Buscar

Movimento Literário Imparcialismo

Literatura para o novo contexto tem como objetivo criar a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com todas suas dores, aflições, medos duvidas, conflitos, alegrias, sensações, comportamentos, sentimentos e pensamentos.O Imparcialismo é a poesia para a Era da Informação, para um novo contexto histórico em que um cidadão negro chegou ao poder nos Estados Unidos, para esse tempo em que há uma democratização do conhecimento, para esse de sincretismo, para esse tempo de multiculturalismo e globalização,para a mulher emancipada poderosa e engajada, para esse tempo de sexo fácil descompromissado com o coração, para esse tempo em o homem é degenerado, desmotivado pelo sexo fácil, desorientado e conflituoso, para esse tempo em que a mulher tem o poder e liberdade mas ainda assim é pressa na própria condição de ser mulher, para uma geração desorientada, sem regras e limites, para esse tempo de aquecimento global, conseqüências do capitalismo, do consumismo e da industrialização para escassez de recursos, para o possibilismo social, para virtualidade, para consciência ecológica, para o catastrofismo, para esse tempo conservadorismo cristão em oposição as novas idéias de humano, para esse tempo em que tudo é moldável e está sujeito ao gosto das multidões, em que tudo é moldável inclusive as idéias de um Deus, para um tempo de frouxidão moral e ética, para um tempo em que tudo está a venda e tudo é adaptável, temos tudo para todos os gostos, para esse tempo de experimentações genéticas, homens metrossexuais resultados do poder e da liberdade da mulher etc. A idéia de imparcialidade está mais ligada a idéia de número impar do que a idéia de imparcialidade no seu sentido denotativo. O imparcial é aquele que sobra depois que se forma pares ou parcialidades, os que sobram são os poetas imparcialistas que podem olhar o mundo que nos rodeia sem identificações que não nos permite olhar sem distanciamento histórico. A exclusão tem uma conotação positiva quando olhada por esse lado. O modernismo é medido pelo avanço tecnológico sendo assim, não terá um fim.

Os Quatorze Poetas Imparcialistas

Octavio Guerra
Jonas Corrêa Martins
Abílio Santana
Saulo Menezes Castro
Herminio Vasconcelos
Abdias de Carvalho
Murilo Santiago
Francisco Medeiros
Salomão Alcantra
Darci Costa
Josias Maciel
Saturnino Queiros josé Nunes Pereira
Cícero Fernández

