriores e consagrados, mas essa aproximação é feito com consciência, isso se nota na poesia de Jose Nunes Pereira, COM SEUS SENTIMENTOS CLASSICOS, esses sentimentos que não mudaram por mais moderninhos que parecemos, esse sentimento clássico do qual fala o poeta são as dores do amor, as dores de cotovelo que sentimos muito antes de sermos homens da caverna.


J.Nunez

O IMPARCIALISMO

Multiculturalismo

Saulo Menezes Castro poeta da integração com à natureza, da ciência sem cálculos e da filosofia sem teses e teorias. Poeta do envolvimento e da dança com os átomos, poeta da fusão do homem consigo mesmo, da individualidade, da consciência de existir e da integração com o universo. O homem é apenas uma pequena parte, um único membro desse corpo infinito e universal. Saulo Menezes Castro é um poeta holístico, essa idéia de integração com o universo não é um conceito da filosofia ou da psicomotricidade, na cultura indígena, asiática, africana em outras culturas que não seja essa que é basicamente cristianismo e capitalismo, a holística sempre existiu. Os índios é um exemplo dessa idéia de integração, seus deuses da árvore, seu deuses da chuva, seus deuses dos animais etc, sempre foram vistos pela cultura cristão como tolices, ignorâncias etc. Agora que estamos rumo ao uma catástrofe ambiental, podemos afirmar que a cultura do índio é a nossa salvação mas provável, e não o cristianismo que foi imposto e continua sendo imposto, com a mesmo arrogância do tempo da colonização. Não há mais espaço para as imposições, o caminho para a humanidade, agora com a democratização do conhecimento, é o sincretismo cultural e religioso. A cultura indígena é a salvação da humanidade porque essa cultura vê o homem com um ser integrado a natureza, muito diferente de nossa cultura capitalista cristão que sempre viu o ser humano com a maior e mais perfeita criação de Deus. Os deuses em todas as coisas que vemos em muitas outras culturas,deu a esses povos um respeito a natureza, que não somos nem si quer capazes de compreender. Esses deuses em tudo dessas culturas são os gnomos e os elementais da cultura esotérica. A holística pode salvar o mundo. O sincretismo que muito não gostam nem si quer ouvir falar é o caminho mais provável, agora que vivemos a era da informação, do multiculturalismo e do globalismo, o regionalismo pode ser preservado, porém não é possível represar o conhecimento, porque o conhecimento anda com o homem, e esse homem virtual é um andarilho universal. A gnose moderna de Samael Aun Weor é o maior exemplo de integração do homem com o mundo, do homem com sigo mesmo e com a cultura universal. a individualidade do homem e da natureza é preservada quando vemos o homem com um membro de um corpo universal. Em nossos corpos temos nossas individualidade, não confundimos a mãos com as orelhas, os pés com o nariz, cada membro de nosso corpo tem a sua individualidade preservada pelos instinto e pela nossa consciência de existir. A maneira como estamos organizados é que torna possível nos reconhecemos como seres humanos, e a nossa dependência do o mundo que nos cerca é que nos permite reconhecer que somos seres integrados com a natureza.O multicuturalismo é um fator importantissimo para que possa haver um intendimento entre os povos do mundo, a imposição de alguns símbolos de uma cultura determinada em um espaço onde é freqüentado por indivíduos das mais variadas culturas, é um desrespeito a essa liberdade de conhecer, de se informar, de se integrar a cultura universal. O individuo multiculturalizado amplia sua capacidade de compreensão de si mesmo como homem integrado ao universo e individuo com algumas independências preservadas.

De que lado você está

Estamos numa guerra,
Eu preciso saber de que lado você está.
Não existe mais esse negócio
De um pé aqui e o outro lá.
Se você é cidadão de bem,
Se você cuida da segurança pública,
Se você cuida da saúde de seu semelhante,
Se você educa e forma cidadãos,
Se você é homem da política,
Se você é profissional de biblioteca,
Se você é atendente de loja,
Se você é motorista e transporta vidas,
Se você é cozinheiro,
Se você é açougueiro,
Se você é caseiro,
Se você é pedreiro,
Se você é coveiro,
Se você é feirante,
Se você é pintor de parede,
Molador de canivete,
Se você é estudante,
Se você ainda é caixeiro viajante,
Se você é vendedor ambulante,
Se você é cacique,
Se você é ajudante,
Se você é caminhoneiro,
Se você é padeiro,
Se você é letreiro,
Se você é leiteiro,
Se você é faxineiro,
Se você é bombeiro,
Se você é passeador de cachorro,
Se você é mensageiro,
Se você é jardineiro,
Se você é sapateiro
Se você é chaveiro,
Se você é vaqueiro,
Se você é artista,
Se você é jornalista,
Se você é frentista,
Se você é dentista,
Se você é ambientalista,
Se você é recepcionista,
Se você é maquinista,
Se você é eletricista,
Se você é esteticista,
Se você é esportista,
Se você é diarista,
Se você é da justiça,
Se você é dona de casa,
Se você é da polícia,
Se você é da ciência,
Se você é homem de negócio,
Se você é veterinário,
Se você é passador e veneno,
Se você é trabalhador de escritório,
Se você é chorista de velório,
Se você é operário,
Se você é empresário,
Se você é palhaço,
Se você trabalha com entretenimento,
Se você é trabalhador rural,
Se você e trabalhador braçal,
Se você é professor,
Se você é vendedor,
Se você é pescador,
Se você é degustador,
Se você é pesquisador,
Se você é mergulhador,
Se você é escritor,
Se você é montador,
Se você é agricultor,
Se você é pregador,
Se você é aviador,
Se você é mecânico,
Se você é metalúrgico,
Se você é esotérico,
Não importa a sua profissão,
Se você sabe de que lado está,
Você é um soldado,
E tem um dever como cidadão,
E está sendo convocado,
A fazer esse mundo melhor.
Vivemos um tempo em que os valores são confusos,
Mas os homens de bem habitam desse lado da fronteira
Onde a ética, a moral, o amor, a espiritualidade e a cidadania,
Formam uma muralha intransponível...

Octavio Guerra
J.Nunez

Poesia é Coisa da Burguesia

“Poesia é coisa da elite”, “poesia é para a burguesia” coisas ridículas assim se houve por ai.
Se a poesia pertence à elite é porque ela realmente tem uma função, ou será que os que estão no poder vão nos dar a carne para roer o osso.
Se a poesia é coisa de burguês, nos os IMPARCIALISTAS, seremos Prometeu e roubaremos o fogo dos deuses.
Se literaturas em geral pertencem à burguesia é sinal de que ela é uma arma eficaz,
Um meio de desenvolvimento, descobertas, análises, entretenimento, estudo e aprendizado, a poesia torna possível dizer o indizível, decifrar a alma dos homens, a poesia pode nos levar ao desenvolvimento intelectual e espiritual. Dante Alighieri subiu aos céus e desceu aos infernos com sua poesia. Vale lembrar que o poeta e o filósofo são os visionários da sociedade, são as antenas do mundo, se a elite dá ouvido essas vozes é porque são eles que antecipam o futuro, são eles que pensam o que ninguém ainda pensou.
Nos os pobres materialmente, e mais pobres ainda de alma e intelecto, somos incapazes de se quer suspeitar que a elite sempre ficou com o néctar; e nós com o bagaço.
A Era da informação trouxe a democracia do conhecimento, todos que tem cede de aprendizado pode ter acesso aos mais variados tipos de conhecimento, qualquer um que possui a inquietação na alma pode ter em suas mãos a cultura e o conhecimento que sempre nos negaram, ou que por motivos sociais não era possível que tivéssemos acesso a esses conhecimentos.
Este é o momento de abandonar antigas imbecilidades e buscarmos o que sempre nos pertenceram; o conhecimento pertence à humanidade e não a um grupo favorecido. Aos que criticam a poesia, porque a consideram um luxo, um capricho ou pior ainda coisa se gente sem o que fazer; digo a você que a poesia e a filosofia refletiram o que você é hoje. Sua condição social também um fato foi pensado, mesmo que você seja incapaz de entender.
A Filosofia de Carl Marx é um exemplo claro de sua condição pensada e analisada muito antes de você se quer ter nascido. Essa filosofia que foi destinada a nos operários, que não somos capazes se que de saber de sua existência, e a elite que tem acesso ao conhecimento e sabem da importância dos filósofos e poetas na construção do futuro e do presente fizeram dela uma arma contra nos, os menos favorecidos.
A poesia de Fernando Pessoa Ode Triunfal é reflexo do avanço industrial sobre os menos favorecidos, a poesia de Carlos Drummond de Andrade releva a sua alma que você desconhece.
A igreja dizia que o parvo (imbecil) herdará o reino dos céus e incentivava continuarmos na ignorância para que fossemos merecedores desse céu, enquanto fossemos imbecis era fácil nos dominar enquanto a igreja se esbanjava de poder e gloria; esse é um exemplo de sua condição pensada. Essa questão pode ser vista na barca do inferno de Gil Vicente.
A sua condição atual e a condição de seus filhos estão sendo pensadas a todo instante, de uma coisa você pode estar certo, sua condição é pensada para que continue onde está ou para que desça ainda mais em sua escala como homem participante da sociedade e de seus bens de consumo. Os poetas é os filósofos não falam contra ns, mas abrem os olhos da elite para o que virá. Se disserem a você que a poesia é coisa da burguesia, acredite, a elite sempre ficou com o néctar; e nos com o bagaço.
Será que um metalúrgico igual a mim vai ler isso, certamente não.