J.Nunez

O MANIFESTO IMPARCIALISTA

1) Não cantaremos os amores que são apenas sentidos e vividos; Eros será antes analisado, observado, destrinchado, e se restar algo, podemos até chamar de amor.
2) Nosso culto não é ao amor, mas a dignidade e a honra.
3) Não pertencemos a nem um tipo de classe social, não tomamos partidos em uma luta, somos o olhar imparcial sobre a sociedade e sobre nós mesmos, somos a observação imparcial que não poupa a si mesmo.
4) Não pertencemos a nem um lugar, não temos pátria no sentido abstrato da palavra, estamos abertos a todas as culturas do mundo.
5) Não temos religião nem verdades absolutas somos guiados pela intuição e a coerência, e estamos em construção.
6) Não vivenciamos tudo que observamos, de quase tudo somos apenas observadores.
7) Não tomamos partido em nada, somos imparciais e o julgamento fica por conta do leitor. Vivemos um tempo perigoso em que a sociedade do prazer é capaz de justificar e dignificar com conceitualização qualquer degeneração, qualquer degradação em nome do prazer e da aceitação da sociedade, mesmo que para isso temos que destruir, reescrever todas as leis, todos os conhecimentos, toda a tradição cultural e tudo que está estabelecido. Tudo em nome da inclusão, do prazer e da aceitabilidade. Seria mais digno ver em nós a realidade interior.
8) Podemos incorrer na imparcialidade parcial pelo fato de tanto dizer.
9) podemos incorrer na hipocrisia da hipocrisia ao explorar de um fato ou um tema.
10) Não espere de nós pequenas virtudes e pequenos pecados cristãos, somos sobreviventes, e não nós damos ao luxo de pouca moral e pouca virtude. Nosso maior virtude é a franqueza com nós mesmos.
11)Nossa estética é a medida certa é a coerência na expressão, é a função construtiva da palavra, é a palavra exata, porque qualquer exagero pode levar ao parcialismo, seja para o bem seja para ou mal de um fato ou uma causa.
12) O número impar será o símbolo do imparcialismo, porque o número impar sobra na divisão em duas partes iguais, este que sobra é o observador imparcial é o poeta imparcialista.
13) Se o imparcialismo não for justiça, será ao menos uma maneira imparcial, um olhar de fora. O imparcialista é o excluído que não pertence a nem uma das partes iguais, este que sobra será o poeta imparcialista.
14) Somos pensadores livres, não afirmamos verdades, apenas transmitimos conhecimentos, porque tudo que não é vivido é apenas uma idéia das coisas.
15) Não temos a pretensão de civilizar e salvar ninguém; em nome da salvação e do ato de civilizar esconde o lucro e exterminou se culturas inteiras.
16) Em nem um tema, em nem um fato há identificação por parte do poeta, tudo é fruto de seu olhar observador. Vamos na contramão da sociedade quando nos excluímos, essa é a sociedade da inclusão. Em nós a exclusão toma uma cotação positiva porque ela nos torna um olhar que observa, e para observar é preciso estar de fora.
17) Nosso imparcialismo é fruto da era da informação, da era do conhecimento da democracia da informação onde todos têm acesso a todas as áreas do conhecimento, portanto se é livre para escolher em que acreditar.
18) A crítica fica por conta da realidade expressa.
19) O nosso posicionamento fica subentendido na justiça e na imparcialidade que relevam pontos positivos e que por vocação por justiça, pende para um dos lados.
20) Não temos o menor rigor na opinião; podemos voltar atrás no que foi dito, podemos consertar, o que antes foi declarado, afinal estamos nós construído e somos esboços de nós mesmos.
21) Nossa literatura é responsável; não fazemos ficção com a realidade, nem estamos sujeitos a indústria da informação.
22) auto-exclusão, esse é o meio imparcialista de vivenciar e observar a contemporaneidade, é o nosso ponto estratégico. Não perdoamos visões planas da vida, para nos a visão deve ser daqui para lá, de lá para cá, de cima para baixo, de baixo para cima e por todos os ângulos possíveis,
23) acreditamos na imparcialidade dentro da coerência e da sensatez; não somos intransigentes e muito menos inocentes, sabemos que ninguém mata o próprio filho de fome para sustentar o filho do outro.
24) o SIMBOLO imparcialista, entre outras coisas, é uma leitura de nossa conduta imparcial e de nossa auto-exclusão. (Leia a análise do Símbolo Imparcialista)
25) nosso objetivo não é ser guia de homens, até mesmo porque não temos essa capacidade, nosso objetivo é revelar o homem a si mesmo, e esse fato faz do imparcialismo arte objetiva.
26) somos imparcialistas quando observamos a nós mesmos, o outro e a sociedade, porém não diga que estamos em cima do muro, o que fazemos quando somos revelamos o homem a si mesmo sem tomar partido, estamos deixando a responsabilidade e as atitudes de mudanças que cabe a mim mesmo, a sociedade e ao homem, por isso não mediremos esforços para que você se envergonhe de si mesmo.
27) se alguém aponta em seu rosto uma sujeira; cabe a você a atitude de lavar o rosto
e não ao outro que apostou, somos o que ponta a sujeira. Quando olhar para nós imparcialistas, lembre que somos olhos que te observa.
28) quem for capaz de cumprir esse MANIFESTO, que seja um IMPARCIALISTA.

Características do Imparcialismo:

· onirismo
· cosmopolitismo virtual
· bucolismo urbano (descompromisso, leveza)
· fatalismo
· imparcialismo
· possibilismo
· globalismo cultural
· multidisciplinalidade
· multiculturalismo
· amor analítico
· observador imparcial, sem distanciamento histórico.
· franqueza
· ambientalismo
· pensador livre
· ocultismos
· realismo interior
· abstrato e subjetivo
· regeneração
· catastrofismo
· conservadorismo livre
· sincretismo
· auto-exclusão
. cronopoema


No Imparcialismo as características e a temática se fundem dentro do estudo do novo contexto para a literatura.

O contexto histórico:


• Democratização da informação (acesso ao conhecimento)
• Independência e ascensão social através do conhecimento.
• Possibilismo, os caminhos possíveis para se atingir o sucesso.
• Capitalismo, as possibilidades de exploração e criação de mercados.
• Cosmopolitismo virtual acesso a outras culturas virtualmente.
• Manipulação do conhecimento e da cultura (dizer o que um certo grupo de pessoas deseja ouvir)
• Igualdade dos sexos.
• Descompromisso sexual, traição virtual
• O homem metrosexual, o homem desconhece seu papel dentro da sociedade
• A falta de conquistas e estímulos no homem atual (sexo fácil)
• O progresso da mulher e suas desilusões pessoais
• Sensacionalismo absurdo, exploração da noticia da pobreza etc. (arena virtual, palco virtual, industria da informação)
• Observação sem distanciamento histórico (imparcialismo)
• Novo vocabulário para o novo contexto
• O multiculturalismo
• Guerra cibernética.
• Consciência ambiental
• A desinformação da informação.
• Catastrofismo reflexo dos desastre ambientais.
• A tecnologia e a exclusão do homem. (desvalorização do homem)
• O intercambio cultural (prevalece a cultura mais forte, sem que aconteça invasões territoriais)
• Globalização cultural (acesso a todas as culturas e a toda forma de conhecimento)
• Distanciamento da cultural entre as gerações (desrespeito a experiência de vida)
• Cultura com base meramente na posse e no consumo.
• Desvalorização do ser humano e suas virtudes.
• Igualação em valor hierárquico entre a criança e o adulto (cultura do consumo, da posse e da tecnologia)
• Objetivação do homem (onde o homem é apenas meios para se atingir metas)
• Subjetivismo abstrato (o conhecimento não é vivenciado nem aplicado está apenas no campo das idéias)
• A sociedade do prazer ( capitalismo, sociedade que busca a satisfação e tem repudio ao sacrifícios.
• Não ficcional (o grande avanço da tecnologia tirou de nós a idéia de ficção)

A Métrica na poesia Imparcialista

O poema Ciclo de Octávio Guerra e outros poemas é o estudo para uma nova estética, uma nova forma, um nova temática, um novo contexto histórico. As inovações que ocorrem na métrica, são feitas através de letras e palavra e que considera o substantivo composto como uma única palavra dentro do poema porque representa um único objeto. Todos os versos devem possuir a mesma quantidade de palavras, salvo o verso imparcial que de ser livre e fora da estrofe, este verso imparcial deve representar ao dois pontos de vistas, os dois lados, dois conceitos sem que oscile. O poema se compõe de duas estrofes que devem terminar sempre em numero par e com a mesma quantidade de versos em ambas estrofes, neste poema e entre as estrofes deve haver o verso imparcial que representará as duas estrofes, este verso deve ser único livre e imparcial.O numero de palavras ou letras na métrica do verso, são livres de um poema para outro, porem deve obedecer o mesmo numero de letras e palavras em todos os versos e ainda o numero de palavras ou letras deve resultar em um numero par.Do mesmo modo que o verso imparcial abrange as duas estrofes, o titulo também deve abranger as duas estrofes para que aja imparcialidade. Esta característica de imparcialidade faz possível a leitura das estrofes separadamente, tornado o verso democrático e imparcial.No poema inovador de Octavio Guerra a soma das duas estrofes e do verso impar é um numero impar, para que assim sobre um verso que é o verso imparcial.Para orientar a leitura o poema imparcial deve conter o titulo e o tema abordado, assim dá maior facilidade de leitura e interpretação.O distanciamento de campo semântico no verso é outra característica que resulta da era da informação e da democracia do conhecimento. Por de trás da estética e da forma do verso imparcialista escondem os conceitos de liberdade, justiça, democracia, igualdade, direitos , individualidade, coletividade, imparcialidade, possibilidades e flexibilidade.O que vem reforçar esta visão de direitos iguais e democracia não é um novo contexto, mas fatos que representam estas mudanças no cenário mundial. A eleição do primeiro presidente negro da historia da política no Estados Unidos é um dos fatores que reforçam esta inovação para um novo contexto mundial. Não podemos esquecer que o tema abordado é um acontecimento e uma preocupação constante na sociedade. Pode se notar na Poesia Imparcialista o multiculturalismo e a globalização presentes na Era da Informação. O que representa aqui a teoria da métrica imparcialista é o poema de ABILIO SANTANA.Esse poema revela a emancipação e o poder da mulher, e deixa claro a inversão da ordem clássicas das coisas.