J.Nunez
O IMPARCIALISMO

O operário que leu Carl Marx

ESTATÍSTICA É O QUE EU VEJO PELAS RUAS

Estatística é o que vejo pelas ruas,
Pelas praças da cidade, nos hospitais,
Nas filas de desempregados,
Nas catástrofes que a televisão amansa,
Na estupidez de sermos um povo,
Nas sutilezas de governo,
Nas bobagens que cultuamos,
Nas verdades escondidas,
Nas exclusões sociais, culturais e políticas.
Eu que não sou excluído, nem se quer pertenço
A este ou aquele grupo, sou aquele sujeito fora do lugar.
Um metalúrgico filho de evangélicos, um metido e poeta e filosofo,
Um estúpido, um desclassificado...
Sou aquele insuportável que não diz verdades ou mentiras,
Diz o que vê... e isso é imparcialismo.
E o que vejo é uma mentira contada a milênios e adequada
Ao tempo em que é narrada.
As mentiras e os pretextos de salvação e civilização que cristianismo espalhou pelo mundo, foram elaborados para roubar terras, exterminar culturas, escravizar povos nativos...
Agora esse povo “civilizado” continua a mesma mentiras com outros pretextos adaptados a esse tempo em que vivemos.
Quem é que precisa de civilização cristão, qual índio ou qual negro que necessita de cultura européia. Verdade cada qual tem a sua.
Não, não descordo das mentiras, elas devem ser contadas, mesmo porque a verdade é para poucos.
Não, não descordo com as religiões, elas devem existir, afinal são elas a grande arma do governo, são elas que mantêm o povo e o indivíduo em ordem.
A verdade é para os que contam as mentiras para um povo,
O poder é para os que contam a mentiras para um povo.
Os segredos e o conhecimento são para os que contam as mentiras e sabem que são mentiras elaboradas e adequadas ao seu tempo.
Digo apenas o que vejo e isso é tudo, e isso é estatística.
Não sou de esquerda,
Não sou ateu,
Não sou marxista,
Sou um fora do lugar, uma peça que não se encaixa,
O que sei que não sou é arma do governo.
A igreja é arma do governo,
A mulata que requebra é arma do governo,
O humor e a sátira são de armas de governantes cínicos
Capazes de fazer do veneno o seu remédio.
A tolerância é arma do governo.
Podemos trocar alguns socos,
Mas saiba que não dou tréguas para as sutilezas,
Para as mentiras bem elaboradas e para os pretextos
Que sempre escondem mentiras ou verdades absolutas.
A sutileza as mentiras e os pretextos elaborados são capazes de fazer da conservação de um povo quilombola, de um cultura africana ou indígena em a conservação de seu legado de submissão, escravidão, miséria, exclusão, desfavorecimento e inferioridade.
Em nome da conservação de um povo podemos negar lhes o seu direito de progresso.
Não me venham com sutilezas, afinal sou um Imparcialista e, portanto nem se quer sou excluído, simplesmente não pertenço a nada.
Como somos vis... A IMPARCIALIDADE é também uma espécie de sutileza, de parcialidade disfarçada que se torna perseguição para atingir objetivos.

Salomão Alcantra

J.Nunez
O IMPARCIALISMO

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