Meios

Nem mesmo o espírito santo,
Nem o vento frio
Entrou por está janela
Trazendo o pólen fértil.
Então sem medo algum
Pouse em minha flor
Aberta para a noite,
Livre de pudor cristão.

Sexo não é mais necessariamente reprodução

Fujo desta mulher viúva negra.
Depois da ejaculação precose,
Tenho medo de mulher
Que consome minha seiva,
Me usa com crueldade...
Depois fecha a flor
E recolhe o pólen,
Sem ereção sou inútil.

Abilio Santana
J.NUNEZ

O Cronopoema Imparcialista
É UM TEXTO QUE FAZ A FUNÇÃO DE CRÔNICA DO DIA COM A ESTÉTICA DA POESIA, DA PROSA DO CONTO E DO JORNALISMO .O CRONOPOEMA É UM CARACTERÍSTICA DOS POEMAS IMPARCIALISTAS.


Cheiro da Fossa

Levantaram a tampa da fossa,
Deixando em Brasília
Esse inigualável cheiro de bosssssssque.
Quem abriu a boca, quem ousou destampar à fossa...
E remexer na merrrrrrrcadoria secreta.
?Quem é que se importa com a opinião pública?
Estamos na democracia, e a confundimos
Com falta de vergonha na cara.
Você me diz o que pensa,
Eu faço de conta que não é comigo,
Que não sei de nada...
E assim fazemos um país cada dia mais cínico.
Não sou nem pouco romântico, Sei do jogo de poder,
Mas também não precisamos ser tão desavergonhados,
Precisamos de um pouco de virtude,
Mesmo que sejam elas cristãs.
Com tudo, ainda nos sobra uma qualidade,
A ética esse decoro não nos deixa ser injustos
Com nossos companheiros de cumplicidade.
Você não me enche o saco com seu civismo barato,
Quem se importa com a opinião pública?,
Ela não passa de um cachorro de rua,
Velho fraco e desdentado.
Quem se importa com esse povo sem atitude,
Com esse povo que é colonizado e colonizador de si mesmo.
Você não me enche o saco com seu civismo frouxo
Senão eu te mando ir tomar no...
Igual o Chico Bento na nova gramática,
Igual ao senador na entrevista.
Em fim ?relaxa e goza?
Porque se querer resistir,
Vai doer muito mais que está doendo agora.

Salomão Alcantra
J.Nunez

POETAS IMPARCIALISTAS

Saulo Menezes Castro poeta da integração com à natureza, da ciência sem cálculos e da filosofia sem teses e teorias. Poeta do envolvimento e da dança com os átomos, poeta da fusão do homem consigo mesmo, da individualidade, da consciência de existir e da integração com o universo, poeta da vivencias holística, onde o homem é apenas uma pequena parte, um único membro desse corpo infinito e universal.

Espaço Vazio

Voar é caminhar sem chão,
Pousar é descansar asas,
Existir é preencher espaços,
Pensar é viver o passado
Ou adiar as incertezas do que virá,
Calar é existir dentro da eternidade.
O monge de manto amarelo
Chega ao silêncio ,transcende o nada;
Contempla à eternidade...
O espaço é faminto, e engole universos...
O espaço vazio entre o passado e o futuro,
É o instante, é a eternidade...
O espaço vazio, é a prova
Da existência do nada,
Nada é tão pequeno que não ocupe espaço,
Nada é tão sólido que não tenha vazio.
O nada é o espaço vazio,
Que ainda existe, mesmo que preenchido.
A medida entre uma coisa e outra,
É apenas à medida entre uma coisa e outra,
Porque o espaço é infinito...
O espaço é ocupado ou desocupado,
Mas ainda assim, continua existindo.
Caminhar é preencher espaços,
E o ponto de partida
Desta caminhada sem chão,
É sempre depois de uma queda.

Saulo Menezes Castro

J.Nunez

Murilo Santiago poeta da revelação do que está oculto em nosso interior, poeta que arranca à força nossos pensamentos e sentimentos mais secretos, poeta que não se interessa pelo que você demonstra ser, e sim pelo que você esconde, poeta que se interessa pelo que você é no mundo dos sonhos e em seu mundo particular, poeta das profundezas mentais, poeta que revela o que é mais repugnante em nós, poetas sem sutilezas e delicadezas interior, poeta dos conflitos íntimos e das coisas não reveladas.



Amores Virtuais

Seus amores impossíveis
São de fato seus corpos intocáveis,
Seu erotismo não realizável,
Seus desejos incontidos,
Seus fetiches, suas imagens e seus fantasmas
Que perturbam seu corpo.
Seus amores acabados
Deixou o gosto na lembrança,
Deixou a sensação nos sentidos.
Agora depois de consumado
Você diz que amou,
Talvez de fato tenha amado
Em meio a corpos e amores
Intocáveis e impossíveis.
É provável que tenha amado
Ou apenas consumado desejos
Em corpos tocáveis e possíveis.

Murilo Santiago
J.Nunez 18-07-09

Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perpectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluidos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante esse poeta representa o abondono, o deixar se onde está. Neste poeta não ha incertezas, e mas sim eterna imobilidade. Esse poeta não representa uma condição, esse poeta é um lugar ou os lugares onde sempre houve e sempre haverá a estagnação seja ela social, cultural, ambiental etc. Esse poeta é a agonia do inferno.

Doença

Eu, o desenganado, contemplei no espelho,
Com uma tristeza de morte, os sintomas
Desta doença prosaica e incurável
Que vai definhando o meu corpo.
Contemplei:
Um brilho estranho em meus olhos,
Um tremor em minhas mãos,
Um sangue frio em minhas veias,
Uma perturbação nos sonhos,
Um pensamento único e constante
Como se eu fosse um suicida,
Uma sensação de alegria extrema,
Ou uma explosão de desespero,
Um esquecimento de meu corpo,
Um entorpecimento dos sentidos,
Uma perca de apetite e por conseqüência
Um emagrecimento assombroso
E uma fome insaciável não sei do que,
Um ódio crescente e incontido,
Um sentimento terno e doce, como se eu
Já estivesse envolto nas asas do anjo,
Uma ânsia de último suspiro,
Um êxtase de caminho onírico,
Um foco no pensar e sentir,
Um olhar distante e embriagado de ilusões,
Uma insônia que põe solidão
E tormenta em minhas noites
E olheiras nos meus dias de espera,
Uma respiração acelerada e sufocante,
Uma dor no peito, que me faz rolar na cama,
E navegar noite adentro, solitário e esquecido,
Uma sensação de morte,
Um desbotamento da vida,
Um aperto no peito, por não saber chorar,
Uma fluidez nas coisas sólidas,
Um olhar alagado de tristezas,
Um inesperado frio no baixo ventre,
Um caminhar desnorteado e displicente,
Um suor excessivo nas mãos trêmulas,
Um calor sobre o frio em todo o corpo,
Uma face e um sorriso congelado,
Um suspiro de alegria,
Uma fome adolescente de vida,
Uma palavra entalada na garganta,
Um grito sufocado pelas suposições,
Um grito arrebentado e inconseqüente,
Um arrependimento inconfessável,
Um sentimento embalado por música,
Um vírus que contagia com palavras suaves,
Com gestos de pura devoção,
E com o conteúdo da carne e da alma.
Um tornado de sentimentos que varre o chão
De minha mutável paisagem interior.
Um sufocamento de não chorar,
Quando dor é demais,
Enrrudesse á alma e seca os olhos.
Eu, o desenganado, abandonei
Meu corpo ali num canto da casa, até que morra,
Desta doença de amar sem ser amado.

Abdias de Carvalho
J.Nunez

Francisco medeiros poeta conservador dos bons costumes, da moral, da coerrência com a vida, da dignidade, da caridade cristão e da decência , qualidades que ainda são manifestadas no ser humano, mesmo neste tempo de liberdade sexual e sexo casual. Este poeta é vítima da inversão de valores e das degenerações sexuais e morais que são vistas hoje como progresso e evolução. Representa os que na sociedade mesmo sem manifestar sua opinião são inflexíveis.
Estas virtudes que se vê neste poeta, é na verdade fruto de uma dura disciplina, está conduta perfeita não é gratuita, é uma constatação de que este é o melhor caminho para a humanidade. O conservadorismo é contrario as conceitualizações que busca desvalorizar o que está estabelecido como certo e construir conceitos e verdades que são favoráveis as sua fraquezas e degenerações.

MATIZES

Matizes têm a cor
Matizes têm o amor
Matizes têm a dor

Nas folhas um tom
de verde
Nos olhos o tom
da verdade
Do que de fato se sente

Nem tudo resiste
Por causa da intensidade
da cor
Não digo o mesmo do amor
Não digo o mesmo da dor

As cores das roupas
No varal
A tonalidade do azul
Nunca é igual

A intensidade do amor
de cada casal
É matiz do amor
Que nunca é igual.

Francisco Medeiros
J.Nunez

NASCENTE

Senhora de minha vida
Agora e sempre salvadora
Agora e sempre esperança
De sempre eterna subida
De sempre temida caída
De cravada lança
A lança deste amor
Que é sempre eterno amor
Sempre eterna dor
Sempre eterna pena
Do sofredor
Sempre almejada sina
Sempre eterno transbordar
De mim para o mundo
Sempre eterno espalhar
De mim sofrendo
De mim calado
De mim amando
Para o doente
Sem esperança
Para á faminta criança
Para o homem que a si consome
Para quem de mística tem fome
É tu a nascente
Deste amor de furiosa corrente
Que tudo leva, que tudo arrasta
Que para o mal a mim mata.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Salomão Alcantra poeta da crueldade consigo mesmo e com a sociedade em geral, da crueldade imparcial e da auto análise. Neste poeta não há crítica, e sim relatos e constatações, nele ainda vemos qualidade ocidentais como: objetividade e praticidade. O poeta segue a imparcialidade jornalistica e a ética de nossa era da informação, sua franqueza é crueldade e força, seu lema é encarar-se a frio.


Inconcebível

O dia amanheceu ensolarado por aqui.
Dois drinques sobre o móvel da sala, o que sugere?
Sussurros abafados vindo do quarto
Com a porta entre aberta, o que sugere?
Dois corpos nus banhados de sangue, o que sugere?
Se o marido caminha na ponta dos pés,
Com o coração na boca e os olhos dilatados
Pelo medo da verdade e a fúria, o que sugere?
O sangue escorreu pela casa e passou as soleiras das portas
Para denunciar dois assassinatos e um suicida.
Dony pegou em fragrante o inconcebível aos seus olhos
De homem degenerado.
Dony esqueceu que vivemos na Sodoma
Da liberdade de expressão e das liberdades sexuais.
Ela bem que tentou explicar com àquela frase de filmes e novelas:
_ Não é bem o que você está pensando.
Dony é do tempo do Getulio Vargas, por isso fatalista e suicida,
Mas o Dony certamente não vai entrar para a história,
É só mais um marido traído nessa manhã na manchete no jornal.
O Dony não entende!
O amor é assim incompleto e inacabado como a escultura de Rodan,
Porém completo aos olhos de quem ama e vê apenas o essencial.
Não concordo com o editor desse jornal sobre a mesa,
Está manchete é muito clichê,
Quem deveria ser notícia de primeira página
É o marido da ministra; enquanto ela trabalhava
Ele comprava filme pornô em uma tv a cabo e com o dinheiro público.
Ele sempre fez isso, mas em tempo de crise é que abrem o bico
E aparece crimes, fraudes e corrupções que se vê todos os dias.
Os Estados Unidos era perfeito e um exemplo até a pouco tempo,
Agora está parecendo a mulher do Dony.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Ornamentos

Trouxe rosas vermelhas
E um verso doce e emprestado
Do poeta Francisco Medeiros :
“O acaso deixou para nós dois a noite mais linda que houvera.”
Meu verso não é tão clichê .
Se eu falar de amor
Será sem figuras de linguagem,
Será sem metáforas,
Será um pouco mais diet.
Meu amor é na verdade
Uma tormenta entre as pernas,
Um olhar guloso e incontido,
Um remexer de quadris.
Meu amor é sem ornamentos,
Meu amor não é de sonhos,
Meu amor é necessidade dos instintos,
Meu amor carrega o peso morto da vida.
Ela ainda quer um príncipe,
Então, preciso de ornamentos e um verso
Do poeta Francisco Medeiros.
Não importa os meios, tudo tem o mesmo fim.

Salomão Alcantra

J.Nunez

Jonas Corrêa Martins é o poeta do misticismo, do ocultismo, da experiência consciente em metafisica e da vivencia da espiritualidade. É o poeta deste tempo de liberdade religiosa e de cultura globalizada, tempo de multiculturalismo em que as religiões se fundem no conhecimento esotérico. É poeta sem corpo físico e suas vivencias são metafisicas. Poeta da subjetividade objetiva e do realismo abstrato consciente, sua poesia em nem um momento é fluxo inconsciente de pensamentos e por mais abstrato que possa parecer, neste poeta existe a vivencia desta realidade metafisica. Não se deve confundir sua experiências fora do corpo físico com meras construções e malabarismos semânticas, é ainda mais grave confundi-lo com subjetivismo inconsciente.


O guardião do fogo sagrado

Naveguei nas correntes astrais
Transpassei coisas sólidas
Ignorando tempo e espaço,
Desprezando os desertos da alma
Procuro o mestre Sarápi Bei
Conjurei homens de túnicas,
Perguntei ao povo onde
Está senhor do fogo...
Até que encontrei um menino
Que acreditei ser o grande disciplinador.
Ele disse: _Eu também te procurava.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

Espiral

O cão não respeita a lei de gravidade
O cão sem asas flutua em meu encalço.
Sou plumas e sangue que escorre metafísico
Pelas veias da terra.
Sou pedra e plumas
Que o cão morde o calcanhar.
Flutuo em um sonho lúcido,
Retorno consciente com tudo na memória.
Deixa que a vida se estenda
Até o pé da morte
Que é o inicio de uma nova espiral,
Ou a extensão de uma linha reta
Que é a eternidade.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

24/02/2009

Otacílio guerra é o poeta da imparcialidade, da inclusão social, do ambientalismo e das consequências do aquecimento global. Este poeta é o criador de uma nova métrica, uma nova estética, uma nova forma, de uma nova temática e um novo contexto. A estrutura de sua poesia representa a imparcialidade de nossa era da informação.

CICLO
(ambientalismo)

Era ainda muito burguês,
Era ainda muito bucólico.
A margem do riacho
Que desce a montanha
Ela estendeu a toalha,
Serviu refresco e castanha
Serviu geléia e Pão de Centeio.
Passaram a manhã inteira
Entre beijinhos sem língua,
Promessas de amor patético
Que desconhece o tempo.

O paraíso é uma extensão do inferno.

Tarde, o céu enegreceu.
O chão ficou encoberto,
De corpos carbonizados, fuligem...
A montanha vomitou fogo,
Fumaça, vapor, lama, enxofre...
No riacho corre lavas,
Chuva ácida, água incandescente.
O vulcão trouxe o inferno
Para está superfície bucólica,
De um sonho americano,
Que não conhece limite.

Octávio Guerra
J.Nunez

Hermínio Vasconcelos é o poeta bucólico urbano, é a passividade com a vida, é a frouxidão moral ,é a flexibilidade moral, e o leviano e a leveza da vida sem regras, é a moralidade individualizada e com base apenas na índole pessoal. É o poeta do submundo, porém , é mais um observador da vida degenerada que um homem próprio destas regiões de baixezas morais. Este poeta simpatiza com as baixezas humanas porque vê e reconhece nos homens este estado que está sempre escondido nas aparências. Talvez seja um espécie de amor incondicional aos homens. Hermínio Vasconcelos é um poeta que transitaria se quisesse entre as mais variadas classes sociais, porém, decidiu viver entre as baixezas humanas porque certamente reconhece em si todo tipo de inferioridade. Este poeta representa a liberdade absoluta que tirou do homem o direito de ter opinião e conceito de certo ou errado. É o poeta de um tempo que em a liberdade é tanta que tudo é preconceito, de um tempo em que a ter opinião é preconceito, formando assim a ditadura do despreconceito. O poeta têm suas opiniões, porém, reservadas para si mesmo. Sua poesia revela que ele vivencia e se esbalda da liberdade sexual conquistada pelas mulheres, é neste ponto que ele se mostra mais leviano.


Frio de medo

(bucolismo urbano)
Por hoje me deixe...Largado à própria sorte.
Vista sua roupa, pegue suas chaves na estante,
Não esqueça nada que tome espaço,
Depois saia na ponta dos pés,
Não Bata à porta para não espantar
Meu quase um sono.
Por hoje me deixe...
Você já pousou em meu corpo,
Roubou meu néctar,
Agora rouba meu dinheiro
E por favor, vá embora, me deixe à deriva.
Mas não pise muito forte em meu chão,
Sou água estagnada, poeira assentada
E posso facilmente emergir.
Por hoje me deixe...
Largado nos escombros,
Sai sem abrir a porta,
Não ponha a mão em nada,
Para que não desalinhe o caos.
Por hoje me deixe...
Você já me usou, como um lenço de papel
Que se guarda no bolso,
Agora pegue o que mais desejar,
E por favor, vá embora,
Mas se esqueça lá dentro do meu coração,
Porque sou parasita e posso a qualquer hora,
Precisar de você.
Por hoje me deixe...
Não precisa fazer cerimônias,
Porque eu também não faço cerimônia...
Você já arrancou de mim o que lhe interessa,
Agora por favor, vá embora,
Sai antes que o dia amanheça,
Ou sem que à claridade entre e espante
O meu frio de medo.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

Darci Costa representa a razão por de trás da razão, sua poesia arranca a mascará para mostra o rosto, é o poeta da análise psicológica, e das associações de pensamentos, sentimentos e sensações. Sua poesia busca decifrar e revelar o pensamento oculto atrás dos sentimentos e das atitudes, por este motivo esta poesia representa o jogo da mente, o desengano e a análise profunda de nosso mundo interior. Para esta poesia o sentimento deve ser analisado e o que sobrar, talvez, pode até ser chamado de amor.

Pretexto
(analítico amoroso)

Não vou ficar justificando meus erros,
Não preciso de palavras que dizem mais que a verdade,
Não vou dividir entre nós dois,
Nossas verdades e nossas mentiras.
Nós já conversamos e nós desentendemos ainda mais
E cada palavra dita abre um novo desencontro.
Não precisa perdoar, afinal não faz muita diferença
Te amar ou te odiar, de qualquer forma é uma maneira
De ter você, é um jeito de me sentir presa,
É um modo de me sentir sua.
Não precisa perdoar, afinal o perdão é indiferença
E põe um fim em tudo que é confuso e vivo,
Porém concordo que às vezes é preciso perdoar
Para que você me engane outra vez
E assim eu continuo te amando e te odiando ainda mais.
Não pense em consertar, deixe assim com está,
Prefiro os pretextos para te ver
Que os encontros marcados,
Porque é assim que nosso amor continua vivo...
Não conte os momentos felizes, sei que foram poucos,
Não conte os momentos tempestuosos sei que foram muitos,
Não há que se importar, afinal de qualquer modo,
São momentos que contam nossa historia.
Não quero diferente, é assim que nosso amor vive, e pronto...

Darci Costa
J.Nunez

Josias Maciel é o poeta do homem idealizado, o poeta da potência, da virilidade, da gereneração do homem desmoralizado , desmotivado pelo sexo fácil e casual. Neste poeta encontramos a mulher com suas qualidades e virtudes naturais e não uma imitação do homem que é naturalmente vil. É o poeta das regenerações, da fertilidade, da virilidade sem magismo, da potência, da pureza sem puritanismos e da expressão masculina, da clareza, da concentração e objetividade masculina, das virtudes sem encenações, da linguajem solta e direta. Este poeta é a oposição a feminilidade, as vaidades do homem atual e a desmoralização do homem.



Fertilidade

Diz à lenda que as estrelas
Foram feitas da ejaculação de um deus,
Mas os deus não ejaculam,
Gozam de eternidade e não ejaculam.
Os deuses se consomem em si
Feito o dragão que come a própria calda.
Um deus é abismos com fome
De profundezas e eternidade.
Um deus é fogo que se consome.
Se eu fosse um deles
Existiria tanto...que agonizaria te existir.
Os deuses não ejaculam, Estão tudo se cria
Porque tudo mais ejacula
E navega no vento, vai nas asas de um morcego
Ou de um passarinho
E viajam no tempo e no espaço
Sem conceito de pecado capital,
Fornicação e adultério.

Josias Maciel

J.Nunez

Seguidores

Seguidores Blog Cidade de Marília

HORÁRIOS DE ÔNIBUS - MARÍLIA

HORÁRIOS DE ÔNIBUS - MARÍLIA
ÔNIBUS